Ao minutoAtualizado há 38 min11h04

Europa inverte perdas do arranque da sessão. WizzAir afunda 9%

Acompanhe, ao minuto, a evolução dos mercados nesta quinta-feira.
Europa inverte perdas do arranque da sessão. WizzAir afunda 9%
Christophe Petit Tesson / EPA
Negócios 10:59
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há 44 min.10h58

Juros agravam-se em toda a linha na Zona Euro pela quarta sessão consecutiva

Os juros das dívidas soberanas da Zona Euro estão a registar agravamentos em toda a linha pela quarta sessão consecutiva, com os investidores a parecerem virar-se antes para os ativos de risco, à medida que avaliam o potencial de o conflito no Médio Oriente aumentar a inflação na região, com os mercados a apostarem cada vez mais que o Banco Central Europeu poderá avançar com uma subida das taxas diretoras ainda este ano.

A Europa é vista como particularmente vulnerável a uma escalada da guerra no Médio Oriente, uma vez que a região importa quase todo o seu petróleo e a maior parte do seu gás natural, ficando mais exposta do que os EUA, que é um exportador líquido de energia.

Nesta manhã, os juros da dívida portuguesa, com maturidade a dez anos, agravam-se em 2,5 pontos-base, para 3,147%. Em Espanha a "yield" da dívida com a mesma maturidade segue a mesma tendência e avança 2,9 pontos, para 3,220%.

Já os juros da dívida soberana italiana sobem 3,4 pontos, para 3,459%.

Por sua vez, a rendibilidade da dívida francesa agrava-se em 3,6 pontos, para 3,383%, ao passo que os juros das "bunds" alemãs, referência para a região, somam 3 pontos, para os 2,777%.

Fora da Zona Euro, os juros das "gilts" britânicas, também a dez anos, agravam-se em 3,5 pontos-base, para 4,474%.

há 45 min.10h58

Europa inverte perdas do arranque da sessão. WizzAir afunda 9%

Os principais índices europeus negoceiam com ganhos na manhã desta quinta-feira após terem iniciado a sessão ainda com perdas em toda a linha, depois de uma mudança abrupta no sentimento dos investidores, à medida que os preços do gás natural e do petróleo parecem negociar de forma menos instável.

O índice Stoxx 600 – de referência para a Europa – soma 0,20%, para os 613,91 pontos.

Quanto aos principais índices da Europa Ocidental, o alemão DAX ganha 0,03%, o espanhol IBEX 35 sobe 0,79%, o italiano FTSEMIB valoriza 0,04%, o francês CAC-40 pula 0,33%, o neerlandês AEX avança 0,40%, ao passo que o britânico FTSE 100 regista ganhos de 0,24%.

Apesar das praças do Velho Continente seguirem agora os ganhos de ontem, o Stoxx 600 já perdeu mais de 3% desde o início da semana e os mercados permanecem extremamente voláteis devido ao conlito no Médio Oriente. “As ações podem permanecer voláteis e sensíveis ao fluxo de notícias até que uma resolução plausível ou concreta do conflito seja estabelecida”, escreveram analistas do Citi numa nota citada pela Bloomberg.

Quanto aos setores, o dos media (+0,85%), das “utilities” (+0,77%) e do retalho (+0,74%) registam os maiores ganhos. Já o do turismo (-0,67%) continua a ser impactado pela guerra entre os EUA, Israel e o Irão, enquanto o dos recursos naturais (-0,75%) lidera as desvalorizações.

Entre os movimentos do mercado, a companhia aérea “low-cost” Wizz Air cai mais de 9%, após ter reduzido a sua previsão de lucro anual, citando o conflito em curso no Médio Oriente. A rival EasyJet cede mais de 4%, depois de a FTSE Russell ter anunciado que a companhia aérea será "despromovida” e sairá do índice “blue chip” dos EUA. A Davide Campari-Milano, por sua vez, pula mais de 8%, com o grupo italiano de bebidas a divulgar resultados anuais referentes a 2025 que superaram as expectativas do mercado.

10h06

Dólar ganha terreno com conflito. Já valorizou 1,4% desde arranque da semana

Florian Gaertner/picture-alliance/dpa/AP Images

Depois de ter recuado brevemente de máximos de três meses, o dólar segue a ganhar terreno nesta quinta-feira, com o conflito no Médio Oriente a continuar a impulsionar a procura pela “nota verde” enquanto ativo-refúgio.

O índice do dólar da Bloomberg - que mede a força da “nota verde” face às principais concorrentes - avança 0,12% para os 98,892 pontos.

