União Europeia liga incêndios em Portugal às alterações climáticas
No primeiro G-20 desde que Donald Trump anunciou que os Estados Unidos iriam sair do Acordo do Paris, as alterações climáticas voltaram a dividir os norte-americanos face aos restantes países.
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Num comunicado publicado esta segunda-feira, 10 de Julho, onde é assinalado que o acordo de Paris é "irreversível", a Comissão Europeia assinala que a cimeira das 20 economias mais industrializadas do mundo "surge numa altura em que os impactos das alterações climáticas estão a trazer sofrimento e estragos na Europa e no mundo".
Entre o primeiro exemplo citado por Bruxelas estão as "dramáticas ondas de calor que provocaram vítimas mortais nos incêndios em Portugal e Espanha e que as alterações climáticas tornaram 10 vezes mais prováveis".
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Os incêndios de Pedrógrão Grande, em Junho, provocaram 64 mortos no mês passado. Embora as autoridades estejam ainda a investigar as causas do incêndio, vários responsáveis citaram a natureza como a causa mais provável.
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Bruxelas acrescenta que a França, Reino Unido, Bélgica, Holanda e Suíça também foram atingidos por temperatura extremas, "originando respostas de emergência para salvar vidas e lidar com os impactos nos transportes e nas infra-estruturas energéticas".
Na ausência de uma acção ambiciosa nas alterações climáticas, estes eventos causados por temperaturas extremas podem passar a ser norma, alerta Bruxelas.
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O Presidente francês, Emmanuel Macron, anunciou a realização a 12 de Dezembro de uma cimeira sobre o clima e espera "convencer" o seu homólogo norte-americano, Donald Trump, a mudar de opinião.
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"A 12 de Dezembro próximo, dois anos após a entrada em vigor do acordo de Paris, reunirei uma nova cimeira para encetar novas acções pelo clima, nomeadamente sobre o plano financeiro", disse Emmanuel Macron na conferência de imprensa após o encerramento da Cimeira do G20, citado pela Lusa.
O Presidente de França sublinhou que "espera" poder ainda "convencer" o seu homólogo norte-americano, Donald Trump, de voltar a atrás na sua decisão de abandonar o Acordo de Paris sobre a luta contra o aquecimento global.
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Assegurando que não "desesperará jamais de convencer" Donald Trump, o Presidente francês encerrou a conferência afirmando: "Confirmo-vos, pois, que espero convencê-lo".
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Os países do G20 chegaram a um compromisso sobre o clima para evitar uma ruptura definitiva com os Estados Unidos após o anúncio da sua saída dos acordos de Paris. O comunicado final foca-se, em parte, na desvinculação dos EUA destes acordos visando a luta contra as alterações climáticas, que são qualificadas como "irreversíveis".
A declaração final diz que os Estados Unidos vão "esforçar-se para trabalhar estreitamente com outros parceiros para facilitar o seu acesso e a utilização mais apropriada e eficaz das energias fósseis e os ajudar a desenvolver energias renováveis e outras fontes de energia limpa".
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Esta passagem cria uma situação inédita no G20, que valida assim o facto de um dos seus membros poder desenvolver uma política individual, contra a corrente dos outros membros.
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