Compromissos financeiros e pagamentos em atraso passam a depender de "fundos disponíveis"
O "princípio fundamental", segundo o Governo, é o de que "a execução orçamental não pode conduzir à acumulação de pagamentos em atraso. Deste modo, a assunção de compromissos, incluindo no que se refere a despesas permanentes, passa a ser feita tendo por referência os 'fundos disponíveis’ para os três meses seguintes".
Como explicou o ministro das Finanças, Vítor Gaspar, na comissão parlamentar que acompanha o programa da 'troika' no passado dia 20, as entidades do Estado deixam de poder assumir compromissos financeiros com base em previsões de receita.
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"Nunca mais será possível assumir compromissos com base em previsão de receitas. As receitas terão de ser efectivas", garantiu então o ministro das Finanças.
A medida pretende responder ao falhanço interno de cumprir com o objectivo estipulado no acordo com a 'troika' de não acumular dívidas atrasadas.
A proposta de lei pretende melhorar a execução e o controlo orçamental ao exigir que os compromissos a assumir pelas administrações e entidades públicas estejam dependentes dos recursos disponíveis, com base em receitas efectivas e não em previsões de receita.
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Nos casos em que serão admitidas estas novas assunções de compromissos com base em receitas, "as previsões admitidas serão de curto prazo e haverá mecanismos de correcção de erro", para que estes sejam controlados de forma atempada caso sejam verificados desvios, explicou ainda Vítor Gaspar.
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