Menzies diz que perda de licença é "alerta" para outros investidores internacionais
Dececionada com a decisão de atribuição das licenças de “handling” dos aeroportos de Lisboa, Porto e Faro ao consórcio da Clece/South, e depois de já ter admitido utilizar os meios jurídicos para reverter o resultado do concurso de assistência em escala, a Menzies vem alertar para o sinal que Portugal passa para outros investidores com o que diz ser um incumprimento dos processos regulatórios no país.
"Caso a atual decisão relativa às licenças de assistência em escala nos aeroportos de Lisboa, Porto e Faro se mantenha, tal será motivo de preocupação para a aviação portuguesa e enviará um sinal de alerta aos investidores estrangeiros", diz a empresa num novo comunicado, que se segue ao enviado no início da semana em revelou que vai recorrer da atribuição das licenças de "handling".
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A Menzies diz que "entrou neste processo de boa-fé, com um compromisso de longo prazo com Portugal e com a forte expectativa de que os princípios da boa governação, da transparência e da consistência regulatória seriam respeitados. Consideramos que tal não aconteceu", atira. E diz que "esta imprevisibilidade transmite uma mensagem prejudicial à comunidade internacional de investidores, ao sugerir que os processos regulatórios não são devidamente cumpridos".
Através de um porta-voz, a empresa apenas faz o alerta, sem mais. Contudo, fá-lo num momento em que Portugal tem aberto um concurso para a alienação de até 49,9% do capital da TAP (sendo que 5% estão reservados para os trabalhadores). Os interessados são todos "players" internacionais: a Lufthansa, a Air France-KLM e a IAG, dona da Iberia, companhia à qual está ligada a Clece/South. E quando a TAP tem de desfazer-se da sua posição na SPdH até ao final do primeiro semestre de 2026.
Após o alerta, a Menzies salienta o "compromisso consistente com Portugal através de um investimento significativo desde a aquisição de 50,1% da SPdH em 2024", notando que "estes investimentos foram realizados com base na convicção de que, a longo prazo, seria possível elevar os padrões da assistência em escala, melhorar a segurança e a eficiência e apoiar o conjunto da indústria da aviação e a economia em geral".
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Faz, inclusive, contas aos investimentos realizados e a realizar: "15 milhões de euros na otimização da força de trabalho, na melhoria das condições laborais, na modernização das infraestruturas e no aumento da eficiência operacional, prevendo ainda investimentos adicionais de 25 milhões de euros", diz, reiterando o descontentamento com a decisão de lhe serem retiradas as licenças.
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