Ao minuto08.02.2026

APA nega acusação de questões administrativas para falta de energia

Acompanhe os desenvolvimentos relativamente aos estragos e condicionamentos provocados pelo mau tempo em diferentes regiões do país.
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Foto: António Pedro Santos/ Lusa Elementos da Proteção Civil passam com um bote pela zona que ficou submersa pela subida da água do Rio Liz devido ao mau tempo, em Leiria Foto: Pedro Castanheira e Cunha/ Lusa Imagem captada por drone das inundações na cidade de Leiria depois de o concelho ter sido gravemente afetado pela depressão Kristin Foto: Estela Silva / Lusa - EPA Caudal do Rio Douro continua a subir Foto: :Pedro Castanheira e Cunha Imagem captada por drone das inundações na cidade de Leiria depois de o concelho ter sido gravemente afetado pela depressão Kristin Foto: José Sena Goulão / Lusa - EPA Efeitos do mau tempo em Santarém Foto: António Pedro Santos/ Lusa m popular resgata uma ovelha na zona que ficou submersa pela subida da água do Rio Lis devido ao mau tempo, em Leiria Foto: Carlos Barroso O caudal do Rio Arnóia em Óbidos subiu e as descargas da barragem levaram ao isolamento da aldeia dos Casais Brancos em Óbidos, tendo os bombeiros retirado pessoas de casas
Negócios 08 de Fevereiro de 2026 às 17:15
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08.02.2026

APA nega acusação de questões administrativas para falta de energia

A Agência Portuguesa do Ambiente (APA) rejeitou este domingo a responsabilidade de falta de energia por questões administrativas, que diz dever-se apenas a danos na estação de bombagem, na sequência da acusação do presidente da Câmara de Montemor-o-Velho.

"Não corresponde à verdade que a falta de energia ou a sua reposição se tenham ficado a dever a quaisquer razões de natureza administrativa, da responsabilidade da Agência Portuguesa do Ambiente", lê-se num comunicado deste organismo público enviado à agência Lusa.

No documento, a APA indicou que "a linha de alimentação de energia elétrica da Estação de Bombagem foi danificada na sequência da passagem da tempestade Kristin, comprometendo o funcionamento dos respetivos equipamentos".

"Acresce que as características dos equipamentos da referida estação inviabilizam o recurso a fontes alternativas de alimentação de energia, nomeadamente a utilização de geradores", referiu.

Segundo a APA, desde a ocorrência, "têm sido desenvolvidos todos os esforços para a reposição do fornecimento de energia à Estação de Bombagem, em articulação e com o máximo empenho de todas as entidades envolvidas".

"A APA, em conjunto com as demais entidades, tem desenvolvido um esforço significativo de gestão do Sistema Hidráulico do Mondego durante este período. Esse esforço, que se iniciou semanas antes das tempestades que assolaram o país, contribuiu para impedir que as cheias tivessem consequências mais graves para pessoas e bens", escreveu no documento no qual assume que "todas as entidades continuam empenhadas, na resolução desta situação" de cheias.

O comunicado de imprensa da APA foi enviado à agência Lusa depois de ter noticiado que o presidente da Câmara de Montemor-o-Velho, no distrito de Coimbra, acusava a agência de não deixar ligar a bombagem que permitiria retirar a água acumulada naquele município do Baixo Mondego, considerando "vergonhosa" a "inoperância" da autoridade ambiental.

A acusação de José Veríssimo, hoje, surgiu na sequência da questão levantada pela agência Lusa se já estava em funcionamento a única bomba instalada nas comportas do Foja, a jusante de Montemor-o-Velho e da povoação da Ereira, isto depois de as autoridades terem estado vários dias a tentar ligar o equipamento.

José Veríssimo começou por dizer não querer falar sobre o assunto, classificando-o de "mais uma vergonha", mas acabou por falar numa alegada "falta de autorização" da APA para "ligar" a bombagem.

