Ao minuto05.03.2026

Guerra no Irão volta a atirar Europa para o vermelho. Wizz Air afunda mais de 10%

Acompanhe, ao minuto, a evolução dos mercados nesta quinta-feira.
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DR/Wizz Air
Negócios 05 de Março de 2026 às 18:06
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05.03.2026

Guerra no Irão volta a atirar Europa para o vermelho. Wizz Air afunda mais de 10%

DR/Wizz Air

As principais praças europeias terminaram a sessão desta quinta-feira em território negativo, a maioria com quedas superior a 1%, num dia em que os investidores estiveram a reagir ao sexto dia de conflito no Médio Oriente - que não parece ter fim à vista. Os ataques de ambos os lados voltaram a intensificar-se, com os EUA a afundarem um navio de guerra iraniano no Sri Lanka e Teerão a prometer vingar-se em força. 

O Stoxx 600 - "benchmark" para a negociação europeia - caiu 1,29% para 604,83 pontos, depois de até ter conseguido recuperar algum fôlego na sessão anterior. As ações mundiais continuam a seguir as expectativas dos investidores em relação à duração do conflito que estalou no sábado passado no Médio Oriente, com os ataques dos EUA e Israel ao Irão e a resposta de Teerão contra vários países do Golfo Pérsico. 

Quanto mais tempo esta guerra durar, mais sustentada será a subida dos preços do petróleo e gás natural liquefeito. Com a energia mais cara, os investidores estão a antecipar um impacto suficiente na inflação que leve o Banco Central Europeu (BCE) a subir as taxas de juro já este ano. O mercado de "swaps" aponta para uma probabilidade de 75% da política monetária ser apertada em 2026, contra os 20% de quarta-feira. 

O "benchmark" europeu chegou a subir 0,7% esta quinta-feira, depois de ter sido noticiado que o Irão estaria disposto a abrir mão do seu "stock" de urânio enriquecido. No entanto, a tendência inverteu e as perdas foram adensadas no fim da sessão, depois de as autoridades dos Emirados Árabes Unidos terem alertado os residentes de Dubai e Abu Dhabi para procurarem abrigo imediato.

"Ainda há muito pouca visibilidade sobre quanto tempo a perturbação poderá durar ou se se irá agravar ainda mais. A incerteza em torno do Estreito de Ormuz é atualmente o principal foco dos mercados", explica Francisco Simón, diretor europeu de estratégia do Santander Asset Management, à Bloomberg. Desde o arranque do conflito, o Stoxx 600 já perdeu mais de 4,5%, encaminhando-se para a pior semana desde abril do ano passado. 

Entre as principais movimentações de mercado, a Wizz Air afundou 10,71% para 9,84 libras, depois de a companhia área ter revisto em baixa as suas perspetivas de lucro para o resto do ano, devido ao conflito no Médio Oriente. Já a rival EasyJet caiu 5% para 4,12 libras, após ter sido anunciado que a companhia área vai abandonar o FTSE-100. 

Quanto aos principais índices da Europa Ocidental, o alemão DAX perdeu 1,61%, o espanhol IBEX 35 tombou 1,38%, o italiano FTSEMIB desvalorizou 1,61%, o francês CAC-40 cedeu 1,49%, o neerlandês AEX caiu 0,45%, ao passo que o britânico FTSE 100 deslizou 1,45%.


05.03.2026

Juros voltam a disparar na Zona Euro. "Yield" portuguesa escala 10 pontos base

Os juros das dívidas soberanas da Zona Euro encerraram o dia com grandes agravamentos - a maioria com uma escalada superior a dez pontos base -, num dia em que os investidores voltaram a apontar para uma subida nas taxas de juro por parte do Banco Central Europeu já este ano. O mercado de "swaps" vê agora uma probabilidade de 75% disso acontecer, contra os 20% de quarta-feira, reflexo da escalada dos preços da energia que podem vir a ter um grande impacto na inflação. 

