IAG mantém interesse na TAP mas deixa aviso: "Só se criar valor para os acionistas"

A dona da Iberia e da British Airways continua interessada na portuguesa TAP, mas a sua proposta final vai depender do que a TAP vai dar ao grupo, uma vez que tem de crescer nas margens. Para já, mantém-se no processo.
Luis Gallego IAG
Alejandro Martínez Vélez/AP
Inês Pinto Miguel 12:45

Os três grupos interesses na TAP têm de fazer as propostas não vinculativas até 2 de abril, mas estão cautelosos. A dona da Iberia e da British Airways admite que só continua a avançar no processo de privatização da companhia aérea se esta "criar valor para os acionistas".

"Estamos atualmente a participar no processo de venda que o Governo português lançou sobre a TAP, que pensamos ser uma oportunidade estratégica interessante para o grupo", lê-se no relatório dos resultados, cujos lucros ascenderam a 3,3 mil milhões de euros no ano passado. 

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Porém, o grupo anglo-espanhol admite que há um travão. Só avança para a TAP, conforme tem vindo a defender o seu interesse, se identificar uma proposta de valor para os acionistas da IAG. "Mas só se for em termos que criem valor para os acionistas da IAG", destaca o grupo de aviação também dono da irlandesa Aer Lingus e da espanhola Vueling.

Mas só se for em termos que criem valor para os acionistas da IAG. IAG
Fonte oficial

Na conferência de imprensa, que decorreu minutos depois dos resultados serem revelados, com receitas de 33 mil milhões de euros, a compra da TAP não foi abordada por Luis Gallego, CEO do grupo, ou por Nicholas Cadburry, diretor financeiro até junho deste ano. Contudo, Cadburry já tinha defendido que o caminho de futuro da TAP ainda não é visível para a IAG, chegando mesmo a apontar que "será um negócio difícil de concretizar", sendo necessário abordar "um caminho muito claro para a propriedade total ou maioritária", uma vez que o Estado só está a vender 49,9% da companhia portuguesa.

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Recentemente, o grupo Air France-KLM indicou que está a "trabalhar numa proposta não vinculativa" pela TAP, mas o diretor financeiro Steve Zaat, acrescentou que uma proposta final - que será a próxima fase do processo de privatização - "depende do preço a pagar e da estrutura de gestão", ou seja, o grupo franco-neerlandês quer seguranças de que pode vir a assumir a gestão da transportadora portuguesa, mesmo tendo uma participação minoritária no capital.

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