"Infelizmente as pessoas continuam sentadas na cadeira e não querem resolver os problemas", acusou o autarca.

08.02.2026

E-Redes contabiliza 70 mil clientes sem energia elétrica às 12:00

Cerca de 70 mil clientes da E-Redes no território continental, dos quais 62 mil na zona mais afetada pela depressão Kristin, continuavam hoje às 12:00 sem abastecimento de eletricidade, segundo a empresa.

No segundo balanço do dia enviado pela E-Redes à agência Lusa mantém-se o registo de descida do total de clientes sem luz elétrica, depois do aumento verificado no sábado, na sequência da passagem da depressão Marta.

Segundo a empresa, às 03:00 de sábado a E-Redes tinha por alimentar cerca de 56 mil clientes na zona da depressão Kristin. Com o agravamento das condições meteorológicas causadas pela passagem da depressão Marta, às 19:30 de sábado o número subiu para 124 mil clientes sem abastecimento de eletricidade na zona da depressão Kristin e um total de 167 mil clientes em todo o território continental.

Hoje, pelas 12:00, estavam cerca de 70 mil clientes sem ligação à rede elétrica em todo o país, dos quais 62 mil na zona mais afetada pela depressão Kristin. Segundo a empresa, o distrito de Leiria concentrava o maior número de clientes sem fornecimento de energia elétrica, com 42 mil, seguindo-se Santarém, com nove mil, Coimbra, com oito mil, e Castelo Branco, com dois mil clientes sem eletricidade.O balanço anterior, divulgado às 08:00 de hoje, indicava que havia 76 mil clientes sem fornecimento de energia elétrica.

08.02.2026

Governo coloca 48 municípios em situação de contingência até ao dia 15

O Governo colocou 48 concelhos de Portugal continental em situação de contingência até ao dia 15 devido à ocorrência ou risco elevado de cheias e inundações, segundo um despacho publicado em Diário da República.

De acordo com o despacho, publicado em Diário da República no sábado, a situação de contingência para estes 48 municípios está em vigor desde as 00:00 de quinta-feira, dia 05, e o dia 15 de fevereiro.

Na quinta-feira, o primeiro-ministro, Luís Montenegro, anunciou que a situação de calamidade iria voltar a ser alargada, estendendo-se por mais sete dias, até ao dia 15.

Devido ao mau tempo, o Governo começou por decretar situação de calamidade em Portugal continental entre 28 de janeiro e 01 de fevereiro para cerca de 60 municípios, tendo depois estendido a medida até ao dia 08 de fevereiro para um total de 68 concelhos.

Além de prolongar a situação de calamidade, no Conselho de Ministros realizado na quinta-feira o executivo decidiu decretar a situação de contingência "nas zonas com risco maior em termos de inundações", que é o nível intermédio na Lei de Bases da Proteção Civil, inferior à calamidade e superior ao alerta.

"Garantimos assim, de facto, a continuação da mobilização de todos os meios da proteção civil, dos bombeiros, dos militares, das forças de seguranças, dos departamentos de saúde, de segurança social, de apoio psicológico, dos sapadores florestais, das autarquias locais. Só juntos, com todo o contributo, que tem sido absolutamente inexcedível de todas estas entidades, e também de muitas pessoas, de muitos voluntários, só com esse esforço conjunto é possível enfrentar uma adversidade como aquela que temos pela frente", declarou o primeiro-ministro nesse dia.

Assim, e de acordo com o despacho publicado no sábado, são 48 os municípios que estão em situação de contingência, entre os quais Alcoutim, Alenquer, Almeirim, Alpiarça, Alvito, Amarante, Anadia, Arcos de Valdevez, Arganil, Azambuja, Barcelos, Benavente, Braga, Cartaxo, Cascais, Castro Marim, Chamusca, Chaves e Coruche.

