Autoridades iranianas autorizam mais 32 navios a passarem pelo estreito de Ormuz

"Depois de receberem autorização da Marinha da Guarda Revolucionária, 32 navios atravessaram o estreito de Ormuz nas últimas 24 horas", anunciou o corpo militar de elite iraniano em um comunicado divulgado pela agência de notícias Tasnim.
Estreito de Ormuz tem sido palco de uma guerra marítima
AP
Lusa 15:25

O Irão declarou esta segunda-feira que 32 navios atravessaram o estreito de Ormuz nas últimas 24 horas após terem recebido autorização, elevando o número total de embarcações para 182 desde quarta-feira.

"Depois de receberem autorização da Marinha da Guarda Revolucionária, 32 navios atravessaram o estreito de Ormuz nas últimas 24 horas", anunciou o corpo militar de elite iraniano em um comunicado divulgado pela agência de notícias Tasnim.

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A agência de notícias iraniana indicou que, entre as 32 embarcações, estavam cinco superpetroleiros, que tiveram prioridade na travessia pela passagem estratégica.

Um total de 182 navios conseguiu atravessar o estreito nos últimos seis dias com autorização da Marinha iraniana, que mantém um bloqueio parcial da passagem desde o início da guerra com Israel e os Estados Unidos, em 28 de fevereiro.

A Guarda Revolucionária não informou sob que bandeira navegavam os navios.

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No entanto, a televisão estatal iraniana noticiou na semana passada que a maioria das embarcações que atravessaram o estreito de Ormuz com autorização do Irão estava ligada a países do Sudeste Asiático, que "mantêm relações de amizade" com Teerão.

O encerramento parcial do estreito de Ormuz, por onde passava 20% do petróleo mundial antes da guerra, fez subir os preços dos combustíveis, enquanto decorrem negociações para a sua reabertura.

Teerão impôs o bloqueio após o início dos ataques israelo-americanos contra o Irão, em 28 de fevereiro.

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O porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros do Irão, Esmaeil Baghaei, declarou hoje que o Irão vai estabelecer um mecanismo com Omã para "garantir o trânsito seguro", um serviço que exigirá pagamento, embora tenha insistido que não se trata de uma portagem.

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