China impõe sanções a 10 empresas norte-americanas por venda de armas a Taiwan
A China anunciou esta quinta-feira sanções contra 10 empresas norte-americanas e os seus executivos, incluindo várias filiais do gigante Lockheed Martin, pelo seu envolvimento na venda de armas a Taiwan.
Pequim considera a ilha como uma província sua, que deve ser "reunificada", pela força, caso seja necessário.
PUB
Sob a presidência de Joe Biden, os Estados Unidos efetuaram várias vendas de armas a Taiwan, provocando a ira de Pequim, que vê nisso um atentado à sua soberania.
O Ministério do Comércio chinês colocou hoje várias empresas norte-americanas numa "lista de entidades não fiáveis" devido ao "seu envolvimento na venda de armas" a Taiwan, segundo um comunicado.
A decisão foi tomada "para proteger a soberania, a segurança e os interesses de desenvolvimento da China", afirmou.
PUB
As empresas visadas incluem várias entidades do gigante norte-americano Lockheed Martin, um fabricante de equipamento de defesa e aeroespacial, o ramo de mísseis da Raytheon e três empresas do gigante do armamento General Dynamics.
Estas empresas deixarão de poder efetuar importações ou exportações "relacionadas com a China", ou investir no país asiático. Os seus "quadros superiores" deixarão de poder entrar no território chinês.
A China já tinha anunciado na semana passada a imposição de sanções a sete empresas norte-americanas, na sequência da aprovação por Washington de um novo pacote de ajuda militar a Taiwan.
PUB
Embora Washington tenha reconhecido Pequim em detrimento de Taipé desde 1979, o Congresso americano impôs simultaneamente a obrigação de fornecer armas a Taiwan.
As relações entre Pequim e Taipé deterioraram-se desde 2016, após a chegada de Tsai Ing-wen à presidência da ilha, seguida pelo seu sucessor William Lai, em maio de 2024. Ambos rejeitam as reivindicações da China.
PUB
Não nos tomem por tolos, sff
Depois da tempestade
Mais lidas
O Negócios recomenda