Irão: BE quer fixação dos preços dos bens essenciais
O coordenador do Bloco de Esquerda, José Manuel Pureza, defendeu hoje a fixação dos preços dos bens essenciais, além de uma taxa extraordinária dos "lucros obscenos" das empresas, na sequência do conflito no Médio Oriente.
"Era necessário que o Governo controlasse assumidamente os preços dos combustíveis e que tabelasse os preços dos bens essenciais, porque quem está a pagar esta guerra é quem está a ter na inflação sobre bens essenciais e sobre combustíveis uma espécie de imposto de guerra. As pessoas que já tinham uma vida aflita, mais aflita vai ficar", afirmou.
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O antigo deputado considerou que "basta haver vontade política de o fazer e haver a capacidade, no Parlamento, de criar as maiorias para este efeito", indicando que o BE estará disponível para aprovar medidas nesse sentido.
O líder do BE associou-se a uma manifestação pelo "fim das ameaças e agressões dos EUA", organizada pelo Conselho Português para a Paz e Cooperação, que decorreu esta tarde em Lisboa.
Em declarações à Lusa e à SIC antes da saída dos manifestantes, José Manuel Pureza defendeu também que seja adotada "uma forma de taxação adicional" aos lucros "obscenos, excessivos" das empresas e que "decorrem da especulação resultante desta guerra", considerando que "é uma medida de justiça para o resto da sociedade portuguesa".
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"Veremos quanto tempo é que demora esta situação, veremos quanto tempo é que demora este efeito absolutamente devastador sobre a sociedade portuguesa. Um Governo responsável já devia estar a tomar estas medidas", salientou.
O coordenador do BE criticou também o Governo pela posição que tomou quanto ao ataque militar de Israel e dos Estados Unidos contra o Irão e desafiou o executivo de Luís Montenegro a "sair determinadamente de todo aquele conjunto de países que patrocina esta guerra, que a apoia".
"Está em causa algo fundamental que é uma guerra contra o direito internacional, uma guerra contra as Nações Unidas, uma guerra que está a ter efeitos devastadores sobre o mundo inteiro e que está a ter efeitos devastadores sobre o nosso país, desde logo nos preços dos combustíveis e, por arrasto, nos preços dos bens essenciais. Ou seja, esta guerra está a ser paga por quem já tem vidas de aflição em tempo de não guerra, em vez de ela ser paga por aquelas empresas e aqueles setores que estão a ter lucros obscenos com a guerra", defendeu.
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Pureza acusou ainda o primeiro-ministro de ter "sempre os braços cruzados, exceto quando os usa para aplaudir Donald Trump e os aliados da guerra".
Várias centenas de pessoas manifestam-se hoje em Lisboa exigindo o fim das ameaças e agressões dos Estados Unidos da América (EUA) e de Israel contra o Irão, numa iniciativa organizada pelo Conselho Português para a Paz e Cooperação.
Com início na Cidade Universitária, o protesto seguiu minutos depois das 15:00 em direção à Embaixada dos Estados Unidos da América, terminando em Sete Rios.
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