Estão também abrangidos pela situação de contingência os concelhos de Ferreira do Alentejo, Gavião, Gondomar, Grândola, Lamego, Lisboa, Loures, Mafra, Mortágua, Oeiras, Oliveira do Hospital, Ourique, Peso da Régua, Ponte da Barca, Ponte de Lima, Portalegre e Porto.

Os municípios de Salvaterra de Magos, Santiago do Cacém, Santo Tirso, Silves, Sintra, Sobral de Monte Agraço, Tábua, Trofa, Vila Franca de Xira, Vila Nova de Famalicão, Vila Nova de Gaia, Vila Real de Santo António e Vila Verde fazem igualmente parte da lista.

"Considerando a ausência de previsão de melhoria das condições meteorológicas ou de redução dos níveis de risco e dado o contínuo registo de ocorrências relacionadas com cheias, inundações e deslizamentos de terras", o Governo "decidiu declarar a situação de contingência nas zonas com maior risco de cheias e inundações, de modo a assegurar as condições para continuar a prevenir e a reagir com o mais elevado grau de prontidão", lê-se no despacho.

08.02.2026

Governo coloca 48 municípios em situação de contingência até ao dia 15

O Governo colocou 48 concelhos de Portugal continental em situação de contingência até ao dia 15 devido à ocorrência ou risco elevado de cheias e inundações, segundo um despacho publicado em Diário da República.

De acordo com o despacho, publicado em Diário da República no sábado, a situação de contingência para estes 48 municípios está em vigor desde as 00:00 de quinta-feira, dia 05, e o dia 15 de fevereiro.

Na quinta-feira, o primeiro-ministro, Luís Montenegro, anunciou que a situação de calamidade iria voltar a ser alargada, estendendo-se por mais sete dias, até ao dia 15.

Devido ao mau tempo, o Governo começou por decretar situação de calamidade em Portugal continental entre 28 de janeiro e 01 de fevereiro para cerca de 60 municípios, tendo depois estendido a medida até ao dia 08 de fevereiro para um total de 68 concelhos.

Além de prolongar a situação de calamidade, no Conselho de Ministros realizado na quinta-feira o executivo decidiu decretar a situação de contingência "nas zonas com risco maior em termos de inundações", que é o nível intermédio na Lei de Bases da Proteção Civil, inferior à calamidade e superior ao alerta.

"Garantimos assim, de facto, a continuação da mobilização de todos os meios da proteção civil, dos bombeiros, dos militares, das forças de seguranças, dos departamentos de saúde, de segurança social, de apoio psicológico, dos sapadores florestais, das autarquias locais. Só juntos, com todo o contributo, que tem sido absolutamente inexcedível de todas estas entidades, e também de muitas pessoas, de muitos voluntários, só com esse esforço conjunto é possível enfrentar uma adversidade como aquela que temos pela frente", declarou o primeiro-ministro nesse dia.

Assim, e de acordo com o despacho publicado no sábado, são 48 os municípios que estão em situação de contingência, entre os quais Alcoutim, Alenquer, Almeirim, Alpiarça, Alvito, Amarante, Anadia, Arcos de Valdevez, Arganil, Azambuja, Barcelos, Benavente, Braga, Cartaxo, Cascais, Castro Marim, Chamusca, Chaves e Coruche.

Estão também abrangidos pela situação de contingência os concelhos de Ferreira do Alentejo, Gavião, Gondomar, Grândola, Lamego, Lisboa, Loures, Mafra, Mortágua, Oeiras, Oliveira do Hospital, Ourique, Peso da Régua, Ponte da Barca, Ponte de Lima, Portalegre e Porto.

Os municípios de Salvaterra de Magos, Santiago do Cacém, Santo Tirso, Silves, Sintra, Sobral de Monte Agraço, Tábua, Trofa, Vila Franca de Xira, Vila Nova de Famalicão, Vila Nova de Gaia, Vila Real de Santo António e Vila Verde fazem igualmente parte da lista.

