Marine Le Pen pede a Hollande para fechar as fronteiras francesas
Após o ataque ao semanário Charlie Hebdo, e num momento de grande tensão em França, a voz da líder do partido de extrema direita está a surgir na opinião pública a pedir ao Governo para agir, de forma a fazer face ao terrorismo.
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Primeiro, horas após o atentado terrorista, no dia 7 de Janeiro, defendeu que os franceses deviam ser chamados às urnas para decidir se querem reinstaurar a pena de morte no país.
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Depois, reuniu-se esta sexta-feira, 9 de Janeiro, com François Hollande, e pediu o encerramento das fronteiras francesas.
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"Eu expressei ao Presidente a absoluta necessidade de suspender imediatamente [o tratado de] Schengen para sermos capazes de controlar as nossas fronteiras, um elemento essencial na luta contra o terrorismo, mas também na luta contra o tráfico de armas", disse, após o encontro.
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O Tratado de Schengen abrange 26 países da União Europeia e que permite a livre circulação de pessoas entre os signatários.
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Durante a reunião, a líder da Frente Nacional apelou também ao Presidente para aprovar medidas de forma a retirar a nacionalidade francesa a quem vai combater no estrangeiro junto de causas como a do Estado Islâmico.
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Marine Le Pen pediu assim "medidas para retirar a nacionalidade francesa a quem detenha dupla nacionalidade e que tenha partido para combater num país estrangeiro para depois regressar ao nosso país para cometer crimes bárbaros, o que parece ser o caso destes dois assassinos".
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No dia do próprio ataque, a líder da Frente Nacional pediu um referendo sobre a pena de morte, abolida em 1981. "Acredito que a pena de morte deve existir no nosso quadro legal", disse ao canal France 2, defendendo que os franceses devem ter a "possibilidade de se expressarem sobre este tema através de um referendo".
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Entretanto, a união partidária pedida pelo Presidente francês no rescaldo do ataque durou menos de 24 horas. O Partido Socialista está a organizar uma marcha em Paris no domingo, para todos os partidos políticos mostrarem a sua indignação pelo ataque ao semanário satírico.
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Contudo, os organizadores deixaram de fora a Frente Nacional devido ao seu extremismo e retórica contra os muçulmanos. Marine Le Pen reagiu indignada e acusou os organizadores de "manobras políticas".
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Já o Governo socialista veio menorizar a situação e sublinhar que a marcha republicana está aberta a todos. "Todos os cidadãos podem vir, não há controlo", disse François Hollande, citado pelo Figaro.
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"Se as forças políticas, os sindicatos, apelaram à manifestação, a responsabilidade é deles, mas são os cidadãos que decidem", sublinhou o Presidente francês.
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