Famílias tiram 61 milhões de euros dos depósitos em janeiro

Foi das contas à ordem que saiu a maior fatia de poupanças, enquanto os depósitos a prazo até viram um reforço em janeiro.
AP / Leonie Asendorpf
Leonor Mateus Ferreira 11:22

As poupanças que as famílias têm guardadas nos bancos em Portugal diminuíram, no arranque do ano, pela primeira vez desde julho de 2025. De acordo com dados divulgados esta quinta-feira pelo Banco de Portugal, o "stock" recuou em 61 milhões de euros, mantendo-se ainda assim acima da barreira dos 200 mil milhões.

"No final de janeiro de 2026, o "stock" de depósitos de particulares nos bancos residentes totalizava 200,7 mil milhões de euros, menos 61 milhões do que em dezembro", indica o relatório do supervisor. 

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Explica que "esta variação refletiu uma diminuição de 300 milhões de euros nas responsabilidades à vista (constituídas quase na totalidade por depósitos à ordem)". A retirada de dinheiro das contas à ordem foi amortizada pelo reforço de 239 milhões nos depósitos a prazo (que incluem os depósitos com prazo acordado e os depósitos com pré-aviso).

Apesar disso, o "stock" total dos depósitos das famílias está ainda próximo do máximo histórico registado . E na comparação homóloga até houve uma aceleração do ritmo de crescimento: foi 4,4% em janeiro, contra 4,3% em dezembro.

Esta evolução acontece apesar dos baixos juros a que os bancos remuneram as poupanças. De acordo com os últimos dados disponíveis, relativos a dezembro, . No total de 2025, a taxa de juro média diminuiu 0,8 pontos percentuais — a sexta maior queda no conjunto dos países da Zona Euro, que pôs o país na quarta posição das piores remunerações.

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