"Considerando a ausência de previsão de melhoria das condições meteorológicas ou de redução dos níveis de risco e dado o contínuo registo de ocorrências relacionadas com cheias, inundações e deslizamentos de terras", o Governo "decidiu declarar a situação de contingência nas zonas com maior risco de cheias e inundações, de modo a assegurar as condições para continuar a prevenir e a reagir com o mais elevado grau de prontidão", lê-se no despacho.

08.02.2026

E-Redes vai divulgar às câmaras clientes sem energia, mas exclui órgãos de comunicação social

A E-Redes vai remeter às câmaras municipais o número de clientes sem energia na sequência do mau tempo, mas os órgãos de comunicação social estão excluídos desta informação, segundo fonte oficial da empresa.

"Os números por concelho serão divulgados às Câmaras Municipais assim que os tivermos", declarou à agência Lusa fonte oficial da E-Redes, a principal operadora da rede de distribuição de energia elétrica em Portugal Continental das redes de alta, média e baixa tensão.

A mesma fonte oficial adiantou que "à comunicação social não há números por concelho", com a empresa a assegurar que "o número de clientes com eletricidade reposta está a aumentar".

"A E-Redes, sempre que tiver números disponíveis relativos à reposição da energia elétrica a nível nacional e, concretamente, das zonas mais afetadas pela depressão Kristin, vai divulgar aos meios de comunicação social como tem sido feito até agora", declarou.

De acordo com informação enviada esta manhã aos 'media', às 08:00 de hoje a E-Redes tinha por alimentar cerca de 66 mil clientes na zona da depressão Kristin e um total de 76 mil clientes em todo o território continental.

No sábado, a câmara e as 20 juntas de freguesia de Leiria criticaram "a falta de informação objetiva, atualizada e acessível" da E-Redes.

08.02.2026

Situação mantém-se crítica, alerta Proteção Civil

A Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) alertou que apesar do desagravamento meteorológico das últimas horas "a situação continua bastante crítica" em relação a risco de cheias, pela saturação de solos e albufeiras em níveis máximos.

"Eu quero alertar toda a população portuguesa que a situação continua bastante crítica, com todas as albufeiras nos seus níveis máximos de armazenamento, e, portanto, estas condições meteorológicas para o final do dia de hoje, madrugada de segunda-feira e para dia 10, terça-feira, quando está previsto mais um episódio meteorológico [que] poderá ter alguma severidade, continuam a ser críticas e a manter-nos todos em profunda situação de alerta", disse o comandante nacional da ANEPC, Mário Silvestre.

No 'briefing' das 12:00 sobre o ponto de situação na prevenção e apoio às zonas e populações afetadas pelo mau tempo, na sede da ANEPC, em Carnaxide, Oeiras (distrito de Lisboa), o comandante nacional alertou para novo agravamento a partir do final da tarde de hoje e para a possibilidade de precipitação forte nos distritos litorais do continente até Aveiro, "que poderá ser para aviso amarelo em algumas zonas".

"Este aparente desagravamento da situação meteorológica durante o dia de hoje não significa uma passagem do risco. Portanto, nós continuamos com risco elevado devido às inundações, não é a precipitação em si ou os fenómenos de precipitação, não é a chuva que nos vai causar problemas significativos, é a saturação dos solos e as zonas que já estão inundadas", explicou o comandante nacional.

Às 12:00 de hoje a Proteção Civil registava 11.213 ocorrências desde as 16:00 de 01 de fevereiro (domingo passado) e pelo menos 1.272 deslocados desde as 16:00 de 27 de janeiro (chegada da depressão Kristin a Portugal), sobretudo devido a deslizamentos de terras, "a situação que mais desalojados está a criar", sublinhou Mário Silvestre, que pediu especial atenção das populações a eventuais situações de risco.

O risco mais significativo de inundações regista-se nos rios Mondego, Tejo, Sorraia e Sado, sendo que no Tejo o plano especial para as cheias se mantém no nível vermelho. Mário Silvestre adiantou também que há oito planos distritais de proteção civil ativados e 92 municipais, e 19 situações de alerta por parte dos municípios.

