EUA e Irão avaliam segunda ronda de negociações sobre conflito no Médio Oriente
Dois petroleiros chegam a Ormuz e têm de voltar para trás após bloqueio dos EUA
“Fomos contactados pelo outro lado. Eles querem chegar a acordo”, alega Trump sobre Irão
Cessar-fogo Irão-EUA continua e partes tentam resolver impasse, diz Paquistão
Trump promete "eliminar" qualquer navio iraniano que tente parar bloqueio
Já começou o bloqueio americano do estreito de Ormuz
António Costa vai reunir-se com líderes dos Emirados, Catar e Arábia Saudita no golfo. Visita começa amanhã
Rússia disposta a receber urânio enriquecido iraniano
Alemanha avança com pacote de medidas de apoio estimado em 1.600 milhões
Irão retoma exportações de crude para a Índia ao fim de sete anos
Turquia quer estreito de Ormuz reaberto o mais depressa possível
China pede navegação "sem entraves" face a bloqueio de portos iranianos
Reino Unido rejeita apoiar bloqueio dos EUA no estreito de Ormuz
Turquia crê que Washington e Teerão são sinceros sobre manutenção de cessar-fogo
Forças Armadas iranianas condenam bloqueio americano de Ormuz como pirataria
Bloqueio de Ormuz pelos EUA começa esta segunda-feira. Só abrange passagem por portos iranianos
Petróleo volta a disparar com receios de nova escalada do conflito no Médio Oriente. Brent acima dos 100 dólares
EUA e Irão avaliam segunda ronda de negociações sobre conflito no Médio Oriente
Os EUA e o Irão estão a discutir a realização de mais uma ronda de negociações presenciais com vista a assegurar um cessar-fogo de longo prazo, de acordo com fontes citadas pela Bloomberg, depois de os primeiros encontros, em Islamabad, no Paquistão, não terem produzido avanços significativos.
O objetivo é realizar novas conversações antes de expirar o cessar-fogo atualmente em vigor, anunciado por Presidente dos EUA, Donald Trump a 7 de abril, durante duas semanas. A possibilidade de mais uma reunião foi avançada pela CNN esta segunda-feira, indicado que estava ser discutida por responsáveis da Casa Branca.
Trump sinalizou também que deverão decorrer mais negociações em breve, ao dizer que os EUA “foram contactados pelo outro lado”, referindo-se aos iranianos, dizendo que estes “querem chegar a acordo”. “Fomos contactados esta manhã pelas pessoas certas, pelas pessoas apropriadas, e elas querem chegar a um acordo”, disse o Presidente dos EUA, sem especificar a identidade dos interlocutores.
Além disso, o primeiro-ministro paquistanês, que serviu de intermediário na primeira ronda de conversações, disse que continuam os esforços para resolver as questões pendentes entre EUA e Irão. Responsáveis diplomáticos da Turquia e Egito também tiveram um papel relevante nas conversações, sugerindo que as negociações poderão ter lugar num destes países.
Depois de as negociações iniciais não terem produzido um acordo, sobretudo por causa da questão nuclear, Trump decidiu bloquear o estreito de Ormuz com a Marinha dos EUA, impedindo a navegação de navios com origem ou destino neste país, como forma de aumentar a pressão sobre o regime de Teerão.
Dois petroleiros chegam a Ormuz e têm de voltar para trás após bloqueio dos EUA
Dois navios petroleiros chegaram ao estreito de Ormuz após a aplicação do bloqueio imposto pelos Estados Unidos às 14:00 GMT e tiveram de voltar para trás, segundo a plataforma de monitoramento de embarcações Marine Traffic.
O primeiro navio, o petroleiro Rich Starry, de 188 metros de comprimento e bandeira do Malaui, deu meia-volta "poucos minutos depois de se aproximar do estreito", indicou a organização, que acrescentou que a embarcação partiu hoje do ancoradouro de Sharjah, nos Emirados Árabes Unidos, e navegava com destino à China.
O outro petroleiro foi identificado como Ostria, de 175 metros de comprimento e bandeira do Botsuana, e segundo a Marine Traffic também mudou de rumo após aproximar-se do estreito.
