Nathalie Ballan 11 de Março de 2004 às 14:09

O impacto do marketing social nos hábitos dos consumidores

Um estudo realizado em 2003 junto dos consumidores britânicos mostrou a existência de um impacto directo entre Marketing Social (MS) e a percepção de valor da marca pelo consumidor (”brand equity”), assim como o impacto positivo nas atitudes de compra.

Um estudo realizado em 2003 junto dos consumidores britânicos mostrou a existência de um impacto directo entre Marketing Social (MS) e a percepção de valor da marca pelo consumidor (”brand equity”), assim como o impacto positivo nas atitudes de compra.

O estudo foi desenvolvido pela Business in Community, uma associação de 700 empresas líderes na Grã-Bretanha empenhada em promover o impacto positivo das empresas na sociedade.

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Entre as conclusões mais importantes destaca-se que 89% dos britânicos com idades entre os 35 e os 44 anos e 81% com idades entre os 16 e os 24 estiveram envolvidos num projecto de MS no ano de 2002.

Falta de tempo foi a razão apontada por 86% dos inquiridos para não participarem em mais projectos. Em pessoas com família / crianças soma-se a falta de dinheiro.

82% das pessoas afirmou que os programas de MS são uma forma rápida de participar numa boa causa que, de outro modo, não teriam oportunidade de apoiar.

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Nos consumidores que participaram em campanhas de MS a criação de laços, a percepção da inovação, a confiança e a adesão à marca / empresa são mais elevadas do que nos não aderentes.

A confirmá-lo, 71% dos consumidores que participaram num projecto de MS reportaram um impacto positivo no seu comportamento ou percepção. Destes, 48% afirmam que mudaram de marca, aumentaram o uso, ou experimentaram / perguntaram por novos produtos.

75% de todos os participantes em projectos MS sentiram-se “afectados” em termos do seu comportamento no futuro e nas suas atitudes. Destes, 57% afirmam que o MS fez com que mais rapidamente utilizem e recomendem a empresa / produto / marca / serviço.

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Além disso, permitiu ainda que ficassem atentos a outros projectos no futuro.

Mas as empresas também beneficiam. Um inquérito realizado junto de 385 directores executivos e directores de marketing para aferir a suas opinião sobre este tipo de projectos (”Cause Related Marketing Corporate Survey II” – 2001, Research International), demonstra o impacto das campanhas de MS no negócio.

Do total de inquiridos, 77% afirma que estas acções melhoram a reputação da marca / empresa. Seguem-se impactos como a divulgação dos valores da marca / empresa (64%), a criação ou reforço de laços com a comunidade (57%), a cobertura nos media (57%) e o aumento da notoriedade da marca (53%), entre outros.

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Ainda na Grã-Bretanha, as causas mais apoiadas em 2002 foram, por ordem de grandeza: a saúde com 25,5 milhões de libras (apoio na luta contra o cancro, sida, doenças cardíacas ou mentais), a educação com 12,5 milhões de libras (acções educativas, apoio em material escolar), crianças com 7,5 milhões de libras (contra a violência doméstica, exclusão social, apoio a crianças em países em desenvolvimento), o ambiente com 1 milhão de libras e os idosos com 900 mil libras (apoio aos mais desfavorecidos, luta contra a exclusão social).

Os resultados destes estudos demonstram que neste tipo de acções alcança-se uma relação win-win-win: ganha a causa, o consumidor e a empresa / marca.

Em jeito de nota final, os responsáveis da Business in Community aconselham: “Sempre que realizarem uma campanha, não se esqueçam de dizer “obrigada” e de publicar os valores angariados”.

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Este desejo foi também expresso pelos consumidores nacionais, no estudo “Percepção da Responsabilidade Social em Portugal”, apresentado pela Sair da Casca, na semana passada e no qual os consumidores realçam a importância da empresas comunicarem os resultados das acções de solidariedade.

Uma das críticas mais frequentes foi o facto das empresas investirem mais dinheiro na divulgação das suas acções de MS do que no donativo à causa e na apresentação dos resultados das campanhas.

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