Menezes diz que Sócrates tentou esconder más noticias do FMI com défice

O líder do PSD, Luís Filipe Menezes, criticou hoje a 'pressa' do primeiro-ministro em anunciar que o défice deste ano será de 3%, considerando que José Sócrates quis "esconder" as projecções do Fundo Monetário Internacional.
Negócios com Lusa 11 de Outubro de 2007 às 21:40

O líder do PSD, Luís Filipe Menezes, criticou hoje a "pressa" do primeiro-ministro em anunciar que o défice deste ano será de 3%, considerando que José Sócrates quis "esconder" as projecções do Fundo Monetário Internacional.

"Quis esconder atrás do défice uma má notícia", afirmou Luís Filipe Menezes, manifestando "grande perplexidade" por o primeiro-ministro ter feito uma declaração pública onde anunciou que o défice deste ano ficará nos 3% "ainda antes do Orçamento de Estado ter dado entrado na Assembleia da República".

PUB

Numa curta declaração aos jornalistas num hotel em Lisboa, Luís Filipe Menezes considerou que a "pressa" do primeiro-ministro esteve relacionada com as projecções que o Fundo Monetário Europeu (FMI) revelou esta tarde e que apontam para uma revisão em baixa do crescimento económico para 2008.

De acordo com a conclusão da consulta do FMI a Portugal, hoje divulgado pelo Banco de Portugal, a economia portuguesa deve crescer este ano e no próximo 1,8%, valor que corresponde a uma revisão em baixa face aos 2,1% antecipados nas previsões de Abril para 2008.

"As metas do primeiro-ministro foram contrariadas", sublinhou, alertando para o "mau caminho" que está a ser seguido.

PUB

"Os portugueses não comem défice", acrescentou.

Questionado sobre se estas críticas indiciam um voto contra do PSD ao Orçamento de Estado para 2008, Luís Filipe Menezes remeteu para mais tarde essa decisão.

"A decisão será tomada na altura", disse, salientando, contudo, que os sociais-democratas estão "muito preocupados".

PUB

O primeiro-ministro anunciou hoje que o défice de Portugal será, no final deste ano, de 3% do PIB, voltando Portugal a estar dentro dos limites impostos pelo Pacto de Estabilidade e Crescimento (PEC) da União Europeia.

Quanto ao próximo ano, José Sócrates disse que o Governo não vai proceder a uma revisão do objectivo do défice para 2008, mantendo o valor de 2,4% assumido junto de Bruxelas.

Pub
Pub
Pub