Turquia dá ganhos de 1% à Europa
As bolsas europeias estão, pela segunda sessão consecutiva, a negociar no verde. Esta quarta-feira, a motivar o comportamento positivo dos principais índices do Velho Continente está o facto do banco central da Turquia ter decidido mais do que duplicar a taxa de juro de referência para travar a queda da moeda turca. A lira atingiu ontem, dia 28, o valor mais baixo de sempre. Após uma reunião de emergência do banco central, a instituição revelou, em comunicado, que decidiu subir a taxa de juro de 4,5% para 10%.
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Esta decisão tem lugar numa altura de crise em vários países emergentes, acentuada por factores locais, como a instabilidade política na Turquia, Ucrânia e Tailândia, receios sobre a economia e a banca na China e a decisão da Argentina de deixar afundar o peso. Mas estes são mercados que há quase um ano têm sido penalizados pela redução dos estímulos da Reserva Federal dos Estados Unidos, precisamente porque analistas defendem que a sua política agressiva terá empolado os preços dos activos nesses mercados nos últimos anos.
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Na Europa, o índice espanhol IBEX 35 é o que mais soma, avançando 1,65%, seguido do índice italiano que valoriza 1,37%. O Stoxx 600 cresce 1,07% e o índice holandês é o que regista uma valorização menos expressiva entre os pares europeus, somando 0,81%.
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O banco central da Turquia não foi o único a aumentar a taxa de juro ontem. De forma inesperada, e com o objectivo de travar a inflação e a queda acentuada da rupia, o banco central da Índia subiu a taxa de juro de referência de 7,75% para 8%.
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O último aumento do banco central liderado por Raghuram Rajan aconteceu em Setembro do ano passado (de 7,25% para 7,75%). O aumento anunciado ontem, apesar de não ter sido antecipado pelos analistas, surge cinco dias depois do ministro das Finanças do país, Palaniappan Chidambaram, ter dito que o banco central tinha a "obrigação" de ajudar a promover o crescimento do país.
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