Empresas Jogo online deu 47,3 milhões em impostos no primeiro ano

Jogo online deu 47,3 milhões em impostos no primeiro ano

O Estado arrecadou cerca de 47,3 milhões de euros em impostos no primeiro ano de exploração do jogo online regulado em Portugal, para uma receita bruta de 108,1 milhões de euros.
Jogo online deu 47,3 milhões em impostos no primeiro ano
Os jogos de fortuna e azar e as apostas desportivas geraram uma receita bruta de 108,1 milhões de euros no primeiro ano de actividade do jogo online regulado em Portugal.
Reuters
Rui Neves 02 de agosto de 2017 às 12:55

O Imposto Especial de Jogo Online (IEJO) gerou 47,3 milhões de euros para os cofres do Estado no primeiro ano da actividade de exploração e práticas de jogos e apostas online em contexto de mercado regulado.

"Durante os primeiros seis meses de 2007, o IEJO ascendeu a 16,3 milhões de euros", revela o último relatório do Turismo de Portugal sobre esta actividade.

De acordo com as contas do Negócios, regista-se que a receita fiscal arrecadada com o jogo online tem vindo a diminuir ao longo deste primeiro ano de actividade. O IEJO ascendeu a 13,8 milhões de euros no terceiro trimestre do ano passado, tendo aumentado para 17,2 milhões no quarto.

 

Mas nos primeiros três meses deste ano já só gerou 9,2 milhões de euros em impostos. E entre Abril e Junho passados ainda menos - 7,1 milhões de euros.

 

Uma evolução que se explica pelo facto de, após o crescimento contínuo da actividade desde a emissão da primeira licença, em 25 de Maio do ano passado, até Março deste ano, a receita bruta (depois de deduzidos os prémios pagos) das cinco operadoras licenciadas, detentoras de um total de seis licenças, registou uma redução de seis milhões de euros, do primeiro para o segundo trimestre de 2017, situando-se nos 25,4 milhões de euros.

 

Em termos acumulados, no primeiro ano de actividade do jogo online gerou uma receita bruta de 108,1 milhões de euros, com as apostas desportivas a valerem 71,6 milhões e os jogos de fortuna ou azar 36,5 milhões de euros, verificando-se, em ambos os casos, uma tendência de decréscimo nos últimos meses.

 

No primeiro segmento, o futebol é a modalidade desportiva que registou maior volume de apostas - cerca de três quartos (75%), seguindo-se, a larga distância, o ténis (14%) e o basquetebol (8,7%).

 

Nos primeiros seis meses deste ano, a I Liga portuguesa foi a competição objecto do maior valor de apostas (11,1% do total), seguida da La Liga espanhola (8,5%) e da Premier League inglesa (6,4%).

Já no segmento de jogos de fortuna ou azar online, o relatório do Turismo de Portugal avança que os jogos de máquinas foram os que registaram mais apostas, representando 38,13% do total, um pouco acima do conjunto das apostas nas variantes de póquer "não bancado" e no póquer em "modo de torneio" (32,65%), enquanto a roleta francesa gerou apenas 20%. 

  



(Notícia actualizada às 13:09 com a rectificação do valor dos impostos arrecadados pelo Estado - 47,3 milhões de euros em vez de 56,5 milhões.) 




A sua opinião2
Este é o seu espaço para poder comentar o nosso artigo. A sua opinião conta e nós contamos com ela.
Faltam 300 caracteres
Negócios oferece este espaço de comentário, reflexão e debate e apela aos leitores que respeitem o seu estatuto editorial, promovam a discussão construtiva e combatam o insulto. O Negócios reserva-se ao direito de editar, apagar ou mesmo modificar os comentários dos seus leitores se atentarem contra o bom senso e seriedade.O acesso a todas as funcionalidades dos comentários está limitada a leitores registados e a Assinantes.
comentar
comentários mais recentes
Anónimo 02.08.2017

Boa tarde,
Para quando a plataforma de jogo online do Grupo Cofina?

fpublico condenado a 48 anos trabalho/descontos 02.08.2017

QUEM COSTUMA JOGAR ONLINE E OFFLINE É O PESSOAL DA BARRACADA COM CASA A CUSTA DOS CONTRIBUINTES E ESCRAVOS BRANCOS

pub