Imobiliário “Shoppings” da Sonae Sierra no Algarve vendidos por 35 milhões

“Shoppings” da Sonae Sierra no Algarve vendidos por 35 milhões

O Albufeira Shopping e o Centro Comercial Continente de Portimão têm novos donos. A Sonae Sierra dá assim continuidade à sua política de alienação de centros comerciais.
“Shoppings” da Sonae Sierra no Algarve vendidos por 35 milhões
Miguel Veterano Júnior/Correio da Manhã

A Sonae Sierra vendeu o Albufeira Shopping e o Centro Comercial Continente de Portimão por 35 milhões de euros, apurou o Negócios.

A operação foi anunciada esta segunda-feira, 29 de Janeiro, sem confirmação de valores. Os activos passaram para a mão do fundo CA Património Crescente, gerido pela Square Asset Management.


A Sonae Sierra, ramo imobiliário do grupo Sonae, continuará a fazer a gestão destas áreas comerciais.


"Não excluímos ver a Sonae Sierra a vender mais activos em Portugal", pode ler-se numa nota de "research" do BPI, confirmando a estratégia que tem sido levada a cabo pela empresa.


No início do ano, a Sonae Sierra vendeu o MaiaShopping e o Guimarães Shopping à Ocidental, parte do grupo segurador belga Ageas.


O Negócios já noticiou a venda do Serra Shopping na Covilhã por cerca de 70 milhões de euros. O RioSul Shopping, no Seixal, também estará no mercado.


Dá-se assim continuidade a um ano recorde no investimento em centros comerciais em Portugal, acima dos mil milhões de euros logo no primeiro mês de 2018. O valor é superior aos 850 milhões registados neste segmento ao longo dos últimos dois anos.


A marcar o recorde está a venda do Dolce Vita Tejo por 230 milhões de euros à AXA Investment Managers. A Immochan, ramo imobiliário do grupo Auchan, dono dos hipermercados Jumbo, ficará com três centros comerciais da Blackstone: Sintra Retail Park, Forum Sintra e Forum Montijo, avaliados em 400 milhões de euros.


O último dos centros comerciais da Blackstone, o Almada Forum, ficará nas mãos dos espanhóis da Merlin. O activo está avaliado em cerca de 450 milhões de euros.


Os hábitos de compras dos portugueses nos centros comerciais bem como a necessidade de capital para transformar estes espaços em áreas de lazer são dois dos factores a explicar esta tendência.




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