Famílias tiram 61 milhões de euros dos depósitos em janeiro
As poupanças que as famílias têm guardadas nos bancos em Portugal diminuíram, no arranque do ano, pela primeira vez desde julho de 2025. De acordo com dados divulgados esta quinta-feira pelo Banco de Portugal, o "stock" recuou em 61 milhões de euros, mantendo-se ainda assim acima da barreira dos 200 mil milhões.
"No final de janeiro de 2026, o "stock" de depósitos de particulares nos bancos residentes totalizava 200,7 mil milhões de euros, menos 61 milhões do que em dezembro", indica o relatório do supervisor.
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Explica que "esta variação refletiu uma diminuição de 300 milhões de euros nas responsabilidades à vista (constituídas quase na totalidade por depósitos à ordem)". A retirada de dinheiro das contas à ordem foi amortizada pelo reforço de 239 milhões nos depósitos a prazo (que incluem os depósitos com prazo acordado e os depósitos com pré-aviso).
Apesar disso, o "stock" total dos depósitos das famílias está ainda próximo do máximo histórico registado no final do ano passado, quando atingiu os 200.715,2 milhões de euros. E na comparação homóloga até houve uma aceleração do ritmo de crescimento: foi 4,4% em janeiro, contra 4,3% em dezembro.
Esta evolução acontece apesar dos baixos juros a que os bancos remuneram as poupanças. De acordo com os últimos dados disponíveis, relativos a dezembro, as poupanças que as famílias têm guardadas em depósitos bancários rendiam apenas 1,36%. No total de 2025, a taxa de juro média diminuiu 0,8 pontos percentuais — a sexta maior queda no conjunto dos países da Zona Euro, que pôs o país na quarta posição das piores remunerações.
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