Mais 14 agentes da PSP detidos no caso de alegada tortura na esquadra do Rato em Lisboa
As autoridades têm esta terça-feira em curso novas diligências de investigação no caso de alegada tortura de detidos na esquadra do Rato, anunciou esta terça-feira o ministro da Administração Interna.
Segundo apurou o CM, há mais 14 agentes da PSP detidos, um deles é um chefe. Esta é a terceira vaga de detenções do processo da esquadra do Rato. Até ao final do dia pode haver mais.
PUB
"Hoje estão a decorrer novas diligências e poderá haver novas detenções no final do dia de acordo com a prova que vier a ser carreada", revelou Luís Neves, à margem das comemorações do 18.º aniversário da Unidades Especial de Polícia (UEP) da PSP, em Belas, Sintra.
O governante precisou que os suspeitos visados são todos polícias que exercem atualmente funções e "que de alguma forma poderão ter interagido com o comportamento desviante" ocorrido em 2024 e 2025 na esquadra do Rato.
Sem deixar de lembrar que há que "ter em conta a presunção de inocência", o ministro com a tutela da PSP reiterou que "os comportamentos desviantes não são a prática habitual" na força policial e sublinhou que foi esta que denunciou o caso, estando a prestar "apoio e suporte total ao Ministério Público na investigação".
PUB
Esta é a terceira operação policial desde julho de 2025 relacionada com alegações de tortura e violação por polícias de pessoas detidas na esquadra do Rato, na maioria toxicodependentes, estrangeiros e sem-abrigo.
Na primeira, foram detidos dois agentes da PSP, de 22 e 26 anos, e que vão ser julgados por crimes de tortura, violação e abuso de poder, entre outros, determinou em 27 de abril de 2026 o Tribunal Central de Instrução Criminal, em Lisboa.
Outros sete polícias foram detidos em março de 2026 e estão aguardar em prisão preventiva o desfecho da investigação, que poderá ou não culminar numa acusação do Ministério Público pelos mesmos crimes.
PUB
O caso deu origem a nove processos disciplinares e um processo de inquérito, este último sobre os polícias que assistiram aos vídeos das agressões partilhados num grupo de WhatsApp, adiantou, na altura, o inspetor-geral da Administração Interna, Pedro Figueiredo.
Mais lidas
O Negócios recomenda