Lesados do BES obrigam polícia a escoltar Paulo Portas
Um grupo de manifestantes e lesados do Banco Espírito Santo protestou esta manhã de domingo, 6 de Setembro, junto ao hotel onde decorre a Escola de Quadros do CDS-PP, com a presença do presidente do partido e vice-primeiro-ministro, Paulo Portas.
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Após a chegada de Paulo Portas, que escolheu desde 2014 o encerramento da Escola de Quadros como a ocasião para a chamada rentrée do CDS-PP, manifestantes e lesados do Banco Espírito Santo (BES) atravessaram a estrada e concentraram-se mais perto da porta principal do hotel, para onde convergiram agentes da GNR.
No final da cerimónia, a saída do líder centrista foi feita debaixo de insultos, obrigando os agentes de autoridade presentes a travar os manifestantes, que, num protesto ruidoso com cartazes onde se lia "Novo Banco, Vergonha", "Somos todos lesados" ou "mentirosos, demissão, desistir nunca", perseguiram durante alguns metros a viatura onde seguia Paulo Portas.
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Já na última terça-feira, 1 de Setembro, centenas de clientes emigrantes com produtos financeiros do BES decidiram numa reunião levar os seus casos a tribunal, requerendo a nulidade das aplicações feitas sem a sua autorização. No mesmo dia, a Associação dos Indignados e Enganados do Papel Comercial (AIEPC) classificou o fim da negociação com a Anbang para a venda do Novo Banco como "a primeira medida sensata" do Banco de Portugal desde a resolução do BES. Num comunicado publicado pela CMVM na quinta-feira, 3 de Setembro, pode ler-se que emigrantes clientes do Novo Banco podem reverter a decisão inicialmente tomada sobre a solução apresentada pela instituição financeira para as aplicações que subscreveram no antigo Banco Espírito Santo até 18 de Setembro.
Também na quinta-feira e durante uma entrevista à TVI, Paulo Portas garantiu que o processo de resolução em prática iria salvaguardar o interesse dos contribuintes. O Novo Banco começou a apresentar em Julho uma solução comercial para os clientes que subscreveram séries comerciais sobre acções preferenciais comercializadas pelo BES para o reembolso faseado do capital investido.
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O Novo Banco começou a apresentar em Julho uma solução comercial para os clientes que subscreveram séries comerciais sobre acções preferenciais comercializadas pelo BES para o reembolso faseado do capital investido.
O Banco Espírito Santo chegou ao fim a 3 de Agosto de 2014, quatro dias depois de apresentar um prejuízo semestral histórico de 3,6 mil milhões de euros. O Banco de Portugal, através de uma medida de resolução, tomou conta da instituição fundada pela família Espírito Santo e anunciou a sua separação, ficando os activos e passivos de qualidade num 'banco bom', denominado Novo Banco, e os passivos e activos tóxicos, no BES, o 'banco mau' ('bad bank'), que ficou sem licença bancária.
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O Negócios elaborou um guia de venda para o ajudar a perceber o processo da venda do Novo Banco.
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