A empresa Kpler recordou que embora o trânsito através de Ormuz tenha mostrado "um ligeiro aumento" durante o fim de semana, ou seja, enquanto as conversações de paz entre os Estados Unidos e o Irão decorriam em Islamabad, no Paquistão, que terminaram sem acordo, o bloqueio americano daquela estratégica via marítima, adiciona agora uma incerteza sobre a retoma dos fluxos.
"Os movimentos de navios cisterna de GNL [gás natural liquefeito] continuam bloqueados, com embarcações encalhadas em ambos os lados do estreito e há operadores que ainda esperam garantias de segurança mais claras antes de reingressar na rota", indicou a empresa, que lembrou que por aquela via marítima passa aproximadamente um quinto das exportações globais de GNL.
Por outro lado, a plataforma de monitorização de petroleiros Tanker Trackers afirmou na sua conta na rede social X ter detetado em imagens de satélite um petroleiro que partiu da ilha de Jarg, no Irão, simulando no seu Sistema de Identificação Automática (AIS, em inglês) que tinha iniciado a rota na Arábia Saudita.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou hoje "eliminar imediatamente" qualquer navio iraniano que desrespeite o bloqueio que os militares norte-americanos iniciaram no estreito de Ormuz.
“Fomos contactados pelo outro lado. Eles querem chegar a acordo”, alega Trump sobre Irão
O Presidente norte-americano, Donald Trump, disse esta segunda-feira que ainda há hipóteses de os EUA chegarem a acordo com o Irão, apesar do aparente impasse negocial. “Posso dizer que fomos contactados pelo outro lado. Eles querem chegar a acordo muito desesperadamente”, disse Trump na Casa Branca.
Trump refere que os enviados dos EUA “fizeram um bom trabalho nas negociações”, mas que o Irão não concordou por enquanto em abdicar de ter uma arma nuclear. Apesar disso, alega “ter a certeza” de que concordarão com esse aspeto das negociações, caso contrário “não haverá acordo”. Trump reiterou que “fomos contactados esta manhã pelas pessoas certas. Eles querem chegar a acordo”.
Trump assinalou também que, se não houver acordo até ao fim do prazo de suas semanas dado para o cessar-fogo, isso “não será agradável” para os iranianos.
Sobre o bloqueio do estreito de Ormuz, por onde passa grande parte do comércio de crude global, Trump assinalou que “não podemos deixar um país chantagear ou extorquir o mundo, que é isso que estão a fazer”.
Trump afirmou também que os EUA, “apesar de não precisarem de outros países” para controlar o estreito, “alguns ofereceram os seus serviços” e serão divulgados na terça-feira.
O Presidente norte-americano referiu também que muitos petroleiros estão a caminho dos EUA para comprar o crude produzido pelo país, que é "mais do que a Arábia Saudita e a Rússia em conjunto", reiterando que os norte-americanos “não precisam nem utilizam o estreito de Ormuz”.
Cessar-fogo Irão-EUA continua e partes tentam resolver impasse, diz Paquistão
O primeiro-ministro paquistanês, Shehbaz Sharif, assegurou esta segunda-feira que o cessar-fogo entre os Estados Unidos e o Irão se mantinha e que estavam em curso esforços para resolver divergências que impediram um acordo no domingo.
“O cessar-fogo mantém-se e, no momento em que falo, estão em curso esforços para resolver os últimos litígios”, afirmou Sharif durante uma breve alocução transmitida pela televisão do Paquistão.
Delegações dos Estados Unidos e do Irão interromperam no domingo as conversações acolhidas pelo Paquistão sem conseguirem um acordo que permitisse pôr fim à guerra em curso no Médio Oriente.
As duas partes concordaram com um cessar-fogo que entrou em vigor na sexta-feira para permitir as conversações.
Face ao impasse em Islamabad, o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou um bloqueio a todos os portos do Irão a partir das 15:00 de hoje, hora de Lisboa.
O exército norte-americano não confirmou imediatamente se o bloqueio tinha efetivamente começado, de acordo com a agência de notícias France-Presse (AFP).