O dólar subiu quase 1,4% até agora nesta semana. O aumento dos preços da energia devido à guerra no Médio Oriente tem alimentado os receios de uma nova subida da inflação que poderá comprometer as perspetivas de flexibilização das taxas diretoras dos bancos centrais.

Face à divisa japonesa, o dólar valoriza 0,06% para os 157,150 ienes.

Os traders estão agora a prever apenas 34% de probabilidade de um corte nas taxas por parte da Reserva Federal norte-americana em junho, em comparação com quase 46% de probabilidade há uma semana, de acordo com a ferramenta CME FedWatch.

As expectativas de flexibilização das taxas pelo Banco de Inglaterra também foram reduzidas, enquanto os mercados aumentaram as apostas em relação a uma possível subida dos juros diretores pelo Banco Central Europeu já este ano.

Neste momento, o euro recua 0,14% para os 1,612 dólares. Ainda pela Europa, a libra cede 0,20% para 1,335 dólares.

09h52

Ouro com subida contida devido a valorização do dólar

Mike Groll/AP

O ouro está a negociar com ganhos nesta quinta-feira, à medida que se mantém uma procura pelo metal amarelo enquanto ativo-refúgio, com os investidores a avaliarem o conflito o Médio Oriente, ainda que um dólar mais forte siga a conter a valorização do metal precioso.

A esta hora, o metal amarelo, sobe 0,55%, para os 5.168,400 dólares por onça.

No que toca à política monetária, o Presidente norte-americano, Donald Trump, nomeou oficialmente na quarta-feira o ex-governador da Reserva Federal (Fed) Kevin Warsh para ser o próximo presidente do banco central dos EUA, sucedendo a Jerome Powell, que termina o seu mandato em maio deste ano.

Os mercados esperam que a Fed mantenha as taxas estáveis na sua próxima reunião de política monetária, a 18 de março, de acordo com a ferramenta FedWatch do CME Group. Aguardam agora pela divulgação dos dados semanais sobre os pedidos de subsídio de desemprego nos EUA, que serão tornados públicos hoje, e o relatório sobre o emprego nos EUA referente a fevereiro, na sexta-feira, para obter mais pistas sobre o rumo da política monetária.

O ouro é considerado uma proteção contra a inflação no longo prazo, mas também tende a ter um melhor desempenho quando as taxas diretoras estão mais baixas, por não render juros

Já no que toca à prata, o metal precioso negoceia com ganhos de 0,95%, para os 84,340 dólares por onça.

08h07

Petróleo sobe 3% e gás natural mais de 8% com disrupções no Médio Oriente

Jeff McIntosh / The Canadian Press / Associated Press

Os preços do petróleo continuam a valorizar nesta quinta-feira, à medida que a escalada da guerra entre os EUA e Israel contra o Irão segue a aumentar os receios de abastecimento de petróleo e gás do Médio Oriente, com as preocupações dos “traders” centradas nas disrupções sentidas no Estreito de Ormuz.

O West texas Intermediate (WTI) – de referência para os EUA – soma 3,25%, para os 77,09 dólares por barril. Já o Brent – de referência para o continente europeu – valoriza 3% para os 83,84 dólares por barril.

O Iraque, um dos maiores produtores de petróleo bruto da Organização dos Países Exportadores de Petróleo, reduziu a produção em quase 1,5 milhões de barris por dia devido à falta de armazenamento e de rotas de exportação.

Nesta linha, pelo menos 200 navios, incluindo petroleiros e navios-tanque de gás natural liquefeito (GNL), bem como navios de carga, permaneceram ancorados em águas ao largo da costa dos principais produtores do Golfo, segundo dados de rastreamento de navios da plataforma MarineTraffic, enquanto centenas de outras embarcações permanecem fora de Ormuz, sem conseguir chegar aos portos. Cerca de um quinto do abastecimento mundial de petróleo e GNL passa pela via marítima.

Noutros pontos, a principal autoridade de planeamento económico da China pediu às maiores refinarias do país que suspendam temporariamente as exportações de gasolina e gasóleo, devido à incerteza sobre o fornecimento de crude do Médio Oriente.

Já o preço do gás de referência para os mercados europeus, negociado no TTF – “hub” de Amesterdão –, soma 8,40% para 52,865 euros por megawatt-hora, depois de ontem ter fechado o dia a cair mais de 10%. A influenciar os preços esta manhã está o facto de o Qatar, maior produtor de gás natural liquefeito do Golfo, ter declarado força maior nas exportações de gás na quarta-feira, com fontes a referir que o retorno aos volumes normais de produção pode levar pelo menos um mês.