A Proteção Civil mantém-se em nível de prontidão máximo (nível 4) até às 23:59 de segunda-feira, altura em que será feita uma reavaliação desse nível para os dias seguintes.

O fornecimento de energia ainda não foi restabelecido para 76 mil pessoas, segundo números da E-Redes de hoje de manhã, e Mário Silvestre referiu que, desses, 66 mil são consequência direta da passagem da depressão Kristin pela zona centro.

Mário Silvestre voltou a reforçar recomendações de prevenção e proteção às populações, apelando para que se mantenham longe dos cursos de água e que não atravessem zonas inundadas, nem de carro nem a pé, sublinhando que 30 centímetros de água são suficientes para provocar o arrastamento de pessoas.

O responsável apelou para que se alertem as autoridades para situações de fissuras recentes no solo, quedas de árvores ou deslizamentos de terras.

08.02.2026

E-Redes contabiliza 76 mil clientes sem energia elétrica às 08:00

Cerca de 76 mil clientes da E-Redes no território continental, dos quais 66 mil na zona mais afetada pela depressão Kristin, continuavam hoje às 08:00 sem abastecimento de eletricidade, segundo a empresa.

No balanço enviado pela E-Redes à agência Lusa regista-se uma descida do total de clientes por alimentar, depois do aumento verificado no sábado, na sequência da passagem da depressão Marta.

Segundo a empresa, às 03:00 de sábado a E-Redes tinha por alimentar cerca de 56 mil clientes na zona da depressão Kristin.

Com o agravamento das condições meteorológicas causadas pela passagem da depressão Marta, às 19:30 de sábado o número subiu para 124 mil clientes sem abastecimento de eletricidade na zona da depressão Kristin e um total de 167 mil clientes em todo o território continental.

Hoje, o número voltou a descer, com um total de 76 mil clientes sem ligação à rede elétrica em todo o país, dos quais 66 mil na zona mais afetada pela depressão Kristin.

Catorze pessoas morreram em Portugal desde a semana passada na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.

As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.

O Governo prolongou a situação de calamidade até dia 15 para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.

08.02.2026

Caudais do Tejo estabilizam no distrito de Santarém

Os caudais do rio Tejo no distrito de Santarém mantêm-se este domingo relativamente estáveis, entre os 6.000 e os 6.500 metros cúbicos por segundo, indicou à Lusa a Proteção Civil de Santarém.

Segundo o presidente da Comissão Distrital da Proteção Civil de Santarém, Manuel Jorge Valamatos, as barragens de Fratel e Pracana estão a debitar cerca de 5.000 metros cúbicos por segundo (m³/s), enquanto Castelo de Bode liberta aproximadamente 1.000 m³/s, valores que, somados ao comportamento das linhas de água, mantêm o Tejo num patamar considerado estável face aos episódios de cheia mais severos registados na última semana.

Manuel Jorge Valamatos destacou ainda que o comportamento das ribeiras tem sido particularmente positivo, contribuindo para aliviar a pressão sobre o Tejo e também sobre o Zêzere.

"As ribeiras têm conseguido largar bastante água e diminuir os seus caudais, e isso manifesta-se no Tejo e na junção com o Zêzere", afirmou, sublinhando que este fenómeno ajuda a criar "uma situação mais estável", sobretudo num contexto em que as condições meteorológicas começam a dar sinais de melhoria.

Segundo informações transmitidas pela Agência Portuguesa do Ambiente à estrutura distrital, a chuva deverá diminuir "de forma significativa" ao longo do dia de hoje.

"A tendência é para que se mantenham os níveis das descargas, de forma a que as barragens possam fazer o seu encaixe para dias mais chuvosos que, infelizmente, se avizinham", acrescentou Manuel Jorge Valamatos.