Trump promete "eliminar" qualquer navio iraniano que tente parar bloqueio
O bloqueio da marinha norte-americana do estreito de Ormuz já começou e o Presidente dos EUA, Donald Trump, promete ser implacável. Numa publicação nas redes sociais, o líder da maior economia do mundo refere que a marinha iraniana está toda no "fundo do mar" e "obliterada", exceto uma pequena porção de "navios de ataque rápido" que foram poupados pelos EUA - mas que Trump promete "eliminar" caso tentem impedir o bloqueio.
"Se algum destes navios se aproximar do nosso bloqueio, será imediatamente eliminado, utilizando o mesmo sistema de abate que usamos contra os traficantes de droga em embarcações no mar. É rápido e brutal", referiu o Presidente norte-americano, minutos depois de o bloqueio ter entrado em vigor às 15:00 de Lisboa desta segunda-feira.
Além de navios com origem iraniana, os EUA prometeram ainda bloquear qualquer embarcação que tente passar pelo estreito de Ormuz através dos portos do país do Médio Oriente, na sequência das negociações falhadas entre Teerão e Washington, este fim de semana, em Islamabad. A decisão levou barril de Brent a voltar a negociar acima dos 100 dólares.
Já começou o bloqueio americano do estreito de Ormuz
Começou às 15:00, hora de Lisboa, o bloqueio dos EUA ao estreito de Ormuz. A partir de agora, os EUA deverão intercetar os navios que passem por portos iranianos.
Não é claro que meios é que vão ser utilizados para aplicar este bloqueio, mas os EUA têm ao seu dispôr, pelo menos, o USS Tripoli, um navio de guerra anfíbio, que pode levar a bordo 3.500 tripulantes, além de caças "stealth" e aviões de transporte.
O bloqueio surgiu em consequência das negociações falhadas entre Irão e EUA, este fim de semana, em Islamabad.
O barril de Brent segue a negociar nos 100 dólares, valorizando cerca de 5%.
António Costa vai reunir-se com líderes dos Emirados, Catar e Arábia Saudita no golfo. Visita começa amanhã
O presidente do Conselho Europeu, António Costa, vai reunir-se, durante o dia 14 e 15 de abril, com os líderes dos Emirados Árabes Unidos (EAU), da Arábia Saudita e do Catar na região do golfo Pérsico.
A informação, avançada em comunicado pela instituição europeia, revela que no centro do encontro estarão os últimos desenvolvimentos no Irão e no Médio Oriente. O objetivo será “trocar pontos de vista sobre formas de garantir uma segurança regional e global duradoura”, cita a mesma nota.
“A nossa prioridade e o nosso foco residem na colaboração com os nossos parceiros do Golfo para salvaguardar a estabilidade regional e proteger os nossos civis e os nossos interesses”, escreve o antigo primeiro-ministro português no comunicado. “Só é possível alcançar uma paz sustentável através da negociação e da diplomacia, conduzidas principalmente pelos próprios intervenientes da região”, acrescentou.
No dia 14 de abril, o presidente do Conselho Europeu reunir-se-á com o Presidente dos Emirados Árabes Unidos, Mohamed bin Zayed Al Nahyan, em Abu Dhabi, e com o príncipe herdeiro e primeiro-ministro da Arábia Saudita, Mohammed bin Salman, em Jeddah. Já no dia 15 de abril, António Costa reúne-se com o emir do Catar, Tamim bin Hamad Al Thani, em Doha.
Rússia disposta a receber urânio enriquecido iraniano
A Federação Russa mostrou-se hoje disposta a receber o urânio enriquecido da República Islâmica iraniana, como parte de um eventual acordo de paz, um dia após o fracasso das negociações entre Washington e Teerão, no Paquistão.
"Essa proposta foi feita pelo Presidente [russo] Vladimir Putin durante contactos com os Estados Unidos da América (EUA) e com países da região. A oferta ainda está de pé, mas ainda não foi concretizada", disse o porta-voz do Kremlin (presidência russa), Dmitri Peskov, em conferência de imprensa.
