Trump anuncia taxa sobre oito países. Costa promete firmeza na defesa da Gronelândia

O presidente norte-americano anunciou tarifas de 10% sobre países que não apoiam as suas intenções sobre a Gronelândia. António Costa avisou que o fundamental é defender sempre o direito internacional.
Trump causa tensão entre EUA e Europa devido à Venezuela e Gronelândia
Evan Vucci / AP
Negócios com Lusa 17 de Janeiro de 2026 às 18:58

A União Europeia será firme na defesa do direito internacional do seu território, afirmou este sábado o presidente do Conselho Europeu depois de Donald Trump ter ameaçado cobrar taxas sobre países europeus que se oponham ao controlo da Gronelândia pelos Estados Unidos.

"O que podemos dizer é que a União Europeia será sempre muito firme na defesa do direito internacional, seja onde for. E, claro, a começar no território dos Estados-membros da União Europeia", prometeu António Costa, numa curta conferência de imprensa . "Por agora, estou a coordenar uma resposta conjunta dos Estados-membros da União Europeia sobre este tema", disse o ex-primeiro-ministro de Portugal.

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O Presidente norte-americano anunciou este sábado, nas redes sociais, que irá cobrar uma taxa de importação de 10%, a partir de fevereiro, sobre mercadorias de oito países europeus, devido à oposição ao controlo dos Estados Unidos sobre a Gronelândia. Em causa estão a Dinamarca, a Noruega, a Suécia, a França, a Alemanha, o Reino Unido, os Países Baixos e a Finlândia. A taxa de 10% será elevada para 25% a 1 de junho, se não for assinado um acordo para a "compra completa e total da Gronelândia" pelos Estados Unidos.

Trump insiste há meses que os Estados Unidos devem controlar a Gronelândia, um território semiautónomo da Dinamarca, membro da NATO, e disse no início desta semana que qualquer coisa menos do que a ilha ártica estar em mãos americanas seria inaceitável.

Em Assunção, capital do Paraguai, onde foi assinado o acordo de comércio entre a Europa e o Mercosul, António Costa sublinhou que a União Europeia estava ali "não apenas para afirmar a criação da maior zona económica do mundo, mas também para enviar uma mensagem muito clara ao mundo".

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"Hoje em dia, o que é necessário não é conflito, mas paz; o que é necessário não são conflitos entre países, mas cooperação. O que é fundamental é defender sempre o direito internacional, seja onde for", frisou.

"Se a Rússia invadir a Ucrânia, temos de nos levantar para defender a integridade territorial, a soberania e o direito internacional na Ucrânia", tal como acontece na Venezuela, disse, reforçando que se os países querem prosperidade têm "de abrir os mercados e não fechá-los"

"Temos de abrir os mercados e não fechá-los, temos de criar zonas de integração económica e não aumentar os direitos aduaneiros", sublinhou o presidente do Conselho Europeu.

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Entretanto, na capital da Gronelândia, centenas de pessoas enfrentaram este sábado temperaturas próximas de zero, chuva e ruas geladas para marchar em apoio da sua autogovernação, face às ameaças de uma tomada de poder pelos Estados Unidos.

Os groenlandeses agitavam as suas bandeiras nacionais vermelhas e brancas e ouviam canções tradicionais enquanto caminhavam pelo pequeno centro de Nuuk.

Alguns transportavam cartazes com mensagens como "Nós moldámos o nosso futuro", "A Gronelândia não está à venda" e "A Gronelândia já é grande". Foram acompanhados por milhares de outras pessoas em manifestações por todo o reino dinamarquês.

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Trump insiste há meses que os Estados Unidos devem controlar a Gronelândia, um território semiautónomo da Dinamarca, membro da NATO, e disse no início desta semana que qualquer coisa menos do que a ilha ártica estar em mãos americanas seria inaceitável.

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