Apesar de o comportamento do Tejo ser, nesta fase, mais favorável do que nos momentos mais críticos da cheia, em que se registaram valores de 8.000 m³/s em Abrantes, no distrito de Santarém continuam a registar-se ocorrências relacionadas com os efeitos acumulados da chuva e da saturação dos solos.

Segundo o responsável da Proteção Civil, existem ainda situações associadas a quedas de árvores e derrocadas, que continuam a exigir acompanhamento permanente das equipas no terreno.

"A situação está mais tranquila, mas temos de estar todos muito atentos e acompanhar a todo o momento", alertou.

O responsável reforçou ainda que a diminuição da chuva será crucial para que ribeiras e barragens recuperem capacidade de armazenamento, contribuindo para estabilizar os caudais do Tejo nas próximas horas.

08.02.2026

Exército com 1.648 militares em 41 concelhos de 12 distritos

O Exército contabiliza este domingo no terreno 1.648 militares distribuídos em 41 concelhos de 12 distritos de Portugal, apoiados por centenas de viaturas e outros equipamentos para ajudar as populações afetadas pelas cheias.

Em comunicado, o Exército informa que "mantém o seu empenhamento no apoio às populações afetadas pelas cheias, em coordenação com as autoridades competentes, assegurando uma resposta contínua, integrada e ajustada às necessidades identificadas no terreno".

No dia de hoje, "o Exército tem 1.648 militares empenhados, em 12 distritos e 41 municípios, garantindo missões de engenharia, remoção de escombros e limpeza, desobstrução, contenção de caudais, patrulhamento de proximidade, comunicações, energia/iluminação, transportes, apoio sanitário e intervenção psicológica".

Para assegurar esta capacidade "estão mobilizadas 153 viaturas táticas ligeiras, 129 viaturas táticas pesadas, 23 máquinas de engenharia e 15 geradores, bem como módulos de comunicações, complementados por meios preposicionados para emprego rápido sempre que necessário".

Até ao momento, indica o Exército, "o esforço desenvolvido traduziu-se "na proteção e recuperação de habitações, com 207 lonas/telas aplicadas e 64 coberturas reparadas", bem como no restabelecimento de acessos e apoio logístico.

Além disso, foram ainda transportadas 264 toneladas de carga e 362 quilómetros itinerários/estradas abertos e removidas 526 toneladas de escombros, em operações de "recuperação de condições de segurança".

Na nota, o Exército refere que foram igualmente disponibilizadas 1.826 camas, realizadas 773 patrulhas, apoiadas 233 situações de dificuldade social e assegurado apoio de lavandaria, com 1.350 quilogramas de roupa lavada.

"Em operações de resposta imediata, foram também transportadas 500 pessoas, instalados 180 metros de barreiras de contenção e utilizados 10.133 sacos de areia, reforçando a proteção de pessoas e bens nas zonas mais vulneráveis", enumera.

O Exército Português assegura que "continuará a atuar onde for necessário e pelo tempo que se justificar, mantendo capacidades em prontidão e adaptando o dispositivo à evolução da situação no terreno".

08.02.2026

Toda a costa com aviso de agitação marítima e dois distritos devido a neve

Toda a faixa costeira de Portugal continental está este domingo sob aviso amarelo devido à agitação marítima, com o resto do país sem avisos meteorológicos à exceção de Castelo Branco e Guarda por causa da neve.

De acordo com o 'site' do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), o país está hoje sem previsões significativas de mau tempo, depois de mais de uma semana a ser assolado por tempestades sucessivas.

A costa ocidental está sob aviso amarelo para agitação marítima, prevendo-se ondas de noroeste que podem atingir de quatro a cinco metros de altura.

Num dia em que a chuva e o vento parecem ter dado tréguas, apenas os distritos de Guarda e Castelo Branco estão sob aviso amarelo, por causa da queda de neve acima de 1.300 metros, com acumulação de cerca de 5 cm acima dos 1.600 metros.

