Passos: Aqueles que não aprenderam a lição "serão rejeitados pelos portugueses"
Passos Coelho lembrou esta segunda-feira que o tempo que os portuguese têm pela frente “ainda exigirá muito de nós”, pois não será “um tempo de facilidades”.
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“Os que passaram por tempos de sacrifícios preferiam ouvir algo mais entusiasmante, mas as pessoas aprenderam que não vale a pena criarmos ficções. O tempo que temos pela frente vai exigir ainda muito da nossa parte”, afirmou o primeiro-ministro na apresentação do projecto “Business Network” em Santa Maria da Feira.
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Passos Coelho explicou que não se trata do “mesmo nível de exigência dos últimos três anos”, mas que o futuro exige a quem esteja no Governo, nas empresas e no sector financeiro um “elevado grau de exigência”. “Não podemos desperdiçar recursos. Tudo aquilo em que apostarmos deve ter, comprovadamente, condições para funcionar”, explicou.
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“Devemos exigir de nos próprios o mais possível para que os nossos negócios sejam feitos de forma a darem certo. E temos de perder menos tempo com discussões espúrias”, avisou Passos Coelho perante uma plateia de empresários dando o exemplo
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da discussão sobre se Portugal deve assentar a sua competitividade sobre os baixos salários ou sobre o acréscimo de valor acrescentado. “Se tivéssemos de escolher o modelo de salários baixos perderíamos sempre porque não poderíamos competir com outras economias. Será sempre por acrescentar na cadeia de valor inovação aos nossos processos”, sublinhou.
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Apesar de reconhecer os desafios que se colocam aos portugueses, o primeiro-ministro garantiu ter “muita confiança nos tempos que temos à nossa frente porque sei que os tempos de maiores dificuldades foram aqueles por que já passámos”. “Tenho a certeza que os portugueses não querem regressar ao passado. Aqueles que, no Estado ou no Governo, não tiverem aprendido essa lição serão rejeitados pelos portugueses”, concluiu o chefe do Governo.
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No sentido de impulsionar a economia portuguesa, Passos Coelho destacou ainda a importância de “utilizar muito mais e melhor todo o network e o valor que está associado à diáspora portuguesa”. “Ao longo destes três anos, os portugueses espalhados pelo mundo ajudaram-nos muito mas podem ajudar muito mais”, frisou.
Por outro lado, notou o primeiro-ministro, “precisamos aumentar a nossa capacidade para sermos mais colaborativos”, porque, dessa forma, “teremos mais facilidade de resolver o problema das nossas empresas que é a falta de capital”.
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“Algumas fusões podem fazer sentido e atrair investimento externo para as empresas é uma boa forma de as capitalizar – quando precisamos de financiamento, ou nos endividamos para o futuro ou partilhamos os riscos no presente”, explicou.
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