Decisão de Montenegro de assumir pasta da Administração Interna é "sinal político", diz Marcelo

"O senhor primeiro-ministro, ao assumir, nestes dias que são particularmente sensíveis, quis dar um sinal político", disse Marcelo Rebelo de Sousa, que falava aos jornalistas quase no final de uma visita à região de Coimbra, que vive por estes dias o risco de cheias na bacia do Mondego.
Marcelo Rebelo de Sousa cumprimenta militares durante a passagem por Montemor-o-Velho para se inteirar da situação das inundações do Rio Mondego
Paulo Novais Lusa/EPA
Lusa 18:43

O Presidente da República considerou esta quarta-feira que a decisão do primeiro-ministro de assumir a tutela do Ministério da Administração Interna é "um sinal político" dado ao país.

"O senhor primeiro-ministro, ao assumir, nestes dias que são particularmente sensíveis, quis dar um sinal político", disse Marcelo Rebelo de Sousa, que falava aos jornalistas quase no final de uma visita à região de Coimbra, que vive por estes dias o risco de cheias na bacia do Mondego.

PUB

Maria Lúcia Amaral demitiu-se na terça-feira do cargo de ministra da Administração Interna, com o primeiro-ministro a assumir aquela tutela.

Com Luís Montenegro ao seu lado na visita, o Presidente da República considerou "uma decisão compreensível" o líder do Governo assumir a pasta numa situação de mau tempo, "que ainda vai durar nos próximos dias".

"Eu acho que foi uma boa solução", disse, considerando que o sinal dado por Luís Montenegro é de "reforço político num tempo em que o combate é coletivo, é solidário".

PUB

A demissão da ministra da Administração Interna, Maria Lúcia Amaral, que constitui a primeira saída do atual Governo PSD/CDS-PP chefiado por Luís Montenegro, foi divulgada na terça-feira à noite através de uma nota no sítio oficial da Presidência da República na Internet.

A constitucionalista Maria Lúcia Amaral assumiu a pasta de ministra da Administração Interna em 05 de junho 2025, com a posse do XXV Governo, depois de oito anos à frente da Provedoria de Justiça, e deixa o executivo passados oito meses.

A demissão surge num contexto de uma série de depressões e tempestades que têm assolado o país.

PUB
Pub
Pub
Pub