O IPMA alerta para os impactos prováveis, como acumulação e possível formação de gelo, causando interdição ou condicionamento de vias, danos em estruturas ou árvores, e abastecimentos locais prejudicados.

No que respeita às ilhas, os grupos central e ocidental do arquipélago dos Açores estão sob aviso amarelo devido à previsão de chuva por vezes forte, sendo que as ilhas do Corvo e das Flores também estão com aviso amarelo para a agitação marítima.

O IPMA alerta ainda para a possibilidade de chuva em todo o país a partir da tarde.

Quanto às temperaturas máximas, devem situar-se entre os 6ºC na Guarda e os 16ºC em Setúbal, Sagres e Faro, ao passo que as mínimas vão oscilar entre os 2ºC na Guarda e os 11ºC em Sagres.

Apesar da considerável melhoria do tempo, 17 barras marítimas continuam hoje fechadas e cinco condicionadas, segundo informação atualizada às 08:20 pela Autoridade Marítima Nacional.

Na zona norte, estão fechadas as barras de Caminha, Douro, Esposende, Figueira da Foz, Vila Praia de Âncora, Póvoa de Varzim e Vila do Conde, enquanto as de Aveiro e Viana do Castelo só permitem a entrada de barcos com comprimento superior a 35 metros e a 30 metros, respetivamente.

Mais abaixo, estão encerradas a toda a navegação as barras do Portinho da Ericeira e São Martinho do Porto.

No Algarve, as barras de Albufeira, Alvor, Vila Real de Santo António, Quarteira, Tavira e Vilamoura estão fechadas a toda a navegação, e as de faro, Olhão e Portimão só autorizam a entrada de barcos com mais de 15 metros.

O arquipélago dos Açores tem fechadas as barras de Santa Cruz da Graciosa (desde 26 de janeiro) e de Rabo de Peixe.

Catorze pessoas morreram em Portugal desde a semana passada na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.

As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.

O Governo prolongou a situação de calamidade até dia 15 para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.

07.02.2026

Famílias isentas de pagar renda de habitação social este mês na Marinha Grande

As famílias que vivam em habitação social do Município da Marinha Grande, no distrito de Leiria, estão isentas este mês de pagamento, devido ao impacto da depressão Kristin.

Numa nota de imprensa, a autarquia revela que "tomou mais medidas extraordinárias de apoio social, destinadas a aliviar o esforço financeiro das famílias do concelho, num contexto particularmente exigente devido aos efeitos da tempestade Kristin".

Assim, "determinou a suspensão total do pagamento das rendas de habitação social do mês de fevereiro de 2026, medida que visa apoiar agregados familiares com maiores dificuldades económicas".

"O objetivo é garantir estabilidade e segurança habitacional, evitando situações de incumprimento durante este período excecional", justifica a câmara presidida por Paulo Vicente.

A autarquia tem 265 habitações sociais, disse à agência Lusa fonte do município.

A câmara determinou ainda a suspensão do pagamento dos bilhetes da TUMG -- Transportes Urbanos da Marinha Grande até 15 de fevereiro, permitindo que "todos os passageiros utilizem os transportes urbanos de forma gratuita".

"Esta iniciativa procura assegurar a mobilidade de quem depende do transporte público para deslocações essenciais, nomeadamente trabalho, saúde ou educação", refere, ressalvando que, devido a constrangimentos operacionais, o serviço urbano da TUMG continua "a funcionar de forma condicionada durante a próxima semana".

Assim, as linhas Verde 2, Vermelha 9 e Roxa 11 estão temporariamente suspensas. Em pleno funcionamento, e com reforço e alargamento de horários, estão as linhas Verde 1, Vermelha 10 e Roxa 12.

As restantes linhas mantêm o funcionamento normal.

Catorze pessoas morreram em Portugal desde a semana passada na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.

As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.

O Governo prolongou a situação de calamidade até dia 15 para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.

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