Neste contexto, os juros das "Bunds" alemãs a dez anos, que servem de referência para a Zona Euro, aceleraram 9 pontos base para 2,838%, atingindo máximos de cerca de um mês. Já em França e Itália, a tendência de agravamento foi ainda maior, com a "yield" das obrigações francesas a escalar 11,7 pontos para 3,463% e a das obrigações italianas a crescer 13,2 pontos para 3,558%. 

Pela Península Ibérica, também foi dia de grandes subidas. Em Portugal, os juros das obrigações na maturidade de referência acelerou 10,1 pontos base para 3,223, atingindo máximos de um mês, enquanto, em Espanha, o salto foi de 10,7 pontos para 3,298%. 

Fora da Zona Euro, mantêm-se os agravamentos - embora a diferentes velocidades. Pelo Reino Unidos, os juros das "Gilts" britânicas dispararam 10,1 pontos base para 4,540%, enquanto, nos EUA, o crescimento é de apenas 4 pontos para 4,136%. 

05.03.2026

Dólar aproxima-se de máximos de três meses e vive melhor semana desde eleição de Trump

Florian Gaertner/picture-alliance/dpa/AP Images

O dólar voltou aos ganhos esta quinta-feira, depois de um breve de máximos de três meses no dia anterior, com a escalada no conflito no Médio Oriente a reorientar os investidores para este ativo de refúgio. Os mercados ainda arrancaram o dia com esperança que a guerra poderia acabar no curto prazo, mas a promessa do Irão de se vingar do ataque dos EUA a uma navio militar iraniano no Sri Lanka voltou a rechear a negociação de incerteza. 

A esta hora, o índice do dólar da Bloomberg - que mede a força da "nota verde" face aos seus principais rivais - acelera 0,51%, aproximando-se dos máximos de três meses que atingiu na terça-feira. O euro recua 0,58% para 1,1567 dólares, enquanto a libra cede 0,53% para 1,3304 dólares. Já face à divisa japonesa, a moeda norte-americana consegue saltar 0,44% para 157,75 ienes. 

"Na preparação para o relatório sobre [a criação de] emprego de amanhã, o mercado vai seguir as tendências do setor energético e qualquer desafio à estabilidade observada nos ativos de risco", explica Ian Lyngen, da BMO Capital Markets, à Bloomberg. A escalada nos preços da energia, nomeadamente do petróleo e do gás natural liquefeito (GNL), indicam que os investidores estão a antecipar que o conflito possa se estender mais do que as quatro ou as cinco semanas indicadas por Donald Trump, Presidente dos EUA - deixando a Reserva Federal (Fed) numa situação complicada. 

O mercado de "swaps" só vê o banco central norte-americano a cortar nas taxas de juro em setembro ou outubro, quando, antes do conflito estalar, apontava para junho. Por agora, os investidores estão a trabalhar com apenas um corte de 25 pontos base nas taxas diretoras este ano, numa altura em que a maior economia do mundo e seu mercado laboram dão sinais de maior resiliência do que antecipado.

Desde o arranque da semana, o dólar já valorizou cerca de 1,5%, encaminhando-se para fechar a melhor semana desde novembro de 2024 - quando Trump foi eleito Presidente. A "nota verde" emerge, assim, como uma das principais beneficiárias da guerra no Irão - um conflito que tem atirado as bolsas mundiais para o vermelho e feito disparar os juros das dívidas da grande maioria dos países. Até os metais preciosos, que são normalmente vistos como ativos de refúgio, têm tido dificuldade em capitalizar com a guerra. 

05.03.2026

Ouro inverte tendência e negoceia no vermelho. Dólar e juros da dívida pressionam

Matthias Schrader / AP

O ouro inverteu a tendência de negociação e está agora a negociar com perdas, pressionado por um dólar que está a ganhar terreno face aos seus principais rivais e pela subida nos juros das obrigações norte-americana. A escalada nos preços da energia está a deixar os investidores receosos de um aumento da inflação, caso a subida do petróleo e do gás natural liquefeito seja sustentada, bloqueando assim o caminho para a Reserva Federal (Fed) continuar a flexibilizar a política monetária.

