Hotel em Sesimbra com 200 camas nunca chegou a abrir. Recheio em estado novo à venda online
Marcada para abril de 2010, a inauguração do Sesimbra Bay nunca aconteceu, tendo ido parar às mãos da banca. Agora, integrado no Discovery Portugal Fund, as mais de mil peças de mobiliário adquiridas para o espaço estão à venda na plataforma Second Serve.
“O Sesimbra Bay, em Palames, deverá abrir portas na primavera de 2010. As obras terminam no final deste ano, mas os necessários licenciamentos turísticos apontam para a abertura em abril. Classificado como equipamento de cinco estrelas, possui 204 apartamentos, com tipologia que vai desde o estúdio até ao T3. O edifício tem também serviço de restauração, bares, spa, ginásio, piscinas e espaços verdes”, lê-se numa publicação da Câmara de Sesimbra, datada de fevereiro de 2009.
Assembleia Municipal de Sesimbra, 2 de fevereiro de 2018: “Estava previsto o início da reabilitação do edifício ‘Sesimbra Bay’, que está junto aos ‘Terraços do Castelo’, e era expectável que se iniciassem novamente as obras no princípio da época balnear. Era propriedade da banca portuguesa, tem a gestão dos ativos imobiliários dos principais bancos portugueses, e que prevê também a concessão para uma unidade hoteleira.”
13 de abril de 2026: A Second Serve, plataforma digital dedicada à venda de mobiliário e equipamentos de hotelaria em segunda mão, anuncia “a disponibilização para venda do mobiliário completo de um hotel com mais de 200 quartos que nunca chegou a entrar em funcionamento”.
O projeto não avançou e as mais de mil peças adquiridas para o espaço, “todas em estado novo”, estão agora disponíveis para compra através desta plataforma.
Entre os artigos disponíveis encontram-se sofás-cama, poltronas, mesas, cadeiras, mesas de cabeceira, espelhos, iluminação e vários elementos decorativos.
Os preços variam entre os 10 e os 180 euros.
O imóvel está nas mãos da Discovery Hotel Management (DHM), gestora das unidades hoteleiras que integram o Discovery Portugal Fund, o qual, por sua vez, é gerido pela Explorer Investments.
“É raro encontrar um projeto desta dimensão completamente por estrear. Este é um exemplo muito claro de como é possível transformar mobiliário e equipamentos do setor hoteleiro sem uso numa oportunidade com valor económico e ambiental”, enfatiza Roberto Geallad, fundador da Second Serve.
No seu primeiro ano de atividade, a Second Serve afiança que “já trabalha com 29 hotéis parceiros, permitiu o reaproveitamento de 10.665 peças de mobiliário parceiros e contribuiu para evitar 158 mil toneladas de desperdício”.