Economia Costa: Moção de censura é "direito constitucional" do CDS

Costa: Moção de censura é "direito constitucional" do CDS

António Costa considera que a moção anunciada pelos centristas "faz parte da normalidade das instituições democráticas." E disse que o impacto da ajuda financeira nos números do défice é "um problema que não se coloca."
Costa: Moção de censura é "direito constitucional" do CDS
Miguel Baltazar/Negócios
Paulo Zacarias Gomes 17 de outubro de 2017 às 18:04
O primeiro-ministro encara com naturalidade a decisão do CDS apresentar uma moção de censura ao Governo relacionada  com a actuação do Estado nas vagas de incêndios dos últimos meses, considerando que a intenção se integra nas normas constitucionais.

"Respeito, é um direito constitucional do CDS. A legitimidade do Governo resulta da Assembleia da República e é perante a Assembleia da República que o Governo tem de responder. Faz parte da normalidade das instituições democráticas," afirmou esta terça-feira António Costa, a partir de Oliveira do Hospital, em declarações transmitidas pela RTP3.

O líder do Governo está hoje naquele concelho - um dos mais afectado nos incêndios que deflagraram este domingo - em reuniões com os autarcas para iniciar o levantamento dos danos, que demorará duas semanas.

Costa reconheceu que as consequências dos fogos de domingo "não têm paralelo com o que aconteceu com outros incêndios anteriores," mas afastou a possibilidade de o socorro financeiro do Estado poder vir a comprometer a meta do défice (1,4% em 2017 e 1% em 2018): "É um problema que não se coloca, não vale a pena criar problemas onde não existem, já chegam os que temos," respondeu aos jornalistas.

Evasivo quando perguntado sobre se o Governo deveria pedir desculpas ao país, defendeu que é preciso "concentrarmo-nos no que é essencial, responder a necessidade imediatas das pessoas."

Minutos depois de a Protecção Civil ter confirmado o registo de mais cinco mortes nas últimas horas, elevando para 41 o total, Costa foi questionado sobre o número de vítimas mortais e respondeu que havia "38 mortes confirmadas". Depois, confrontado com os 41 que tinham sido avançados, e com o secretário de Estado da Administração Interna Jorge Gomes ao lado, respondeu: "Se [a Protecção Civil] já confirmou, é porque está confirmado."



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