Ao minutoAtualizado há 31 min09h07

Acalmia no Irão faz petróleo cair para os 108 dólares. Ouro e prata ganham mais de 2%

Acompanhe, ao minuto, a evolução dos mercados nesta quarta-feira.
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Foto: vichie81 / iStockphoto Petróleo valoriza face a tensões geopolíticas e impacto nos mercados Foto: Mark Baker / Associated Press Foto: Shuji Kajiyama / AP Bolsas Ásia
Negócios 09:02
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há 34 min.09h04

Iene ganha força com mercados a apontar para nova intervenção. Dólar recua com acordo EUA-Irão à vista

Bodo Marks/picture-alliance/dpa/AP Images

O iene registou uma subida repentina nesta quarta-feira, suscitando novamente especulações sobre uma nova intervenção no mercado cambial por parte de Tóquio.

Não houve ainda nenhuma confirmação por parte do Japão de que o Governo e o banco central estarão a comprar ienes, mas as autoridades têm ameaçado intervir há meses, sendo que na passada quinta-feira, o Nikkei – operador da bolsa de Tóquio - confirmou à Bloomberg que autoridades do país tinham seguido esse caminho.

Neste contexto de uma possível nova intervenção, a divisa nipónica chegou a tocar nos 155 ienes por dólar, valor atingido pela última vez no final de fevereiro deste ano. Nesta altura, a “nota verde” perde 0,87% para os 156,510 ienes.

A valorização do iene na quarta-feira ocorre também num contexto em que o dólar está a ceder de forma generalizada, devido às esperanças de uma resolução do impasse entre os EUA e o Irão no estreito de Ormuz.

Neste contexto, o índice do dólar - que mede a força da “nota verde” face às principais concorrentes – recua 0,33% para os 98,115 pontos.

Noutros pontos, o euro soma 0,30% para os 1,173 dólares, enquanto a libra avança 0,32% para os 1,359 dólares.

há 37 min.09h01

Ouro e prata ganham mais de 2% com dólar mais fraco e desvalorização do crude

Matthias Schrader / AP

O ouro está a negociar com valorizações na sessão de hoje, depois de o Presidente dos EUA, Donald Trump, ter dado a entender que poderá ser alcançado um acordo de paz com o Irão, o que está a alimentar uma queda do dólar e do petróleo, à medida que as preocupações com a inflação diminuem ligeiramente.

A esta hora, o ouro soma 2,27%, para os 4.660,450 dólares por onça, tendo atingido no arranque da sessão máximos de 28 de abril. No que toca à prata, o metal precioso ganha 3,93%, para os 75,715 dólares por onça.

O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, disse a jornalistas na terça-feira que “a Operação Fúria Épica está concluída”, acrescentando que “não estamos a torcer para que ocorra uma situação adicional”, cita a Bloomberg.

A ajudar à subida dos preços do metal amarelo está um dólar mais fraco, o que torna o ouro mais barato para detentores de outras divisas.

E embora o ouro seja considerado uma proteção contra a inflação, taxas de juro elevadas prejudicam o apelo pelo metal, que não rende juros, sendo que a redução dos preços do crude nos mercados internacionais – que ainda assim se mantêm acima dos 100 dólares por barril - está a alimentar expectativas de que a inflação possa ser mais contida do que o esperado.

Os investidores aguardam agora por dados do mercado laboral dos EUA conhecidos no final desta semana, que irão testar se a maior economia mundial continua suficientemente resiliente para manter as taxas diretoras da Reserva Federal inalteradas.

08h08

Brent cai e negoceia nos 108 dólares por barril com Trump a sinalizar possível acordo com Teerão

Jacob Ford / AP

Os preços do petróleo negoceiam com desvalorizações nesta quarta-feira e caem pela segunda sessão consecutiva, com sinais de que os Estados Unidos (EUA) e o Irão poderão estar mais perto de chegar a um acordo para pôr fim à guerra, com os “traders” otimistas de que o fluxo de petróleo e gás natural retido na região possa ser retomado em breve.

