Lucro da Vista Alegre sobe quase 30% para 1,3 milhões
A Vista Alegre Atlantis – VAA registou um aumento expressivo dos lucros no primeiro trimestre, com uma subida de quase 30% do resultado líquido para 1,3 milhões de euros, anunciou a empresa este domingo em comunicado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).
O resultado positivo foi conseguido apesar de uma queda do volume de negócios de 4,9% para 34,5 milhões de euros, contra os 36,3 milhões de euros alcançados no período homólogo de 2025. “Esta redução é explicada maioritariamente por efeitos temporais associados ao diferimento de alguns projetos B2B de grés e cristal para trimestres seguintes”, assinala a empresa.
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A histórica produtora e comercializadora de artigos de cerâmica, faiança, vidro, cristal e porcelana, entre outros, refere que, apesar destes efeitos pontuais, “a procura manteve-se resiliente, com destaque para o crescimento das vendas de marca própria e retalho, que continuaram a ganhar relevância no mix de negócio”.
Quanto aos resultados antes de juros, impostos, depreciações e amortizações (EBITDA), alcançou os 7 milhões de euros, um crescimento de 5,4% face aos 6,6 milhões de euros do primeiro trimestre de 2025.
Neste aspeto, a empresa destaca a “evolução positiva dos principais indicadores de rentabilidade”, permitida pela “melhoria da eficiência operacional” que a empresa alcançou nos últimos trimestres.
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A melhoria operacional resultou de “diversos investimentos realizados com o objetivo de otimizar os consumos de gás natural e eletricidade nas diferentes unidades industriais, reforçando a competitividade e a resiliência operacional do grupo”, explica a empresa.
As medidas permitiram colmatar o impacto provocado pela subida do custo do gás natural durante o mês de março, em que o conflito no Médio Oriente, com a intervenção militar dos EUA e Israel no Irão, “pressionou significativamente os custos energéticos”.
Na vertente comercial, a Vista Alegre destaca o recorde de vendas da Bordallo Pinheiro no mês de março e entrada em espaços comerciais como Harrods, KaDeWe ou abertura de uma nova “flagship store” em São Paulo.
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Além disso, a empresa destaca “o aprofundamento da parceria com o IKEA, bem como colaborações de grande relevância e visibilidade internacional com a Netflix, no âmbito da reconhecida série Bridgerton, e com a Fundação Oscar Niemeyer”.
A cotada - que tem como acionista uma das sociedades do universo empresarial de Cristiano Ronaldo, também acionista da Medialivre, dona do Negócios – aprovou na sexta-feira em assembleia-geral a saída da bolsa de Lisboa.
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