Wall Street volta a fechar no vermelho. S&P 500 já perdeu quase 4% desde início da guerra
Os principais índices norte-americanos fecharam a sessão desta sexta-feira com perdas em toda a linha, espelhando o comportamento dos mercados ao longo de mais uma semana de guerra no Médio Oriente, numa altura em que a volatilidade tem tomado conta de Wall Street, com o aumento dos preços do crude a continuar a preocupar os investidores.
O “benchmark” S&P 500 perdeu 0,61%, para os 6.632,19 pontos. Ao longo das últimas duas semanas, o índice de referência dos EUA já recuou 3,61%. Já o Nasdaq Composite caiu 0,93%, para os 22.105,36 pontos. O Dow Jones, por sua vez, desvalorizou 0,26% para os 46.558,47 pontos.
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Comentários recentes do Presidente Donald Trump e do novo líder supremo do Irão sugerem que não haverá um abrandamento do conflito em breve. “Existem dois caminhos neste momento para os mercados e o melhor resultado é uma guerra mais curta”, disse à Bloomberg Chris Zaccarelli, da Northlight Asset Management. “Da mesma forma, se a duração do conflito militar se prolongar muito mais do que o esperado, poderemos assistir a impactos ainda mais negativos nos mercados”, acrescentou.
Como parte de várias medidas tomadas pela Administração Trump para tentar mitigar a escalada dos preços do crude, a Casa Branca emitiu uma segunda autorização a permitir que países comprem mais petróleo russo retido em petroleiros devido às sanções.
Nesta medida, o mercado continuará a “responder às notícias” que vão surgindo sobre o conflito, referiu à agência de notícias financeiras Matt Maley, da Miller Tabak. “Os investidores começam a recear que a situação no Médio Oriente se possa arrastar por um período de tempo suficientemente longo para ter um impacto na economia”, sublinhou o mesmo especialista.
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A tensão nos mercados está a aumentar ao ritmo mais acelerado desde abril do ano passado – altura em que Trump anunciou as tarifas recíprocas que ia aplicar aos seus parceiros comerciais -, com um índice do Bank of America que mede as oscilações futuras de preços implícitas nos mercados de opções de ações, taxas de juro, moedas e matérias-primas a subir para 0,79 pontos, não muito longe do pico de 0,89 atingido durante a turbulência do “Dia da Libertação” de Trump.
Já no plano da política monetária, espera-se que os responsáveis da Reserva Federal mantenham as taxas de juro na próxima semana, e os investidores irão concentrar-se em qualquer potencial alteração nas perspetivas do banco central no contexto da guerra.
“Esperamos que a Reserva Federal saliente a incerteza em ambos os aspetos do seu mandato”, revelou Jeffrey Roach, da LPL Financial. “A inflação será afetada pela guerra e o desemprego será afetado pelas perturbações no mercado de trabalho. É de esperar que haja algumas revisões importantes no próximo resumo das projeções económicas, a ser publicado na próxima semana”, disse ainda Roach.
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Entre as “big tech”, a Nvidia caiu 1,59%, a Apple perdeu 2,21%, a Microsoft recuou 1,57%, a Alphabet cedeu 0,58%, a Amazon desvalorizou 0,89% e a Meta tombou 3,38%.
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