As delegações de EUA e República Islâmica iraniana deixaram Islamabad no domingo sem acordo, no encontro cara-a-cara de mais alto nível entre os dois países desde a revolução islâmica de 1979.
Os EUA anunciaram que vão iniciar o bloqueio dos portos do Irão a partir das 15:00 de hoje (hora de Lisboa) na sequência da falta de acordo após 20 horas de negociações realizadas no fim de semana na capital do Paquistão.
A guerra em curso no Médio Oriente foi desencadeada por uma ofensiva militar conjunta de EUA e Israel lançada em 28 de fevereiro, quando decorriam negociações entre Washington e Teerão precisamente sobre o programa nuclear iraniano.
A ofensiva israelo-americana foi retaliada pelo Irão com ataques a Israel e a países da região, terá causado mais de quatro mil mortos até à trégua iniciada na sexta-feira, maioritariamente no Irão e no Líbano.
Provocou também subidas nos preços do petróleo dado o bloqueio pelo Irão do Estreito de Ormuz, por onde passa um quinto da produção de energia mundial, o que fez recear uma crise inflacionária global.
Alemanha avança com pacote de medidas de apoio estimado em 1.600 milhões
O Governo alemão anunciou hoje medidas adicionais de apoio face à escalada dos preços da energia avaliadas em 1,6 mil milhões de euros, que incluem a redução durante dois meses do imposto sobre combustíveis.
O líder alemão afirmou que a guerra no Médio Oriente é a verdadeira causa dos problemas que enfrentam, ao anunciar a redução temporária do imposto energético sobre o gasóleo e a gasolina, no valor de cerca de 17 cêntimos por litro.
Friedrich Merz anunciou também uma isenção fiscal para um subsídio de compensação de 1.000 euros que as empresas pretendam pagar seus funcionários.
As medidas anunciadas irão custar cerca de 1,6 mil milhões de euros às finanças públicas, afirmou a ministra social-democrata do Trabalho, Bärbel Bas.
Para compensar estas perdas, a coligação pretende aplicar, a partir de 2026, o aumento programado do imposto sobre o tabaco, anunciou o ministro social-democrata das Finanças, Lars Klingbeil.
A hipótese de um imposto sobre os lucros extraordinários do petróleo, defendida por este último, foi, pelo contrário, descartada por enquanto, tendo Merz afirmado dar preferência a "medidas ao abrigo do direito da concorrência e do direito fiscal".
"Não podemos compensar com recursos públicos cada resultado, cada evolução nos mercados", explicou Merz, para justificar a duração limitada da redução deste imposto.
"O Estado não pode absorver todas as incertezas, todos os riscos, todas as perturbações da política mundial", acrescentou.
A Alemanha deve esperar sentir "ainda por muito tempo as consequências" da guerra no Médio Oriente, "mesmo quando esta terminar", advertiu também.
"Estamos a preparar-nos para que, durante um período prolongado, haja um encargo considerável para a economia alemã" e, portanto, também para as famílias, insistiu o líder conservador, no cargo há um ano.
No início de abril, os principais institutos económicos do país estimaram que o choque energético iria "abrandar" a recuperação da economia alemã.
Neste sentido, o Produto Interno Bruto (PIB) alemão deverá crescer 0,6% em 2026 e 0,9% em 2027, o que representa, respetivamente, uma queda de 0,6 e 0,5 pontos percentuais em relação às previsões do outono.
Irão retoma exportações de crude para a Índia ao fim de sete anos
Um superpetroleiro iraniano voltou a descarregar crude na Índia pela primeira vez em sete anos, num movimento facilitado por uma isenção temporária de sanções dos Estados Unidos. Segundo o El País, o navio Felicity, da companhia nacional iraniana, entregou cerca de dois milhões de barris à Reliance Industries, na refinaria de Sikka, estando previstos novos envios nos próximos dias.