Nesta medida, o Brent – de referência para a Europa –, cede 1,61%, para os 108,10 dólares por barril. Já o West Texas Intermediate (WTI) – de referência para os EUA – recua 1,73% para os 100,50 dólares por barril. Ambos os preços de referência caíram cerca de 4% na sessão de terça-feira.

Noutras matérias-primas, o gás natural negociado na Europa cai 2,14%, para os 45,92 euros por megawatt-hora.

Na terça-feira, Donald Trump afirmou inesperadamente que iria comerciais através do estreito de Ormuz, citando progressos no sentido de um acordo com o Irão, sem fornecer detalhes sobre o possível entendimento.

Ainda assim, tanto o Brent como o WTI mantêm-se acima dos 100 dólares por barril, já que as perspetivas de um acordo de paz permanecem ainda incertas, enquanto os "traders" notam que levará tempo para que os fluxos comerciais através da via marítima sejam totalmente restaurados, mesmo que se chegue a um acordo.

Trump afirmou que a Marinha dos EUA continuaria o seu bloqueio aos portos iranianos.

Noutros pontos, os “stocks” de petróleo bruto dos EUA terão caído pela terceira semana consecutiva. Segundo dados preliminares, as reservas de crude caíram em mais de 8 milhões de barris na semana que terminou a 1 de maio.

07h46

Ásia fixa novos máximos com Trump a sinalizar progressos no Irão. Samsung dispara 15% e já vale mais de 1 bilião de dólares

Os principais índices asiáticos fecharam em alta, seguindo o movimento registado , com vários índices da região a atingirem novos recordes, impulsionados por uma queda do crude nos mercados internacionais, depois de o Presidente norte-americano, Donald Trump, a, tendo suspendido as escoltas a navios comerciais no estreito de Ormuz. Os futuros do norte-americano S&P 500 seguem a ganhar cerca de 0,30%, enquanto pela Europa, os futuros do Euro Stoxx 50 somam 0,90%, apontando para uma abertura em alta.

Por Taiwan, o TWSE pulou 0,91%, tendo atingido um novo máximo histórico nos 41.575,84 pontos. Já pela China, o Hang Seng de Hong Kong subiu 0,99%, enquanto o Shanghai Composite avançou 1,04%. Na Coreia do Sul, o Kospi fixou um novo máximo histórico de 7.426,60 pontos, com o “benchmark” do país a encerrar com ganhos expressivos de 6,93%.

Tanto o índice regional MSCI Ásia-Pacífico, que subiu até 2,5%, como o índice MSCI de ações globais atingiram um máximo histórico, com as ações do setor tecnológico a liderarem as valorizações, impulsionadas por um otimismo renovado em relação ao setor da inteligência artificial (IA).

Nesta medida, o Kospi da Coreia do Sul foi impulsionado pela gigante Samsung Electronics, que disparou mais de 15% para atingir um "market cap" de 1 bilião de dólares, sendo apenas a segunda empresa asiática a atingir essa marca depois da .

O petróleo Brent segue a cair cerca de 1,50% e negoceia abaixo dos 109 dólares por barril devido à especulação de que as tensões no Médio Oriente irão abrandar na sequência dos comentários de Trump, com a queda registada nesta manhã nos preços do crude a alimentar, também, as expectativas de um abrandamento da inflação e de um crescimento económico mais forte.

Os resultados acima do esperado apresentados pela Advanced Micro Devices e pela Super Micro Computer, após o fecho dos mercados nos EUA, contribuíram para o apetite pelo risco.

Este contexto coincidiu também com uma retoma do setor da IA, uma vez que a diminuição das pressões inflacionistas e a melhoria do clima de confiança reforçaram as expectativas de melhores resultados empresariais.

“O aumento da utilização de semicondutores na IA e na computação de alto desempenho constitui um motor de crescimento estrutural ao longo de vários anos”, disse à Bloomberg Vey-Sern Ling, do Union Bancaire Privée. “Por isso, quaisquer sinais de abrandamento das tensões no Médio Oriente irão trazer os investidores de volta ao mercado, especialmente no que diz respeito aos intervenientes da cadeia de abastecimento sediados na Ásia e nos mercados emergentes”, resumiu o especialista.

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