Angola inaugurou fábrica de refinação de óleo vegetal num investimento de 76,6 milhões
A nova fábrica de refinação de óleo vegetal RAFINOLE, um investimento privado de 90 milhões de dólares (76,6 milhões de euros), com capacidade para produção de 400 toneladas, foi esta segunda-feira inaugurada em Luanda.
Segundo o ministro da Indústria e Comércio de Angola, Rui Miguêns, o investimento, com capacidade de produção anual de cerca de 100 mil toneladas, vai operar com quatro linhas de produção contínuas, dedicadas à refinação e embalamento de óleo alimentar.
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Esta unidade dispõe igualmente de capacidade industrial para a produção de margarinas e gorduras vegetais, estimada em 18.000 toneladas por ano, bem como linhas destinadas à produção de maionese e outros condimentos, com uma capacidade projetada para cerca de 6.000 toneladas anuais, acrescentou o ministro.
Rui Miguêns, que discursava na cerimónia de inauguração desta fábrica localizada no município de Cacuaco, província de Luanda, disse que a RAFINOLE vai também produzir cerca de 7.000 toneladas de vinagre por ano.
"Parte desta capacidade já se encontra em operação: a refinação e o engarrafamento funcionam a cerca de 70% da capacidade instalada, enquanto a produção de margarinas e gorduras vegetais opera a cerca de 40%", avançou o ministro.
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Quanto à produção de maionese e outros condimentos encontra-se ainda em fase de instalação, com início previsto para abril deste ano, estando já a decorrer a produção de vinagre na unidade industrial da GIA, que opera atualmente a cerca de 50% da capacidade.
O ministro sublinhou que foram criados 130 postos de trabalho diretos, "ocupados por cidadãos angolanos", prevendo-se atingir quase 400 empregos diretos até ao final deste ano.
O governante angolano destacou que a produção nacional de óleo alimentar registou um crescimento expressivo nos últimos anos, salientando que entre janeiro e julho de 2024 a produção atingiu cerca de 52 mil quilolitros, representando um aumento de quase 200% quando comparado com o mesmo período de 2023, em que se registaram aproximadamente 18 mil quilolitros.
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"Este crescimento permitiu ao país alcançar níveis significativos de autonomia produtiva, com uma capacidade instalada que ultrapassa atualmente 1.300 toneladas diárias de processamento de óleo vegetal", observou.
O titular da pasta da Indústria e Comércio vincou que, apesar dos avanços alcançados, o executivo continua empenhado em aprofundar o desenvolvimento desta cadeia de valor, com especial enfoque no aumento da produção nacional de oleaginosas, como a soja, o girassol e outras matérias-primas essenciais para a indústria de óleo alimentar.
Em declarações à imprensa, o ministro de Estado para a Coordenação Económica, José de Lima Massano, manifestou satisfação pela iniciativa, que no domínio do óleo alimentar permite ao país ter um nível de autonomia na refinação.
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"Temos de continuar a trabalhar na integração, porque o óleo que é aqui refinado ainda é importado, portanto, vamos precisar de no campo ter mais produção de soja, girassol, e permitir que a transformação possa acontecer com maior segurança ainda neste exercício que o país vem fazendo de substituição de importações e reforço de exportações", disse.
José de Lima Massano frisou que, com esta unidade, juntando-se àquelas que já existem no país, Angola ganhou capacidade de começar a exportar "com segurança", acrescentando que os bens alimentares são essenciais e os investimentos feitos, com outras unidades que também vão entrar em funcionamento ainda este ano, o país está a conseguir manter a estabilidade de preços da sua economia.
"A inflação ainda é muito influenciada pelos bens alimentares e, tendo condição de o país ganhar autonomia na produção de alimentos, na oferta regular, termos menos quebra na produção, na oferta, isto também tem contribuído para a estabilidade de preços na nossa economia", disse.
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