A esta hora, o metal precioso recua 1,54% para 5.063,74 dólares por onça, depois de ter chegado a valorizar mais de 1% esta manhã. Apesar de o ouro beneficiar da sua posição como o ativo de refúgio predileto dos investidores, a perspetiva de taxas de juro elevadas por mais tempo está a retirar atratividade a matéria-prima, uma vez que não rende juros. Numa reação inicial ao conflito, o metal até chegou a ultrapassar os 5.400 dólares - antes de corrigir abruptamente na terça-feira e voltar a valorizar na quarta. 

Uma montanha russa que tem evoluído consoante as perspetivas de resolução do conflito por parte dos investidores. Esta quinta-feira, os ataques voltaram a intensificar-se, com os EUA e Israel a bombardearem o Irão e o país a responder com o lançamento de mísseis contra várias nações do Golfo Pérsico - uma ofensiva que inclui infraestruturas energéticas, além do "estrangulamento" do Estreito de Ormuz. 

"Por um lado, a subida das 'yields' das obrigações e o aumento do apetite pelo risco nos mercados acionistas estão a limitar o potencial de valorização deste ativo não remunerado. Por outro, a persistente turbulência geopolítica, agravada pela crescente probabilidade de um confronto militar em larga escala entre os EUA e o Irão, está a reforçar o estatuto do ouro como ativo de refúgio", explica Ricardo Evangelista, CEO da ActivTrades Europe, num comentário enviado ao Negócios. 

Os investidores aguardam agora pelo relatório de criação de emprego nos EUA, relativo a fevereiro, que vai ser divulgado na sexta-feira. Os analistas antecipam que a criação de emprego tenha desacelerado no mês passado, com apenas 59 mil postos de trabalho a serem criados face aos 130 mil do arranque do ano. No entanto, os dados mais recentes continuam a indicar um mercado laboral resiliente, com os pedidos de subsídio de desemprego na semana passada a estabilizarem em mínimos do último ano.

05.03.2026

Preços do petróleo voltam a disparar. Irão promete intensificar ofensiva

Jeff McIntosh / The Canadian Press / Associated Press

O petróleo voltou a disparar esta quinta-feira, após uma sessão de estabilização dos preços, impulsionado pela promessa do Irão de reforçar a ofensiva contra os EUA e Israel. O barril de crude está ainda a beneficiar da decisão da China de suspender as exportações de gasóleo e gasolina, num esforço de priorizar as necessidades domésticas e proteger os consumidores contra a escalada nos preços. 

A esta hora, o contrato que expira em abri do West texas Intermediate (WTI) – de referência para os EUA – soma 7,00%, para os 79,88 dólares por barril, enquanto o mais ativo - que vence em maio - acelera 4,25% para 84,85 dólares. Já o Brent – de referência para o continente europeu – sobe 3,66% para os 84,38 dólares por barril. Os dois crudes de referência já valorizaram quase 40% desde o arranque do ano. 

Com o conflito no Médio Oriente a encaminhar-se para o sétimo dia, as instituições energéticas da região continuam sob ameaça. Esta quinta-feira, o Irão afundou mais uma vez um petroleiro no Golfo Pérsico e vários países - incluindo Israel - dizem ter intercetado mísseis e drones iranianos no seu espaço aéreo. "Se houver mais um ataque bem-sucedido a um petroleiro ou infraestrutura, ou uma interrupção prolongada, os preços podem disparar novamente", avisa Priyanka Sachdeva, analista de mercados da Phillip Nova, citado pela Bloomberg.

A ajudar à escalada dos preços, as refinarias japonesas pediram ao Governo que libertasse mais crude das suas reservas estratégicas. No início da semana, uma grande petrolífera indiana já tinha informado os seus clientes que iria suspender as exportações de produtos. 

