Mário Soares diz que “não queria ser candidato”

O ex-candidato presidencial afirma em entrevista ao “Diário de Notícias” que foi pressionado de “vários lados” para avançar para as eleições, e que hoje se apercebe “que os jogos já estavam feitos”.
Negócios 31 de Agosto de 2006 às 10:00

O ex-candidato presidencial afirma em entrevista ao "Diário de Notícias" que foi pressionado de "vários lados" para avançar para as eleições, e que hoje se apercebe "que os jogos já estavam feitos".

"Não queria ser candidato", revela Mário Soares na primeira entrevista desde a derrota nas eleições presidenciais. "Fui pressionado de vários lados. Não só do PS. Finalmente convenci-me. Achei que tinha esse dever", diz. Para acrescentar: "Mas hoje apercebo-me de que os jogos já estavam feitos...".

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Diz que teve sempre o apoio do Governo e elogia o primeiro ministro: "José Sócrates ultrapassou de longe as minhas expectativas como homem político e como governante". Afirma ainda que esperava sintonia entre Sócrates e Cavaco Silva "pelo menos na primeira fase".

Mário Soares considera que entrou "tarde" na corrida, diz que "foi talvez a candidatura mais dura de todas", mas que não ficou abalado com a derrota. "Sou resistente, tenho uma couraça sólida. Não sou uma anémona impressionável por qualquer crítica que me façam ou por um simples desaire eleitoral", afirma.

Soares acaba de ser reeleito presidente da fundação Portugal-África, tem um novo livro a sair brevemente, vai voltar a escrever nos jornais e quer fazer um novo programa de televisão.

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