07h51

Ásia segue ganhos europeus e dos EUA. Kospi dispara 9% depois de maior queda de sempre

Os principais índices asiáticos encerraram a negociação com ganhos pela primeira vez desde o início da guerra entre os Estados Unidos e Israel contra o Irão, com o sentimento dos investidores a ser impulsionado pelos ganhos registados ontem tanto pela Europa como em Wall Street. Ainda assim, a recuperação poderá ser curta, já que os futuros do Euro Stoxx 50 cedem esta manhã cerca de 0,60%, enquanto os do S&P 500 caem 0,30%.

Pelo Japão, o Nikkei e o Topix pularam 1,90%. Já o sul-coreano Kospi – que ontem teve a sua maior queda de sempre com um tombo de 12% - disparou hoje 9,63%. Na China, o Hang Seng de Hong Kong valorizou 0,35% e o Shanghai Composite ganhou 0,64%. Por Taiwan, o TWSE subiu 2,57%.

A recuperação das ações asiáticas refletiu uma reavaliação das possíveis consequências da guerra no Médio Oriente, à medida que os investidores ponderavam os riscos de um crescimento global mais lento e um novo choque inflacionário devido aos preços mais elevados da energia. Ainda assim, qualquer recuperação pode revelar-se curta sem uma visibilidade mais clara sobre a duração do conflito.

“Penso que os participantes no mercado estão a observar e a tentar dizer: ‘como é que isto vai acabar? Qual será o resultado final?’”, disse à Bloomberg David Solomon, do Goldman Sachs. “À medida que tiverem mais informações nos próximos dias, na próxima semana ou nas próximas duas semanas, acho que isso terá um impacto nos prémios de risco”, acrescentou o especialista. 

Esta incerteza sobre quanto tempo o conflito poderá durar está a levar os investidores a olharem para a história recente como um guia para os mercados. Nesta medida, muitos estão a rever as negociações feitas após a invasão da Ucrânia pela Rússia em 2022, apostando que o aumento dos preços da energia nesta semana irá alimentar a inflação, provocando uma valorização duradoura do dólar, bem como uma desvalorização das obrigações e das ações. “Se o sentimento positivo de hoje irá durar ou não depende das notícias que recebermos do Médio Oriente nos próximos dias”, afirmou, por sua vez, Tim Waterer, da KCM Trade, à agência de notícias. “O sentimento do mercado pode mudar rapidamente, dependendo se a escalada ou a desaceleração parecem ser o caminho mais provável num determinado momento”, destacou.

O Governo da China - maior importador de crude do mundo - , já que o conflito no Golfo está a interromper a exportação de petróleo bruto de uma das maiores regiões produtoras do mundo. Ainda pela China, as ações valorizaram, mesmo depois de Pequim ter definido a sua meta de , o objetivo de crescimento mais baixo desde 1991.

07h05

China ordena suspender exportações de gasolina e diesel devido ao conflito

Vincent Thian / Associated Press

A principal autoridade de planeamento económico da China pediu às maiores refinarias do país que suspendam temporariamente as exportações de gasolina e gasóleo, devido à incerteza sobre o fornecimento de crude do Médio Oriente.

Segundo fontes citadas pela agência de notícias Bloomberg, responsáveis da Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma (CNDR) reuniram-se com executivos do setor e solicitaram a suspensão imediata das vendas externas de produtos refinados. As refinarias foram também instadas a deixar de assinar novos contratos de exportação e a tentar cancelar carregamentos já acordados, de acordo com as mesmas fontes.

A medida inclui algumas exceções, como o combustível de aviação e o combustível marítimo armazenado em depósitos aduaneiros, bem como os fornecimentos destinados a Hong Kong e Macau.

A decisão surge num contexto de forte incerteza no mercado energético após ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irão e as subsequentes represálias de Teerão, que alertou que a navegação no estreito de Ormuz deixou de ser segura.

O estreito é um dos principais pontos estratégicos do transporte energético mundial, por onde transita cerca de um quinto do petróleo e do gás natural liquefeito consumidos globalmente.

Embora a maior parte da produção refinada chinesa seja destinada ao mercado interno -- uma vez que o país é o maior importador mundial de petróleo -- a decisão reflete a estratégia adotada por várias economias asiáticas dependentes de energia importada para priorizar o abastecimento doméstico durante a crise.

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