Mesmo assim, as atenções do mercado continuam a centrar-se no Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% de todo o petróleo e gás consumido a nível mundial. Apesar de um comandante iraniano ter dito a um meio de comunicação local que o país "não acredita em fechar esta rota", Teerão tem tentando "estrangular" o livre fluxo de petroleiros e outras embarcações neste ponto crítico do comércio global. Desde que estalou a guerra, o Estreito de Ormuz viu a circulação cair em 90%. 

Numa tentativa de contornar as adversidades impostas pelo Irão, os EUA oferecerem garantias de segurança e escoltas navais, bem como seguros a "um preço acessível", às embarcações que queiram utilizar a rota. Por agora, os navios que têm passado pelo Golfo Pérsico têm-no feito com os localizadores desligados - uma prática comum em zonas de conflito. 

05.03.2026

Guerra no Irão volta a atirar Wall Street para o vermelho. Broadcom em alta após resultados

AP/Richard Drew

Os principais índices norte-americanos arrancaram a sessão desta quinta-feira no vermelho, num dia em que os receios em torno de uma possível crise energética voltaram a dominar os mercados. Depois de os preços do petróleo terem estabilizado na negociação anterior, as ameaças do Irão de intensificar a retaliação contra os EUA e Israel vieram dar novo ímpeto ao barril de crude, levando os investidores a apostar que o conflito vai durar mais do que antecipado. 

A esta hora, o S&P 500 recua 0,41% para 6.841,20 pontos, enquanto o industrial Dow Jones perde 0,85% para 48.323,71 pontos e tecnológico Nasdaq Composite cede 0,30% para 22.739,86 pontos. Os três índices conseguiram terminar a sessão anterior no verde, seguindo uma tendência já registada nas praças europeias, impulsionados por sinais de uma economia mais resiliente do que era esperado pelos analistas. 

Com todos estes avanços e recuos, o S&P 500 está basicamente inalterado face à cotação de fecho de sexta-feira, antes do estalar da guerra. "Tudo isto sugere que as ações podem permanecer voláteis e sensíveis ao fluxo de notícias até que uma resolução plausível ou concreta do conflito esteja em vigor", explica Beata Manthey, analista do Citigroup Global Markets, à Bloomberg. Mesmo assim, Manthey nota que o principal impacto está a ser sentido nos mercados que estavam a registar grandes valorizações desde o início de 2026, nomeadamente os asiáticos. 

Com os preços do petróleo a continuarem a aumentar e o Brent - barril de referência à Europa - a aproximar-se novamente dos 85 dólares, os investidores voltam a recear o impacto que uma crise energética pode vir a ter na inflação e, consequentemente, na forma como a Reserva Federal (Fed) está a lidar com a política monetária. O mercado de "swaps" está, mais uma vez, a reduzir as expectativas em torno do número de cortes por parte do banco central este ano. 

Esta sexta-feira, os investidores vão ter a oportunidade de reagir aos dados da criação de emprego - um indicador fundamental para "medir o pulso" ao mercado laboral norte-americano. Até lá, os mercados estão a digerir os dados relativos aos pedidos de subsídio de desemprego na semana passada, que estabilizaram próximos de mínimos do ano passado. 

Entre as principais movimentações de mercado, a Broadcom salta 2,17% para 324,44 dólares, depois de o CEO da empresa, Hock Tan, ter indicado que espera que as vendas de chips alcance os 100 mil milhões de dólares no próximo ano. No seu primeiro trimestre fiscal de 2026, a tecnológica viu as receitas dispararem 29% para 19,31 mil milhões, um valor que ficou ligeiramente acima dos 19,18 mil milhões esperados pelos analistas. 

05.03.2026

Taxa Euribor desce a três meses e sobe a seis e a 12 meses

A taxa Euribor desceu a três meses e subiu a seis e a 12 meses em relação a quarta-feira.

Com estas alterações, a taxa a três meses, que recuou para 2,046%, continuou abaixo das taxas a seis (2,136%) e a 12 meses (2,316%).

