Mais 14 agentes da PSP detidos no caso de alegada tortura na esquadra do Rato em Lisboa

Ministro da Administração Interna precisou que os suspeitos visados são todos polícias que exercem atualmente funções.
1/2
PSP xxxx Foto: Manuel de Almeia/Lusa/EPA Luís Neves, ministro da Administração Interna
Correio da Manhã 14:15

As autoridades têm esta terça-feira em curso novas diligências de investigação no caso de alegada tortura de detidos na esquadra do Rato, anunciou esta terça-feira o ministro da Administração Interna.

Segundo apurou o CM, há mais 14 agentes da PSP detidos, um deles é um chefe. Esta é a terceira vaga de detenções do processo da esquadra do Rato. Até ao final do dia pode haver mais.

PUB

"Hoje estão a decorrer novas diligências e poderá haver novas detenções no final do dia de acordo com a prova que vier a ser carreada", revelou Luís Neves, à margem das comemorações do 18.º aniversário da Unidades Especial de Polícia (UEP) da PSP, em Belas, Sintra.

O governante precisou que os suspeitos visados são todos polícias que exercem atualmente funções e "que de alguma forma poderão ter interagido com o comportamento desviante" ocorrido em 2024 e 2025 na esquadra do Rato.

Sem deixar de lembrar que há que "ter em conta a presunção de inocência", o ministro com a tutela da PSP reiterou que "os comportamentos desviantes não são a prática habitual" na força policial e sublinhou que foi esta que denunciou o caso, estando a prestar "apoio e suporte total ao Ministério Público na investigação".

PUB

Esta é a terceira operação policial desde julho de 2025 relacionada com alegações de tortura e violação por polícias de pessoas detidas na esquadra do Rato, na maioria toxicodependentes, estrangeiros e sem-abrigo.

Na primeira, foram detidos dois agentes da PSP, de 22 e 26 anos, e que vão ser julgados por crimes de tortura, violação e abuso de poder, entre outros, determinou em 27 de abril de 2026 o Tribunal Central de Instrução Criminal, em Lisboa.

Outros sete polícias foram detidos em março de 2026 e estão aguardar em prisão preventiva o desfecho da investigação, que poderá ou não culminar numa acusação do Ministério Público pelos mesmos crimes.

PUB

O caso deu origem a nove processos disciplinares e um processo de inquérito, este último sobre os polícias que assistiram aos vídeos das agressões partilhados num grupo de WhatsApp, adiantou, na altura, o inspetor-geral da Administração Interna, Pedro Figueiredo.

Pub
Pub
Pub