TikTok vende maioria da operação nos EUA. Oracle e Michael Dell entre os compradores

Oracle, MGX, Silver Lake e o empresário Michael Dell estão entre os investidores que vão controlar mais de 80% da nova entidade que vai gerir a rede social em território americano.
TikTok vende maioria das operações nos Estados Unidos e põe fim a disputa legal
Matthias Balk / picture-alliance / dpa / AP Images
Negócios com Lusa 07:26

A ByteDance, a empresa chinesa que controla o TikTok, vendeu esta quinta-feira a maior parte das suas operações nos Estados Unidos a investidores não chineses para evitar uma proibição e reduzir alegados riscos à segurança nacional.

Os novos proprietários, entre eles Oracle, MGX, Silver Lake e a entidade de Michael Dell, controlarão mais de 80% da nova entidade, garantindo a continuidade da popular aplicação nos Estados Unidos, de acordo com a ByteDance. A operação foi negociada durante mais de um ano e põe fim a uma disputa legal que se prolongou por seis anos.

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Desde 2019, o TikTok enfrentou tentativas de bloqueio por parte de legisladores, universidades, Exército e pela Casa Branca, numa sucessão de atritos na relação entre os Estados Unidos e a China nos domínios tecnológico e comercial. A aplicação tinha sido alvo de ameaças de proibição e chegou a ter um apagão temporário de 14 horas.

A venda foi antecipada em 18 de dezembro de 2025, informando-se na altura que três entidades terão 45% das participações, enquanto cerca de 33% ficarão nas mãos de subsidiárias dos principais investidores por detrás da ByteDance, que manteria o controle de aproximadamente 18% do restante das ações.

Utilizadores e influenciadores organizaram protestos e campanhas, durante o longo limbo jurídico, para manter ativa a plataforma, que conta com mais de 200 milhões de utilizadores nos Estados Unidos e se assumiu como um terreno importante na disputa entre as duas potências.

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O presidente executivo da TikTok, Shou Zi Chew, agradeceu esta sexta-feira aos utilizadores da plataforma, em especial, aos norte-americanos, depois de a ByteDance, empresa-mãe chinesa da TikTok, vender a maior parte das operações nos EUA. Shou publicou um breve vídeo na plataforma em que mostra "gratidão" aos mais de mil milhões de utilizadores em todo o mundo e, especificamente, aos "200 milhões de norte-americanos".

"Estamos gratos por fazerem parte da comunidade TikTok e estamos ansiosos por continuar a ver o vosso espírito criativo, grande capacidade de contar histórias e de trazer felicidade a todos em todo o mundo", acrescentou o executivo.

A rede social de vídeos curtos TikTok prometeu ainda que a nova empresa conjunta que estabeleceu nos Estados Unidos para evitar a sua proibição naquele mercado "operará sob salvaguardas definidas que protegerão a segurança nacional".

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Os mecanismos contemplam "proteções integrais de dados, segurança de algoritmos, moderação de conteúdo e garantias de software para os utilizadores nos Estados Unidos", indica a empresa num comunicado enviado à agência EFE por representantes da sua empresa matriz, a tecnológica chinesa ByteDance.

A norte-americana Oracle, um dos principais investidores do novo consórcio, "garantirá" os dados dos utilizadores norte-americanos no seu ambiente na nuvem ("cloud"), onde também será alojado o algoritmo de recomendações, "treinado novamente, testado e atualizado" com base nas contas locais.

Além disso, perante as denúncias de que a China usava a plataforma para influenciar outros países, a TikTok promete que a nova entidade "protegerá o ecossistema de conteúdo nos Estados Unidos", com "poder de decisão" sobre políticas de segurança e moderação de conteúdo.

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