Guterres viaja esta quinta-feira até Moscovo para se reunir com Putin
Ainda não está empossado como secretário-geral das Nações Unidas mas António Guterres já pôs mãos ao trabalho. Na próxima quinta-feira o português que no dia 1 de Janeiro assume a liderança da ONU vai até Moscovo para se reunir com o presidente russo, Vladimir Putin.
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De acordo com a informação que consta da página oficial da presidência russa, o encontro de amanhã entre Guterres e Putin servirá desde logo para discutir a necessidade de reforço do papel da ONU enquanto actor central nas Relações Internacionais assim como a importância de garantir uma maior efectividade ao trabalho desenvolvido pela instituição.
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Moscovo acrescenta ainda que na agenda estará também o combate ao terrorismo e os conflitos em curso na Síria e também no Leste da Ucrânia (Donbass).
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Na semana passada, uma das colaboradoras escolhidas por Guterres para a sua equipa de transição, Melissa Fleming, anunciava que Guterres vai "visitar a maior parte dos membros do Conselho de Segurança" das Nações Unidas.
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Depois de já ter estado em Londres e em Paris, Guterres vai agora até Moscovo. Ficando somente a faltar Pequim e Washington para completar as capitais dos cincos membros do Conselho de Segurança (P5).
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Esta terça-feira, Guterres participou numa conferência realizada na Gulbenkian, em que defendeu que a crise dos refugiados é "provavelmente o mais dramático desafio que enfrentamos no mundo de hoje". Sabe-se que, entre vários factores, a guerra civil que se prolonga na Síria há cinco anos é o conflito que mais contribuiu para o avolumar da vaga de refugiados que se verificou nos últimos anos.
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A Rússia tem um papel decisivo na Síria, tendo sido depois da entrada de Moscovo, em Setembro de 2015, no conflito que o regime sírio do presidente e aliado de Putin, Bashar al-Assad, reconquistou boa parte do território perdido para as forças da oposição a Damasco. Umas das curiosidades em relação ao mandato de Guterres está relacionada com a relação que a organização vai manter com uma Rússia cada vez mais interventiva no plano externo. Aquando da aclamação de Guterres pelo Conselho de Segurança, o embaixador russo na ONU, Vitaly Churkin afirmou que a escolha de Guterres era a melhor decisão tomada por este órgão nos últimos cinco anos.
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Um factor desestabilizador que pende também sobre António Guterres prende-se com o papel que os Estados Unidos sob a presidência de Donald Trump vai assumir relativamente à ONU. Já depois de o ainda presidente norte-americano, Barack Obama, ter prometido o "apoio contínuo" dos EUA às Nações Unidas, na semana passada Guterres sustentou que o "importante é estabelecer um diálogo com a nova administração norte-americana e encontrar as fórmulas para manter a cooperação que tem existido" entre os Estados Unidos e a ONU.
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