EUA vão ou não atacar o Irão esta noite? Wall Street fecha dividida

As bolsas norte-americanas terminaram a sessão sem tendência definida, com os investidores a avaliarem o pedido de adiamento da ofensiva dos EUA por parte dos mediadores a poucas horas do prazo limite.
Guerra no Irão derruba Wall Street
Seth Wenig / Associated Press
Bárbara Cardoso 21:19

Com o prazo para os EUA atacarem o Irão a chegar ao fim, as bolsas norte-americanas terminaram a sessão desta terça-feira sem rumo definido, com algum otimismo a chegar à reta final da negociação com a notícia de que o Paquistão - um dos mediadores do conflito - ter pedido um adiamento aos EUA da ofensiva por duas semanas, de forma a que as partes tenham mais tempo para negociar.

Trump estabeleceu até esta madrugada, hora de Lisboa, para que os EUA e o Irão cheguem a um acordo sobre a reabertura do estreito de Ormuz, caso contrário, vão atacar as centrais de energia e pontes iranianas. No entanto, tudo aponta para que um acordo até essa hora seja improvável. No Truth Social, Trump reiterou: "uma civilização inteira vai morrer esta noite, para nunca mais ser trazida de volta. Eu não quero que isso aconteça, mas provavelmente acontecerá". Já durante a noite passada, os EUA atacaram a ilha de Kharg - o maior ponto de exportação de crude iraniano.

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Ao mesmo tempo, a Axios noticiou que houve progressos nas negociações entre as duas partes, embora uma trégua iminente seja difícil. O próprio republicano deu a entender que poderia haver um acordo, dizendo que os novos líderes iranianos, com “mentes diferentes, mais inteligentes e menos  radicalizadas” poderiam chegar a um acordo.

Neste contexto, o índice de referência S&P 500 subiu 0,08% para 6.616,84 pontos, tendo chegado a cair hoje mais de 1%. Já o tecnológico Nasdaq Composite ganhou 0,1% para 22.017,85 pontos e, em contraciclo, o industrial Dow Jones desceu 0,18% para 46.584,46 pontos. 

“É provável que os investidores continuem apreensivos e os mercados sejam incapazes de estabelecer tendências, provavelmente até que haja um resultado claro ainda esta noite”, disse Paul Christopher, do Wells Fargo, à Bloomberg.

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“Mesmo que as tensões diminuam, a normalização virá mais tarde, deixando o risco de subida dos preços e potencial escassez de produtos”, escreveu Salih Yilmaz, analista sénior da Bloomberg Intelligence.

Entre os principais movimentos de mercado, as ações da Broadcom subiram 5,65% depois de a fabricante de "chips" ter anunciado um acordo de longo prazo com a Google para desenvolver e fornecer os seus produtos.

Os investidores aguardam também pelos relatórios de inflação, bem como o índice de confiança dos consumidores nos EUA, previsto para o final desta semana.

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