Abanca negoceia saída de mais 120 colaboradores em Portugal

Depois do programa de saídas anunciado em setembro, para os comerciais, o banco que comprou o EuroBic avança com a negociação para reduzir em 120 os profissionais dos serviços centrais.
Abanca fecha balcões e rescinde com trabalhadores após compra do Eurobic
Alejandro Martínez Vélez / AP
Paulo Moutinho 12 de Janeiro de 2026 às 16:46

O Abanca está a encolher o número de colaboradores no mercado nacional. Depois da saída de mais de 60 trabalhadores da área comercial, a instituição financeira espanhola avança agora com um novo programa de rescisões por mútuo acordo e reformas antecipadas. O objetivo é de que possam deixar os quadros 120 profissionais dos serviços centrais.

O banco que comprou o EuroBic “irá implementar, com efeitos imediatos, um programa voluntário de rescisões de contrato por mútuo acordo e de pré-reformas, dirigido aos trabalhadores dos Serviços Centrais que, livremente, pretendam aderir”. Em comunicado, explica que pretende a saída de até 100 trabalhadores por mútuo acordo, “estando previstas 20 vagas para o regime de pré-reforma”.

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“Este programa surge na sequência das anteriores alterações na rede comercial de agências e do processo de integração informática e operacional do banco, mantendo-se, segundo o Abanca, os procedimentos já adotados em iniciativas semelhantes”, nota. Em setembro, após a integração do EuroBic, chegou a acordo para a saída de 67 colaboradores.

Neste programa, o Abanca oferece aos colaboradores que aceitarem sair uma “indemnização correspondente a 1,5 salários por cada ano ou fração de antiguidade”, sendo atribuído um "valor adicional à indemnização" pelo facto de não ser possível para o banco dar-lhes acesso ao subsídio de desemprego.

No caso das pré-reformas, programa cujo acesso está reservado a trabalhadores que completem 60 anos de idade até 31 de dezembro de 2026, o Abanca garante uma “prestação mensal correspondente a 60% da retribuição mensal auferida”.

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