A taxa Euribor a seis meses, que passou em janeiro de 2024 a ser a mais utilizada em Portugal nos créditos à habitação com taxa variável, subiu, ao ser fixada em 2,136%, mais 0,001 pontos do que na quarta-feira.

Dados do Banco de Portugal (BdP) referentes a janeiro indicam que a Euribor a seis meses representava 38,93% do 'stock' de empréstimos para a habitação própria permanente com taxa variável.

Os mesmos dados indicam que as Euribor a 12 e a três meses representavam 31,78% e 24,98%, respetivamente.

No prazo de 12 meses, a taxa Euribor avançou para 2,316%, mais 0,009 pontos.

Em sentido contrário, a Euribor a três meses recuou ao ser fixada em 2,046%, menos 0,010 pontos do que na quarta-feira.

Em 05 de fevereiro, o BCE manteve as taxas diretoras, de novo, pela quinta reunião de política monetária consecutiva, como tinha sido antecipado pelo mercado e depois de oito reduções das mesmas desde que a entidade iniciou o ciclo de cortes em junho de 2024.

A próxima reunião de política monetária do BCE realiza-se em 18 e 19 de março em Frankfurt, Alemanha.

As Euribor são fixadas pela média das taxas às quais um conjunto de 19 bancos da zona euro está disposto a emprestar dinheiro entre si no mercado interbancário.

05.03.2026

Juros agravam-se em toda a linha na Zona Euro pela quarta sessão consecutiva

Os juros das dívidas soberanas da Zona Euro estão a registar agravamentos em toda a linha pela quarta sessão consecutiva, com os investidores a parecerem virar-se antes para os ativos de risco, à medida que avaliam o potencial de o conflito no Médio Oriente aumentar a inflação na região, com os mercados a apostarem cada vez mais que o Banco Central Europeu poderá avançar com uma subida das taxas diretoras ainda este ano.

A Europa é vista como particularmente vulnerável a uma escalada da guerra no Médio Oriente, uma vez que a região importa quase todo o seu petróleo e a maior parte do seu gás natural, ficando mais exposta do que os EUA, que é um exportador líquido de energia.

Nesta manhã, os juros da dívida portuguesa, com maturidade a dez anos, agravam-se em 2,5 pontos-base, para 3,147%. Em Espanha a "yield" da dívida com a mesma maturidade segue a mesma tendência e avança 2,9 pontos, para 3,220%.

Já os juros da dívida soberana italiana sobem 3,4 pontos, para 3,459%.

Por sua vez, a rendibilidade da dívida francesa agrava-se em 3,6 pontos, para 3,383%, ao passo que os juros das "bunds" alemãs, referência para a região, somam 3 pontos, para os 2,777%.

Fora da Zona Euro, os juros das "gilts" britânicas, também a dez anos, agravam-se em 3,5 pontos-base, para 4,474%.

05.03.2026

Europa inverte perdas do arranque da sessão. WizzAir afunda 9%

Os principais índices europeus negoceiam com ganhos na manhã desta quinta-feira após terem iniciado a sessão ainda com perdas em toda a linha, depois de uma mudança abrupta no sentimento dos investidores, à medida que os preços do gás natural e do petróleo parecem negociar de forma menos instável.

O índice Stoxx 600 – de referência para a Europa – soma 0,20%, para os 613,91 pontos.

Quanto aos principais índices da Europa Ocidental, o alemão DAX ganha 0,03%, o espanhol IBEX 35 sobe 0,79%, o italiano FTSEMIB valoriza 0,04%, o francês CAC-40 pula 0,33%, o neerlandês AEX avança 0,40%, ao passo que o britânico FTSE 100 regista ganhos de 0,24%.

Apesar das praças do Velho Continente seguirem agora os ganhos de ontem, o Stoxx 600 já perdeu mais de 3% desde o início da semana e os mercados permanecem extremamente voláteis devido ao conlito no Médio Oriente. “As ações podem permanecer voláteis e sensíveis ao fluxo de notícias até que uma resolução plausível ou concreta do conflito seja estabelecida”, escreveram analistas do Citi numa nota citada pela Bloomberg.

