Empresas Acabou a esperança. Ricon vai mesmo ser liquidada

Acabou a esperança. Ricon vai mesmo ser liquidada

A decisiva assembleia de credores da Ricon, marcada para as 10:30 desta manhã, vai mesmo realizar-se e sem proposta de salvação, sabe o Negócios. É o fim de linha do grupo que despediu 580 pessoas. Segue para liquidação.
Acabou a esperança. Ricon vai mesmo ser liquidada
Jornal T
Rui Neves 31 de janeiro de 2018 às 11:29

No Tribunal de Comércio de Vila Nova Famalicão, pelas 11:30 desta quarta-feira, 31 de Janeiro, ainda não se sabia se a decisiva assembleia de credores da Ricon Industrial iria realizar-se, devido à greve dos funcionários judiciais.

 

Mas o Negócios sabe que vai haver mesmo assembleia, ainda esta manhã, e que os credores não serão confrontados por uma qualquer proposta de viabilização da empresa, pelo que deverão aprovar a proposta de liquidação apresentada pelo administrador de insolvência.

 

Esta terça-feira, no final de três assembleias de credores que votaram favoravelmente a liquidação das "holdings" da Ricon, o administrador de insolvência tinha reacendido a esperança na salvação das empresas operacionais do grupo, cujas reuniões de credores tinham sido marcadas para esta quarta-feira - as da Ricon Industrial (10:30) e da Delveste  (14 horas) – o "braço" produtivo do grupo Ricon e a detentora da rede de 20 lojas Gant em Portugal, respectivamente.

 

"Até a assembleia deliberar a liquidação das empresas operacionais do grupo há sempre tempo de inverter o caminho, não é expectável, mas em tese... Há contactos com outros investidores, que não são da região, são nacionais e estrangeiros. Há esforços para salvar as empresas operacionais, as quatro unidades fabris", garantiu então Pedro Pidwell, em declarações aos jornalistas.

"Vamos ver o que é que as assembleias nos reservam, enquanto há vida há esperança", rematou o gestor judicial.

 

O Negócios sabe que havia um grupo de investidores a tentar convencer a Gant Company a fazer parte da solução. Isto depois de este grupo internacional, do qual a Ricon sofria de uma dependência superior a 70%, se ter mostrado indisponível para abordar e analisar as propostas de recuperação que lhe foram apresentadas em sede de insolvência.

 

"A posição da Gant foi intransigente, declinando qualquer hipótese de intervenção no projectado processo de reestruturação do grupo Ricon, rejeitando todos os cenários de reestruturação que lhe foram apresentados, designadamente através da sua entrada directa na operação, através de terceiros investidores e/ou, finalmente, através da reestruturação da dívida existente", lê-se nos relatórios do gestor judicial.

 

Afinal, as negociações do grupo de investidores com a Gant não deram em nada. É o fim de linha para o grupo do empresário Pedro Silva. Segue para liquidação.



(Notícia actualizada às 11:48)




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comentários mais recentes
Ciifrão 31.01.2018

Para alguns a culpa desta falência é do patrão, para outros é inadmissível que pessoas fiquem sem trabalho. O certo é que uma empresa não pode viver para sempre a dar prejuízo, seja em benefício do patrão ou de quem lá trabalha.

Anónimo 31.01.2018

Ora ai está mais uma fábrica que faliu por causa dos malandros dos trabalhadores não terem aberto o bico e terem salários em atraso e pior não terem colocado o sindicato a negociar com a administração o futuro da empresa. ...Cambada de incompetentes esses trabalhadores...

Camponio da beira 31.01.2018

Se antigamente com mos papeis tratados á mão era dificil uma empresa falir sem haver má gestão, agora com o tratamento informatico, todos podem fechar empresas, depois de pagar as dividas, tudo o resto...normalmente é fraude.Eu não tenho dividas, mas trabalho mais de 12 horas, mesmo no inverno

luis 31.01.2018

os trabalhadores da ricon trabalhavam aos sabados e aos domingos (pelo menos nas lojas da gant) nao fizeram greve nem vieram para a comunicação social lamentar-se. e mesmo assim faliu. e ainda há que critique a ct da autoeuropa e sindicatos

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