EDP: Garantia de potência é "essencial para garantir o abastecimento de energia eléctrica"
A EDP defende que a garantia de potência é essencial para garantir a segurança do abastecimento de electricidade em Portugal. A eléctrica reagiu assim à decisão do Governo tomada esta terça-feira, 3 de Abril, de suspender este incentivo até Bruxelas se pronunciar sobre este regime. "A portaria hoje publicada em Diário da República vem formalizar apenas o adiamento do leilão para o ano de 2018, que estava previsto realizar-se em Maio de 2017", disse fonte oficial da EDP. "Aguarda-se os resultados da avaliação que está a ser efectuada pela Comissão Europeia a este mecanismo de remuneração da capacidade de produção eléctrica, que é essencial para garantir o abastecimento de energia elétrica ao país e estratégico para a segurança nacional", destacou a eléctrica liderada por António Mexia. O Governo anunciou esta terça-feira que o "leilão anual do regime de remuneração da reserva de segurança" vai manter-se suspenso até Bruxelas tomar uma decisão. "O adiamento […] vigora até que seja recepcionada pelo Estado Português a pronúncia inequívoca da Comissão Europeia relativamente à compatibilidade do mecanismo de reserva de segurança do sistema eléctrico nacional com as disposições comunitárias relativas a auxílios do Estado no sector da energia", justifica o despacho assinado pelo secretário de Estado de Energia, Jorge Seguro Sanches. Antes de tomar a decisão, o Governo ouviu a Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE). Questionada pelo Negócios, a Comissão Europeia limitou-se a dizer que continua em negociações com o Governo português sobre as garantias de potência. "A Comissão está em contacto com as autoridades portuguesas nos seus planos para introduzir medidas para apoiar a capacidade eléctrica", disse ao Negócios fonte oficial da Direcção-Geral da Concorrência.Se Bruxelas der luz verde a estes incentivos ainda este ano, a garantia de potência pode voltar ainda em 2018. "A atribuição de reserva de segurança do sistema eléctrico nacional em leilão terá efeitos para o número inteiro de meses que restem desde a convocatória do leilão e o final do ano 2018", esclarece o despacho do Governo. Recorde-se que o Governo cancelou em 2017 o anterior regime de garantia de potência, que era atribuído administrativamente às centrais da EDP e da Endesa. Em substituição, o Governo criou assim um sistema de leilão, impondo um tecto máximo. Como resultado, o valor previsto para a garantia de potência desceu dos 16,4 milhões previstos para 8,4 milhões. As negociações entre Lisboa e Bruxelas decorrem, pelo menos, desde Novembro de 2017. As centrais abrangidas por este incentivo são: a central de Ciclo Combinado do Pego, central detida pela Endesa e pela Trustenergy, e cerca de uma dezena de centrais da EDP.
PUB
"A portaria hoje publicada em Diário da República vem formalizar apenas o adiamento do leilão para o ano de 2018, que estava previsto realizar-se em Maio de 2017", disse fonte oficial da EDP.
"Aguarda-se os resultados da avaliação que está a ser efectuada pela Comissão Europeia a este mecanismo de remuneração da capacidade de produção eléctrica, que é essencial para garantir o abastecimento de energia elétrica ao país e estratégico para a segurança nacional", destacou a eléctrica liderada por António Mexia.
PUB
O Governo anunciou esta terça-feira que o "leilão anual do regime de remuneração da reserva de segurança" vai manter-se suspenso até Bruxelas tomar uma decisão.
"O adiamento […] vigora até que seja recepcionada pelo Estado Português a pronúncia inequívoca da Comissão Europeia relativamente à compatibilidade do mecanismo de reserva de segurança do sistema eléctrico nacional com as disposições comunitárias relativas a auxílios do Estado no sector da energia", justifica o despacho assinado pelo secretário de Estado de Energia, Jorge Seguro Sanches. Antes de tomar a decisão, o Governo ouviu a Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE).
Questionada pelo Negócios, a Comissão Europeia limitou-se a dizer que continua em negociações com o Governo português sobre as garantias de potência.
PUB
"A Comissão está em contacto com as autoridades portuguesas nos seus planos para introduzir medidas para apoiar a capacidade eléctrica", disse ao Negócios fonte oficial da Direcção-Geral da Concorrência.Se Bruxelas der luz verde a estes incentivos ainda este ano, a garantia de potência pode voltar ainda em 2018. "A atribuição de reserva de segurança do sistema eléctrico nacional em leilão terá efeitos para o número inteiro de meses que restem desde a convocatória do leilão e o final do ano 2018", esclarece o despacho do Governo.
Recorde-se que o Governo cancelou em 2017 o anterior regime de garantia de potência, que era atribuído administrativamente às centrais da EDP e da Endesa. Em substituição, o Governo criou assim um sistema de leilão, impondo um tecto máximo. Como resultado, o valor previsto para a garantia de potência desceu dos 16,4 milhões previstos para 8,4 milhões.
As negociações entre Lisboa e Bruxelas decorrem, pelo menos, desde Novembro de 2017. As centrais abrangidas por este incentivo são: a central de Ciclo Combinado do Pego, central detida pela Endesa e pela Trustenergy, e cerca de uma dezena de centrais da EDP.
PUB
Saber mais sobre...
Saber mais EDP Bruxelas Comissão Europeia Endesa António Mexia Portugal Governo Jorge Seguro Sanches ERSENão nos tomem por tolos, sff
Depois da tempestade
Mais lidas
O Negócios recomenda