Plano de austeridade de Itália deverá ser aprovado até ao Natal
O ex-chefe do Comité Militar da NATO, que falava à Lusa em Nouakchott, Mauritânia, referiu que este decreto do presidente Mario Monti "precisa de passar pelo Parlamento" necessariamente e que "talvez surjam algumas alterações pedidas pelos partidos", mas que "a estrutura fundamental vai ser aprovada".
"Precisa de o ser, é totalmente necessária. Este é um pacote de austeridade muito duro, de que ninguém gosta, mas é como um medicamento, quando tem de ser, tem de ser", acrescentou Giampaolo Di Paola.
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O almirante e ministro da Defesa disse que o Governo está "confiante" na aprovação das medidas, até porque esta nova solução governativa "tem o apoio de 80% do Parlamento".
"É uma situação única, é muito rara, mas acontece por esta necessidade de emergência", declarou, notando que está em causa um "compromisso com os italianos e com a União Europeia".
Di Paola frisou que a Itália não pediu qualquer empréstimo às organizações internacionais e que se vai centrar na aplicação do programa de austeridade que assenta em "três pilares essenciais - um corte muito substancial no sistema de pensões, um programa de reanimação da economia e um novo e abrangente imposto sobre imóveis.
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"Temos de equilibrar as contas públicas até 2013, é um período muito curto mas vamos fazê-lo, estou totalmente confiante nisso", concluiu.
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