Biden quer expulsar Rússia do G20 e convidar Ucrânia a participar nas reuniões
O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, defendeu esta quinta-feira que a Rússia deve ser retirada do G20, o grupo que junta as 20 economias mais industrializadas do mundo. Na visão do líder norte-americano, a Ucrânia deve ser convidada a participar nas reuniões e espera que a medida seja consensual entre os membros do grupo.
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"A minha resposta é sim", disse Joe Biden, em conferência de imprensa à saída da reunião da NATO em Bruxelas, quando questionado sobre se a Rússia deve ser removida do G20. "Mas cabe a todos os membros do G20 decidir. Se os outros membros também concordarem, a Ucrânia deve poder assistir às reuniões do G20 como observador".
A medida deverá, no entanto, encontrar oposição da China, que já afirmou que votará contra a iniciativa. "A Rússia é um importante país membro [do G20]. Nenhum membro tem o direito de expulsar outro país", referiu o porta-voz da diplomacia chinesa Wang Wenbin, em conferência de imprensa na quarta-feira.
Sobre as reticiências da China em condenar a Rússia pela invasão da Ucrânia, Joe Biden reiterou que, caso se venha a verificar que o Governo chinês está a apoiar militarmente ou financeiramente a invasão russa, os Estados Unidos não hesitarão em impor rapidamente sanções económicas à China.
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Joe Biden voltou a afirmar também que a NATO deve enviar armamento para a Ucrânia para pôr fim ao conflito, que já dura há um mês, e "fortalecer o flanco leste", especialmente aqueles países europeus que partilham fronteira com a Rússia. Sublinhou também que a aliança militar irá intervir caso a Rússia use armas químicas na Ucrânia.
O presidente norte-americano frisou ainda que a NATO está mais "unida" do que nunca e que isso é algo com que o homólogo russo, Vladimir Putin, não contava.
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