"O Governador é equilibrado e há-de ponderar a necessidade" de uma nova taxa

Depois de Álvaro Santos Pereira anunciar que o banco central pondera criar uma nova taxa sobre o setor, o CEO da Caixa Geral de Depósitos salienta que já são pagas taxas de supervisão ao mecanismo único.
Carlos M. Almeida / Lusa
Hugo Neutel e João Duarte Fernandes 26 de Fevereiro de 2026 às 18:49

"O governador é uma pessoa equilibrada e há-de ponderar a necessidade" de criar uma nova taxa sobre os bancos. O comentário do CEO da Caixa Geral de Depósitos (CGD) surge depois de Álvaro Santos Pereira, o Governador do Banco de Portugal (BdP), ter anunciado que pondera criar uma nova contribuição para cobrir os custos da supervisão.

O banco público, de resto, já paga taxas para esse fim, mas não ao banco central. "Pagamos cerca de 3,6 milhões de euros para o SSM", afirmou, referindo-se ao Mecanismo Único de Supervisão.

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O cenário de criação de uma nova taxa foi admitido pelo Governador na reunião anual com o setor que decorreu na terça-feira.

"O Banco de Portugal está a equacionar a aplicação de taxas para assegurar a cobertura dos custos associados à atividade de supervisão, de forma proporcional e equitativa relativamente às entidades que operam no mercado nacional", afirmou o responsável máximo do supervisor, Álvaro Santos Pereira.

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