Comissão Europeia obriga redes sociais a usar aplicação de verificação da idade na UE

O objetivo desta ferramenta é "responsabilizar as plataformas online que não protegem suficientemente os menores", explicou Von der Leyen.
Bloomberg
Lusa 11:21

A Comissão Europeia avisou esta quarta-feira que terá "tolerância zero" com as plataformas digitais que não usarem a nova aplicação móvel europeia para confirmar a idade mínima para aceder às redes sociais, que já está tecnicamente pronta.

"A nossa aplicação europeia de verificação da idade está tecnicamente pronta e estará em breve disponível para os cidadãos utilizarem", anunciou a presidente do executivo comunitário, Ursula von der Leyen, numa conferência de imprensa sem direito a perguntas, em Bruxelas.

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A responsável disse que o objetivo desta ferramenta - semelhante à criada como passaporte digital aquando da pandemia de covid-19 - é "responsabilizar as plataformas 'online' que não protegem suficientemente os menores", numa alusão a 'gigantes' tecnológicas como Meta (dona do Facebook, Instagram, WhatsApp e Threads), a Alphabet (que detém o YouTube), a ByteDance (do TikTok) e a Snap Inc. (do Snapchat).

"Esta aplicação dá aos pais, professores e cuidadores uma ferramenta poderosa para proteger as crianças porque teremos tolerância zero para empresas que não respeitem os direitos das nossas crianças. É por isso que estamos a avançar com toda a velocidade e determinação na aplicação das nossas regras europeias", assinalou.

De acordo com Ursula von der Leyen, "as plataformas 'online' podem facilmente recorrer à aplicação de verificação da idade, pelo que deixaram de existir desculpas", já que a UE vai passar a oferecer "uma solução gratuita e fácil de usar que pode proteger as crianças de conteúdos nocivos e ilegais".

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Está então em causa uma nova aplicação móvel desenvolvida por Bruxelas para confirmar a idade mínima para aceder às redes sociais, que protege crianças e adolescentes de conteúdos inadequados, funciona de forma segura, simples e anónima e visa cumprir regras etárias sem expor dados pessoais.

A aplicação disponibilizará várias soluções para proteção de menores no ambiente digital como verificação segura da idade através do cartão de cidadão ou passaporte e bloqueio automático do acesso a utilizadores sem idade suficiente, de forma a proteger contra conteúdos nocivos, violência, sexualização e desinformação, ao mesmo tempo que contribui para a redução do risco de contacto com predadores na internet.

"Os direitos das crianças na União Europeia estão acima dos interesses comerciais, e vamos garantir que assim continue a ser", concluiu Von der Leyen, embora salientando que "cabe aos pais educar os seus filhos e não às plataformas".

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