Bolsa soma 1,5% impulsionada pela energia e Jerónimo Martins
O PSI-20 encerrou a sessão bolsista desta quarta-feira, 30 de Março, a somar 1,59% para 5.125,59 pontos, com 13 cotadas a negociar em alta e cinco em queda, uma performance que permitiu à praça lisboeta interromper uma sequência de três dias consecutivos a negociar em terreno negativo.
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O principal índice nacional acompanhou a tendência verificada nas principais praças europeias, num dia em que o índice de referência europeu (Stoxx 600) registou a segunda sessão seguida a valorizar depois de quatro dias consecutivos no vermelho.
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O optimismo regressou às praças europeia já depois de a presidente da Reserva Federal dos Estados Unidos, Janet Yellen, ter reafirmado a intenção da Fed de, perante a incerteza em torno das perspectivas de crescimento da economia global, proceder a eventuais novos aumentos dos juros de forma gradual.
No plano nacional, o sector da energia foi o que mais contribui para os ganhos da bolsa lisboeta. A Galp Energia ganhou 4,20% para 11,41 euros, num dia em que também o preço do petróleo está a subir nos mercados internacionais. O Brent do Mar do Norte, negociado em Londres e que é utilizado como valor de referência para as importações nacionais, está a subir 1,74% para 39,82 dólares por barril, beneficiando da queda do dólar decorrente das garantias deixadas por Yellen e da confirmação da presença do Irão numa reunião dos principais exportadores de petróleo.
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Também a apoiar o PSI-20 esteve a EDP que avançou 3,02% para 3,176 euros, cotação que representa o valor mais elevado desde 4 de Fevereiro. Também em alta, a EDP Renováveis apreciou 1,30% para 6,78 euros.
Nota de destaque ainda para a Jerónimo Martins numa sessão em que negociou no valor mais elevado desde 10 de Dezembro de 2013 ao tocar nos 14,595 euros por acção. A retalhista terminou o dia a somar 2,05% para 14,445 euros. Ainda no retalho, a Sonae subiu 3% para 1,064 euros.
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Já o sentimento registado no sector financeiro foi indefinido, com o BPI a ganhar 4,90% para 1,263 euros e o BCP a recuar 3,26% para 0,0386 euros, isto numa altura em que o banco liderado por Nuno Amado estuda uma estratégia entrar na corrida à compra do Novo Banco. Já esta quarta-feira, o Haitong defendeu que o BCP precisará de 4,6 mil milhões de euros para concretizar a compra da instituição que ficou com os activos bons do antigo BES. Entretanto, o Negócios explica qual o impacto para os investidores da proposta da administração do banco de fundir 193 acções numa.
Por fim, tendência oposta também no sector das telecomunicações. Enquanto a Nos cresceu 0,95% para 5,961 euros, depois de em 2015 o valor global das remunerações do conselho de administração da Nos ter aumentado 1,2% para 3,37 milhões de euros, a Pharol cedeu 2,17% para 0,135 euros.
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(Notícia actualizada às 16:53)
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