Economia Número de mortos nos incêndios sobe para 41

Número de mortos nos incêndios sobe para 41

O balanço de vítimas mortais dos incêndios do fim-de-semana voltou a ser revisto em alta. Um dos mortos anteriormente apontados - um bebé de Tábua - está afinal vivo.
Número de mortos nos incêndios sobe para 41
Cofina Media
Paulo Zacarias Gomes 17 de outubro de 2017 às 17:17
Há mais cinco vítimas mortais a registar nas últimas horas, relacionadas com os incêndios florestais que deflagraram no domingo em várias zonas do país.

No total, os fogos florestais fizeram 41 mortos, disse hoje à Lusa a adjunta nacional de operações Patrícia Gaspar. O balanço anterior apontava para 37 vítimas mortais. Contudo, uma das vítimas mortais apontadas - um bebé de Tábua - está afinal vivo, o que leva o número precedente para 36 mortos.

O distrito de Coimbra foi o que registou maior número de vítimas mortais - 19 -, seguido de Viseu (18). O distrito da Guarda registou dois mortos e o de Castelo Branco um. Há ainda uma vítima que acabou por morrer no hospital de Coimbra.

Estão contabilizados 71 feridos, 55 dos quais ligeiros e 14 graves, segundo o INEM, dados citados ao final da tarde pela porta-voz da Protecção Civil. Dois dos feridos graves faleceram nas últimas horas, levando a que sejam 14 os pacientes nesta condição. Não há ainda conhecimento de existência de desaparecidos. 

As consequências dos incêndios que deflagraram no domingo passado - que foi considerado pelas autoridades como o pior dia deste ano - levaram esta terça-feira o CDS a avançar com uma moção de censura ao Governo, alegando que o Estado falhou na prevenção e no combate aos incêndios "e terá falhado no socorro" às populações.

O primeiro-ministro reagiu entretanto ao anúncio dos centristas, a partir de Oliveira do Hospital, considerando que "é um direito constitucional do CDS" e que "é perante a Assembleia da República que o Governo tem de responder."

O Presidente da República, que nos últimos dois dias esteve à espera da estabilização dos fogos e do "balanço da tragédia" para se pronunciar, vai falar esta terça-feira, às 20:30, ao país, também a partir de Oliveira do Hospital, um dos concelhos mais atingidos em termos de vítimas mortais nestes incêndios.

Os dois maiores episódios de incêndios ocorridos este ano - os de Pedrógão Grande em Junho passado e os mais de 500 que afectaram a partir de domingo o Centro do país - já causaram, no seu conjunto, 105 vítimas mortais.

(notícia actualizada às 19:20 com mais informação)



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