Europa pintada de verde no arranque do segundo semestre. Petróleo a subir em dia de OPEP

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Reuters
01 de Julho de 2021 às 17:24
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Futuros em leve alta mas desconfiados com impacto da variante Delta

Os futuros das ações europeias e norte-americanas estão a negociar em leve alta, apontando para um início de sessão em terreno positivo, antes de serem divulgados números referentes ao emprego nos Estados Unidos.

Ainda assim, a covid-19 protagonizou um ataque às ações asiáticas, na medida em que arrefeceu os dados sobre a indústria transformadora naquela região, trazendo os receios de uma recuperação não tão ágil quanto seria de esperar.

A recente propagação da variante Delta, que teve inicialmente lugar na Índia, está a tirar algum ímpeto ao otimismo global em torno das economias. Hoje, os dados do emprego nos EUA serão um novo catalisador para os mercados.

Petróleo volta a valorizar reforçando os máximos em dia de OPEP+

Os preços do petróleo estão novamente a valorizar, num dia em que os membros da organização dos Países Exportadores de Petróleo e os seus aliados (o chamado grupo OPEP+) se reúnem numa conferência virtual, onde é esperado que discutam um aumento de produção de 500 mil barris diários para agosto. 

O Brent, que serve de referência para Portugal, está a valorizar 0,19% para os 74,77 dólares por barril, ao passo que o norte-americano WTI (West Texas Intermediate) ganha 0,30% para os 73,70 dólares. 

A convicção dominante é a de que a OPEP+ irá aumentar a sua oferta em meio milhão de barris por dia já a partir do próximo mês, que acrescerá aos cerca de dois milhões de barris diários que reentraram no mercado desde o início do ano.

Tendo em conta o acentuado corte de produção que foi definido em 2020, por força da queda da procura devido à pandemia, permanecem no subsolo cerca de seis milhões de barris à espera de verem a luz do dia.

Bolsas europeias sobem com turismo a liderar

Apesar de a variante Delta estar a espalhar-se por vários países da Europa e também nos Estados Unidos, o setor do turismo é o que mais valoriza na manhã desta quinta-feira, corrigindo das recentes quedas que tem registado à boleia de todas as restrições à circulação impostas devido à pandemia.

Hoje, o setor avança quase 2% e lidera os ganhos matinais entre os pares no "velho continente", com a francesa Sodexo (4,75%) e a britânica Easyjet (3,7%) a serem as que mais valorizam até ao momento.

O índice Stoxx 600, que agrupa as 600 maiores empresas da Europa e que serve de referência para a região, está a ganhar 1,02% para os 457,49 pontos.

No entanto, a velocidade da recuperação económica continua a centrar as atenções dos investidores, num dia em que serão divulgados mais dados sobre o emprego nos Estados Unidos.

Na primeira metade do ano, as ações mundiais registaram um dos melhores semestres da sua história, impulsionadas pelas expectativas de uma recuperação robusta da economia, à boleia do programa de vacinação e dos apoios monetários e orçamentais.

  

Juros da Zona Euro sobem com foco a virar-se para o mercado de ações

Os juros da dívida dos países da Zona Euro estão a subir na manhã desta quinta-feira, numa altura em que o foco dos investidores está a mudar para ativos mais arriscados, como é o caso do mercado de ações, que hoje valoriza. 

Por esta altura, e num dia de leilões de dívida em França e Espanha, bem como de divulgação dos dados referentes ao PMI em vários países da região, os juros a dez anos da Alemanha - que servem de referência para a Zona Euro - estão a subir 1,3 pontos base para os -0,197%.

Também nos países do sul da Europa, como Portugal, Espanha e Itália, as "yields" das obrigações estão a ganhar mais de 1 ponto base. 

Ouro avança com olhos postos nos dados do emprego nos EUA

O preço do ouro está a valorizar, depois de ter encerrado o mês de junho com uma queda acumulada, num dia em que as atenções estão nos dados referentes ao emprego nos EUA. 

Por esta altura, o metal precioso está a apreciar 0,40% para os 1.777,09 dólares por onça. 

Euro recua perante avanço do dólar dos EUA

O euro está a perder terreno para o dólar norte-americano na manhã desta quinta-feira, numa altura em que os investidores parecem entusiasmados com a recuperação económica que está a ser registada nos Estados Unidos. 

A moeda única da União Europeia (UE) está a recuar 0,12% para os 1,1844 dólares. 

Yields recuam na Europa. Alemanha segue em sentido contrário

Os juros da dívida soberana europeia aliviam esta tarde na generalidade da Europa, com exceção da Alemanha.

Na Alemanha, os juros das Bunds a 10 anos, que servem de referência ao mercado da dívida europeu,  avançam 0,5 pontos base para -0,205%.

No resto da Europa as yields seguem a recuar 1,9 p.b. para 0,789% em Itália e 1,5 p.b. para 0,395% em Espanha. Em Portugal, os juros da dívida na mesma maturidade aliviam 1,3 p.b. para os 0,373%.

Os analistas não conseguem, contudo, avançar um fator diretor para o comportamento das yields - já que os investidores estão focados nos dados do mercado laboral norte-americano a divulgar na sexta-feira.

Divergências na política monetária favorecem o dólar

O euro continua a perder tração face à divergência em matéria de política monetária observada entre os Estados Unidos e a Europa.

A moeda única recua 0,03% face à nota verde para a marca dos 1,1855 dólares – o mais baixo nível desde 6 de abril.

Os analistas ressaltam a preferência dos investidores face às opções políticas dos Estados Unidos, enquanto o mercado de ações tem também captado a atenção dos investidores em detrimento do câmbio.

Ouro valoriza depois da maior queda mensal em quatro anos

O ouro está a valorizar depois de ter registado durante o mês de junho a maior queda dos últimos quatro anos.

O metal preciso segue a subir 0,03% para 1.770,69 dólares por onça.

Os analistas acreditam que a valorização do ouro se deve ao reposicionamento dos investidores face aos dados do mercado laboral norte-americano que serão divulgados amanhã e ao impacto psicológico da maior queda mensal dos últimos quatro anos.

Petróleo e otimismo do turismo impulsionaram subidas na Europa

As praças europeias terminaram a primeira sessão do segundo semestre do ano pintadas de verde. A subida do petróleo e o otimismo do setor do turismo, com um novo fôlego trazido pela possibilidade de viagens nas férias, apesar dos receios da variante delta, impulsionaram os ganhos. 

O Stoxx 600, o índice que agrupa as 600 maiores cotadas da Europa, avançou 0,6%. Durante a sessão, este índice chegou a valorizar 1,1%. 

Com a reunião da OPEP+ e um possível aumento da produção, as cotadas do setor da energia lideraram os ganhos, a avançar 2,1%. O setor do turismo e lazer ganhou 1,9%, alimentado pelas notícias de que o Reino Unido estuda uma forma de viajar no verão livre de quarentena para quem já estiver vacinado. 

A tecnologia foi o único setor que encerrou o dia no vermelho, a perder 0,7%. 

O inglês FTSE 100 ganhou 1,3% na sessão, o alemão DAX avançou 0,5%, o CAC 40 valorizou 0,7% e o espanhol IBEX 35 ganhou 1,3%. Em Portugal, a subida do PSI-20 foi de 1,44%. 

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