Costa: UE disponível para ajudar "reconstrução das infraestruturas energéticas do Golfo"
O desencadear da guerra no Médio Oriente levou à destruição de uma boa parte da infraestrutura energética do Golfo Pérsico e a União Europeia (UE) está disponível para ajudar na reconstrução. A garantia vem de António Costa, presidente do Conselho Europeu e antigo primeiro-ministro de Portugal, que defende que a "diplomacia é a única via sustentável a seguir" para acabar com o conflito que está prestes a entrar na nona semana.
"A diplomacia é a única via sustentável a seguir e a UE está disposta a contribuir para todos os esforços em curso. Isso inclui o dossiê nuclear e o apoio à reconstrução das infraestruturas energéticas do Golfo, com vista a estabilizar os mercados energéticos globais", afirmou Costa, após um encontro com parceiros europeus do Médio Oriente no Chipre, que contou com a presença do Presidente do Líbano, Joseph Aoun, o Presidente interino da Síria, Ahmed al-Sharaa, e ainda o secretário-geral do Conselho de Cooperação do Golfo, Jasem Mohamed AlBudaiwi.
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António Costa relembrou que a guerra no Médio Oriente já está a ter "consequências desastrosas" não só a nível de infraestrutura, mas também para as pessoas e para a economia global, apelando mais uma vez à "redução de tensões e à negociação, em completo respeito com a lei internacional" e à reabertura sem restrições do estreito de Ormuz. "O recente anúncio da prorrogação do cessar-fogo no Irão constitui um passo positivo. As negociações devem prosseguir com o objetivo de encontrar uma solução duradoura para pôr fim a esta guerra e dar resposta às principais preocupações", acrescentou, à margem da cimeira informal de chefes de Estado e de Governo da UE.
Olhando para o Líbano, o presidente do Conselho Europeu saúda a extensão do cessar-fogo com Israel, mas espera que este seja "implementado no terreno". António Costa saúda ainda a decisão do líder libanês de proibir as ações militares do Hezbollah - grupo radical xiita pró-iraniano - e refere que a UE está disponível para encontrar "uma solução sustentável para restaurar a estabilidade" do país. E isso inclui "continuar a apoiar as autoridades nos seus esforços de desmilitarizar o Hezbollah", refere ainda.
"Somos um parceiro de confiança e previsível para todos vós, hoje e no futuro. Partilhamos o vosso objetivo de construir um futuro próspero, estável e pacífico para a região. E estamos prontos para continuar a contribuir", rematou António Costa.
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