Empresas Trabalhadores da antiga Triumph tentam sensibilizar Governo e Presidente da República

Trabalhadores da antiga Triumph tentam sensibilizar Governo e Presidente da República

Os trabalhadores da antiga Triumph, no concelho de Loures, realizam na segunda-feira de manhã um "pequeno-almoço solidário" para sensibilizar o Governo e o Presidente da República para as consequências sociais do encerramento da fábrica, foi hoje anunciado.
Trabalhadores da antiga Triumph tentam sensibilizar Governo e Presidente da República
Alexander Schwarz, fundador da Gramax Capital, fotografado na fábrica da TGI em Loures.
Lusa 07 de janeiro de 2018 às 19:31

A fábrica da antiga Triumph (de roupa interior feminina), sediada na freguesia de Sacavém, foi adquirida no início de 2017 pela TGI-Gramax e emprega actualmente 463 trabalhadores.

 

No entanto, em Novembro, a administração da empresa comunicou aos trabalhadores que iria ocorrer um processo de reestruturação, que previa o despedimento de 150 pessoas.

 

Na sexta-feira, depois de tomarem conhecimento de que a administração tinha iniciado um processo de insolvência, os trabalhadores iniciaram uma vigília à porta das instalações para impedir a saída de material.

 

Entretanto, para segunda-feira os trabalhadores da TGI-Gramax têm agendado mais uma acção simbólica de protesto, que pretende chamar a atenção do Governo, mas sobretudo do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, disse à agência Lusa a delegada sindical Márcia Antunes.

 

"Será um pequeno-almoço solidário, a partir das 07:00, organizado pelos trabalhadores. O objectivo é exigir que o Governo assuma as suas responsabilidades. Gostaríamos muito de poder contar também com o senhor Presidente Marcelo", sublinhou.

 

A sincalista contou que o ambiente entre os trabalhadores "é de grande desânimo" e que apenas desejam que o Governo possa "intervir urgente" para "fazer justiça".

 

"Estamos destroçados. Temos ordenados em atraso e sentimos que a Triumph agiu de má-fé neste processo. Já sabia que este ia ser o desfecho. Aquilo que esperamos é que o Governo, que foi conivente, assuma as suas responsabilidades e nos apoie", sublinhou.

 

Na iniciativa de segunda-feira estará também presente o presidente da Câmara Municipal de Loures, Bernardino Soares.

 

A Lusa tentou contactar a administração da empresa, mas não obteve resposta.

 




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mais votado Anónimo Há 1 semana

Os salários ou o custo do trabalho em Portugal são mais reduzidos do que noutras economias mais ricas e desenvolvidas do que a portuguesa, mas o que se passa é que aí as empresas gozam de economias de escala que as empresas portuguesas só atingiriam se se internacionalizassem. E o que é facto é que muito raramente isso acontece porque sindicatos e esquerda não deixam que se reúnam as condições para que tal aconteça. Por outro lado, e não menos importante, há que salientar que o sector empresarial dessas economias mais ricas e desenvolvidas tem uma muito maior alocação de capital com grande incorporação de tecnologia de ponta, económica e eficiente, que poupa enormemente em factor trabalho. Uma coisa é ter 200 assalariados a ganhar 1000 outra é ter 50 a ganhar 2000 para produzir o dobro do que se consegue produzir empregando os primeiros. Agora, sem fazer nada disto e sem obedecer a estas regras económicas, também se pode decretar salário de 2000 para os 200. Enquanto der.

comentários mais recentes
Anónimo Há 1 semana

Os investidores necessitam de apoios com politicas de longo prazo. Cá vem o Costa com manhas e rasgar contratos, vem as mortaguas esmifra-los com impostos ao sol, ...

Anónimo Há 1 semana

O Costa não é manhoso, as empresas é que são! Com esta teoria o povo é que sofre na pele o desemprego e respetivas consequências. Os empresários irão fugir havendo oportunidade.

Anónimo Há 1 semana

Em organizações públicas e privadas do mundo mais desenvolvido, no âmbito da gestão das organizações faz-se gestão de recursos humanos (GRH). Sem GRH, nem criação de valor ocorre nem elevação dos rendimentos de colaboradores não excedentários se dá, uma vez que os excedentários, por definição, limitam-se a extrair valor. Economias com GRH enriquecem e desenvolvem-se de forma sustentável. Ser excedentário não significa por si só que se seja criminoso ou mesmo incompetente. Ser excedentário é como estar na condição de desempregado mas a ser suportado por uma organização que emprega o desempregado. O desempregado e o excedentário são apenas uma oferta sem procura, e isso não é crime, crime é não fazer GRH. O desempregado, sem procura no mercado laboral onde oferece trabalho. O excedentário, sem procura numa dada organização empregadora que tem que o suportar prejudicando a persecução da sua missão, visão e propósito. Ambos são um problema do Estado de Bem-Estar Social e não do empregador.

Anónimo Há 1 semana

Os salários ou o custo do trabalho em Portugal são mais reduzidos do que noutras economias mais ricas e desenvolvidas do que a portuguesa, mas o que se passa é que aí as empresas gozam de economias de escala que as empresas portuguesas só atingiriam se se internacionalizassem. E o que é facto é que muito raramente isso acontece porque sindicatos e esquerda não deixam que se reúnam as condições para que tal aconteça. Por outro lado, e não menos importante, há que salientar que o sector empresarial dessas economias mais ricas e desenvolvidas tem uma muito maior alocação de capital com grande incorporação de tecnologia de ponta, económica e eficiente, que poupa enormemente em factor trabalho. Uma coisa é ter 200 assalariados a ganhar 1000 outra é ter 50 a ganhar 2000 para produzir o dobro do que se consegue produzir empregando os primeiros. Agora, sem fazer nada disto e sem obedecer a estas regras económicas, também se pode decretar salário de 2000 para os 200. Enquanto der.

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