A operação insere-se numa moratória de 30 dias aprovada em março pelo Office of Foreign Assets Control (Gabinete de Controlo de Ativos Estrangeiros), que permite a venda de crude iraniano já armazenado ou pronto para entrega, com o objetivo de conter a escalada dos preços da energia. A medida, que expira a 19 de abril, colocou no mercado cerca de 140 milhões de barris, contribuindo para reduzir os descontos do petróleo iraniano num contexto de subida global dos preços, próxima de 30%.
Apesar deste alívio temporário, o impacto estrutural na economia iraniana deverá ser limitado. As sanções norte-americanas mantêm-se e há menor cooperação de países do Golfo nos mecanismos de evasão, o que restringe os canais de comercialização. Assim, mesmo com o aumento das exportações, os ganhos efetivos para Teerão permanecem condicionados.
Turquia quer estreito de Ormuz reaberto o mais depressa possível
O ministro dos Negócios Estrangeiros turco, Hakan Fidan, reclamou hoje a reabertura do estreito de Ormuz "o mais depressa possível", após o fracasso das negociações de domingo entre Irão e Estados Unidos.
"O que dizemos é que as negociações necessárias com o Irão devem realizar-se, que é preciso dar provas de persuasão e que o estreito deve ser reaberto o mais depressa possível", insistiu Fidan durante uma entrevista em direto à agência de notícias estatal Anadolu.
A Turquia envolveu-se nas transações com o Egito e o Paquistão antes da realização dos primeiros encontros diretos, no fim de semana, em Islamabad, entre as delegações do Irão e dos Estados Unidos, interrompidos no domingo de manhã.
"Mantivemo-nos em contacto com as partes envolvidas nas negociações ao longo do dia, a fim de considerar o que podemos fazer", prosseguiu Fidan.
O chefe da diplomacia turca reconheceu o risco de um impasse sobre o programa nuclear do Irão.
"Se a questão nuclear se resumir a uma situação de tudo ou nada, em particular sobre o enriquecimento [de urânio], poderemos estar confrontados com sérios obstáculos", admitiu.
Os Estados Unidos anunciaram que vão iniciar o bloqueio dos portos do Ião a partir das 15:00 de hoje (hora de Lisboa) na sequência da falta de acordo após 20 horas de negociações realizadas no fim de semana na capital do Paquistão.
O Presidente norte-americano, Donald Trump, justificou o bloqueio do estreito de Ormuz, que liga os golfos da Arábia e de Omã, com o que disse ser a recusa do Irão de renunciar às ambições nucleares.
A guerra em curso no Médio Oriente foi desencadeada por uma ofensiva militar conjunta dos Estados Unidos e de Israel lançada em 28 de fevereiro, quando decorriam negociações entre Washington e Teerão precisamente sobre o programa nuclear iraniano.
As partes interromperam as hostilidades na sexta-feira para as conversações de Islamabad e o ministro dos Negócios Estrangeiros da Turquia encorajou Teerão e Washington a manter o cessar-fogo.
"Pelo que sei, as duas partes são sinceras sobre o cessar-fogo", declarou Hakan Fidan à Anadolu, de acordo com a agência de notícias France-Press (AFP).
A guerra iniciada pela ofensiva israelo-americana, a que o Irão respondeu com ataques a Israel e a países da região, terá causado mais de quatro mil mortos até à trégua iniciada na sexta-feira, maioritariamente no Irão e no Líbano.
Provocou também subidas nos preços do petróleo dado o bloqueio pelo Irão do estreito de Ormuz, por onde passa um quinto da produção de energia mundial, o que fez recear uma crise inflacionária global.
O chefe da diplomacia turca disse que Ancara defende o regresso à situação anterior à guerra, sem uma portagem para atravessar uma via marítima essencial para o comércio mundial, como ameaçou o Irão.
"Os países da região com os quais falei estão preocupados com uma coisa: querem regressar, após a guerra, ao regime em vigor antes do conflito", insistiu.
Fidan lembrou que "se trata de uma zona internacional de livre passagem".
"A violação desta liberdade de passagem e desta segurança não é desejável para nenhuma das partes", afirmou.
O ministro turco acrescentou que pelo estreito transita não só petróleo e gás, mas também "géneros alimentares e outras mercadorias destinadas aos países do Golfo".
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