Lucros do grupo Audi caem 11% até março para 559 milhões. Tarifas pesam nas contas

As vendas da Audi aumentaram na Europa 5,3%, mas nos EUA caíram 29,9% devido às tarifas e à fraca procura de veículos elétricos.
Jürgen Rittersberger, diretor financeiro da Audi
Daniel Karmann / picture-alliance / dpa / AP Images
Lusa 12:20

O fabricante alemão de automóveis Audi registou uma redução de 11,2% do lucro no primeiro trimestre de 2026 para 559 milhões de euros, devido à queda nas vendas e às tarifas impostas pelos EUA.

O grupo alemão, que incluiu as marcas Audi, Bentley, Lamborghini e Ducati, informou esta terça-feira que o lucro operacional subiu entre janeiro e março para 588 milhões de euros, mais 9,6% do que no ano anterior, com uma rentabilidade sobre as vendas de 4,2% (3,5% no ano anterior).

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O volume de negócios diminuiu no mesmo período 8,1%, para 14.178 milhões de euros, na sequência da queda das vendas, sobretudo nos Estados Unidos e na China.

As vendas da Audi aumentaram na Europa 5,3%, mas nos EUA caíram 29,9% devido às tarifas e à fraca procura de veículos elétricos após a eliminação dos subsídios.

Da mesma forma, as vendas na China caíram 12,1% devido à incerteza macroeconómica, à forte concorrência e ao fim das isenções fiscais.

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A contribuição da China para o resultado foi de 28 milhões de euros, contra 170 milhões de euros no ano anterior.

As vendas de veículos elétricos da Audi caíram 9,4% no primeiro trimestre.

O grupo Audi prevê para 2026 um volume de negócios entre 63.000 e 68.000 milhões de euros (65.500 milhões de euros em 2025) e uma rentabilidade operacional sobre as vendas entre 6% e 8% (5,1% em 2025).

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