Quanto aos setores, o dos media (+0,85%), das “utilities” (+0,77%) e do retalho (+0,74%) registam os maiores ganhos. Já o do turismo (-0,67%) continua a ser impactado pela guerra entre os EUA, Israel e o Irão, enquanto o dos recursos naturais (-0,75%) lidera as desvalorizações.

Entre os movimentos do mercado, a companhia aérea “low-cost” Wizz Air cai mais de 9%, após ter reduzido a sua previsão de lucro anual, citando o conflito em curso no Médio Oriente. A rival EasyJet cede mais de 4%, depois de a FTSE Russell ter anunciado que a companhia aérea será "despromovida” e sairá do índice “blue chip” dos EUA. A Davide Campari-Milano, por sua vez, pula mais de 8%, com o grupo italiano de bebidas a divulgar resultados anuais referentes a 2025 que superaram as expectativas do mercado.

05.03.2026

Dólar ganha terreno com conflito. Já valorizou 1,4% desde arranque da semana

Florian Gaertner/picture-alliance/dpa/AP Images

Depois de ter recuado brevemente de máximos de três meses, o dólar segue a ganhar terreno nesta quinta-feira, com o conflito no Médio Oriente a continuar a impulsionar a procura pela “nota verde” enquanto ativo-refúgio.

O índice do dólar da Bloomberg - que mede a força da “nota verde” face às principais concorrentes - avança 0,12% para os 98,892 pontos.

O dólar subiu quase 1,4% até agora nesta semana. O aumento dos preços da energia devido à guerra no Médio Oriente tem alimentado os receios de uma nova subida da inflação que poderá comprometer as perspetivas de flexibilização das taxas diretoras dos bancos centrais.

Face à divisa japonesa, o dólar valoriza 0,06% para os 157,150 ienes.

Os traders estão agora a prever apenas 34% de probabilidade de um corte nas taxas por parte da Reserva Federal norte-americana em junho, em comparação com quase 46% de probabilidade há uma semana, de acordo com a ferramenta CME FedWatch.

As expectativas de flexibilização das taxas pelo Banco de Inglaterra também foram reduzidas, enquanto os mercados aumentaram as apostas em relação a uma possível subida dos juros diretores pelo Banco Central Europeu já este ano.

Neste momento, o euro recua 0,14% para os 1,612 dólares. Ainda pela Europa, a libra cede 0,20% para 1,335 dólares.

05.03.2026

Ouro com subida contida devido a valorização do dólar

Mike Groll/AP

O ouro está a negociar com ganhos nesta quinta-feira, à medida que se mantém uma procura pelo metal amarelo enquanto ativo-refúgio, com os investidores a avaliarem o conflito o Médio Oriente, ainda que um dólar mais forte siga a conter a valorização do metal precioso.

A esta hora, o metal amarelo, sobe 0,55%, para os 5.168,400 dólares por onça.

No que toca à política monetária, o Presidente norte-americano, Donald Trump, nomeou oficialmente na quarta-feira o ex-governador da Reserva Federal (Fed) Kevin Warsh para ser o próximo presidente do banco central dos EUA, sucedendo a Jerome Powell, que termina o seu mandato em maio deste ano.

Os mercados esperam que a Fed mantenha as taxas estáveis na sua próxima reunião de política monetária, a 18 de março, de acordo com a ferramenta FedWatch do CME Group. Aguardam agora pela divulgação dos dados semanais sobre os pedidos de subsídio de desemprego nos EUA, que serão tornados públicos hoje, e o relatório sobre o emprego nos EUA referente a fevereiro, na sexta-feira, para obter mais pistas sobre o rumo da política monetária.

O ouro é considerado uma proteção contra a inflação no longo prazo, mas também tende a ter um melhor desempenho quando as taxas diretoras estão mais baixas, por não render juros

Já no que toca à prata, o metal precioso negoceia com ganhos de 0,95%, para os 84,340 dólares por onça.

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