China cresce mais de 10% em 2010 e intensifica preocupações com inflação
O valor agora marcado ficou acima do crescimento chinês no quarto trimestre, que se fixou nos 9,8%, embora acima das estimativas da agência, que apontavam para 9,4%. Aumentam assim as pressões para a nação presidida por Hu Jintao ter de continuar a aumentar as taxas de juro.
Além disso, a inflação tornou-se um problema. Embora a taxa tenha descido para os 4,6% em Dezembro, depois de ter marcado o recorde de dois anos de 5,1% no mês anterior, a verdade é que há entidades financeiras, como o Citigroup e o Credit Suisse, que estimam que a mesma chegue aos 6% no primeiro semestre de 2011.
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“Se a economia continua a crescer a este ritmo, a inflação vai-se manter a um nível alarmante”, explicou Liu Li-Gang, economista de Hong Kong. Outro economista, Ma Jun, argumenta, por sua vez, que “as pessoas estão habituadas a uma inflação reduzida, e a taxa elevada vai, muito facilmente, criar descontentamento social”.
Devido a estes problemas que podem acontecer caso os preços aumentem consideravelmente, a China quer manter a inflação a 4% no conjunto do ano, foi divulgado por uma televisão estatal no mês passado. Para isso, o país pode vir a permitir maiores ganhos no yuan de forma a conter os preços dos produtos, ao mesmo tempo que consegue acalmar os pedidos internacionais para flexibilizar a sua taxa de câmbio.
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