PSI arrastado pelas pesadas perdas europeias. Mota-Engil cai quase 10%
Se na segunda-feira o índice nacional foi poupado às pesadas perdas das congéneres europeias, esta terça-feira o cenário foi o oposto, com o PSI a ficar entre as quedas mais acentuadas, numa sessão em que as bolsas continuaram pressionadas pela crise no Médio Oriente.
O índice de referência nacional, o PSI, afundou 4,24% para 8.787,86 pontos, com todos os seus 16 títulos no vermelho, registando a pior queda desde início de abril do ano passado, ocorrida no seguimento do anúncio das tarifas recíprocas da Administração Trump.
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A Mota-Engil foi a mais penalizada, ao afundar 9,57% para 4,63 euros, em reação não só devido à sua forte presença internacional, mas também aos resultados apresentados na madrugada de terça-feira, apesar de a construtora ter dito que são “os melhores de sempre”. A Mota-Engil registou lucros de 133 milhões de euros no ano passado, mais 9% face aos 123 milhões apurados em 2024, e aumentou o dividendo para 0,173 euros.
Ainda no setor da construção, a Teixeira Duarte recuou 5,93% para 0,476 euros.
Os pesos pesados do grupo EDP e o BCP também foram fortemente castigadas, com quedas de 6,96% para 12,57 euros (EDPR) e 6,38% para 4,254 euros (EDP). Já o banco perdeu 5,04% para 0,8216 euros.
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As cotadas do retalho registaram perdas na casa dos 3%, com a Sonae a descer 3,83% para 1,908 euros, enquanto a Jerónimo Martins perdeu 3,17% para 21,38%.
No dia em que apresentou resultados, a Nos cedeu 1,96% para 5,00 euros. Após o fecho, a empresa comunicou ao mercado que registou uma descida de quase 10% dos lucros em 2025 para 245,9 milhões de euros. A telecom propôs também o pagamento de um dividendo de 0,35 euros, a que se soma um outro pagamento extraordinário de 0,10 euros.
Já a Galp foi poupada de maiores perdas, com a valorização expressiva registada pelos preços do petróleo devido aos constrangimentos à oferta no Médio Oriente, em particular no tráfego no estreito de Ormuz, por onde é escoada cerca de um quinto da produção global. A petrolífera nacional recuou 0,56% para 19,43 euros.
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A única cotada a descer menos foi a Navigator, que perdeu apenas 0,42% para 3,32 euros.
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