IAG mantém interesse na TAP mas deixa aviso: "Só se criar valor para os acionistas"
Os três grupos interesses na TAP têm de fazer as propostas não vinculativas até 2 de abril, mas estão cautelosos. A dona da Iberia e da British Airways admite que só continua a avançar no processo de privatização da companhia aérea se esta "criar valor para os acionistas".
"Estamos atualmente a participar no processo de venda que o Governo português lançou sobre a TAP, que pensamos ser uma oportunidade estratégica interessante para o grupo", lê-se no relatório dos resultados, cujos lucros ascenderam a 3,3 mil milhões de euros no ano passado.
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Porém, o grupo anglo-espanhol admite que há um travão. Só avança para a TAP, conforme tem vindo a defender o seu interesse, se identificar uma proposta de valor para os acionistas da IAG. "Mas só se for em termos que criem valor para os acionistas da IAG", destaca o grupo de aviação também dono da irlandesa Aer Lingus e da espanhola Vueling.
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Na conferência de imprensa, que decorreu minutos depois dos resultados serem revelados, com receitas de 33 mil milhões de euros, a compra da TAP não foi abordada por Luis Gallego, CEO do grupo, ou por Nicholas Cadburry, diretor financeiro até junho deste ano. Contudo, Cadburry já tinha defendido que o caminho de futuro da TAP ainda não é visível para a IAG, chegando mesmo a apontar que "será um negócio difícil de concretizar", sendo necessário abordar "um caminho muito claro para a propriedade total ou maioritária", uma vez que o Estado só está a vender 49,9% da companhia portuguesa.
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Recentemente, o grupo Air France-KLM indicou que está a "trabalhar numa proposta não vinculativa" pela TAP, mas o diretor financeiro Steve Zaat, acrescentou que uma proposta final - que será a próxima fase do processo de privatização - "depende do preço a pagar e da estrutura de gestão", ou seja, o grupo franco-neerlandês quer seguranças de que pode vir a assumir a gestão da transportadora portuguesa, mesmo tendo uma participação minoritária no capital.
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