Governo chinês pede às empresas automóveis que parem guerra de preços
O governo chinês instou este sábado as empresas automóveis a pararem com as guerras de preços que, segundo as autoridades, ameaçam a saúde e o desenvolvimento sustentável da indústria no maior mercado automóvel do mundo.
O Ministério da Indústria e das Tecnologias da Informação (MIIT) advertiu que estas estratégias de concorrência "desordenadas" afetaram gravemente o funcionamento normal do setor e a sua rentabilidade, especialmente no segmento dos veículos elétricos.
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"Não há vencedores numa guerra de preços, muito menos no futuro", afirmou um porta-voz do ministério, segundo a agência noticiosa oficial Xinhua.
O aviso surge na sequência de uma nova ronda de descontos lançada a 23 de maio por um grande fabricante - não identificado oficialmente - e seguida por gigantes da indústria como a BYD, a Geely e a Chery.
Os descontos incluíram, no caso da BYD, incentivos que reduzem o preço do seu modelo Seagull para 55.800 yuan (cerca de 6.830 euros).
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A Associação Chinesa de Fabricantes de Automóveis (CAAM) também lançou um apelo no sábado para acabar com as guerras de preços, afirmando que estas corroem o investimento em investigação e desenvolvimento, prejudicam a qualidade dos produtos e podem mesmo comprometer a segurança dos veículos.
Em comunicado, a CAAM advertiu que esta "concorrência de tipo 'involutivo'" - um termo utilizado na China para descrever dinâmicas autodestrutivas em setores com elevada pressão concorrencial - gerou pânico no mercado.
As autoridades anunciaram medidas para reforçar a supervisão do mercado, combater as práticas de concorrência desleal e promover um ambiente empresarial "justo e ordenado".
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As ações previstas incluem inspeções de qualidade aleatórias, restrições às vendas abaixo do custo e uma maior cooperação entre as agências reguladoras.
O MIIT também incentivou as empresas a melhorarem a sua capacidade de inovação, a aumentarem a qualidade dos seus produtos e serviços e a cumprirem as suas responsabilidades sociais.
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