"Portugal preparou-se para o pior": Secretário de Estado da Saúde explica o 'milagre' português lá fora

Em entrevista ao The Guardian, António Sales sublinhou que o Governo português "tomou as medidas certas na hora certa".
António Lacerda Sales
Correio da Manhã 19 de Abril de 2020 às 20:41

O governo português atribuiu o "segredo" sobre o reduzido número de casos de coronavírus no país a uma resposta rápida e flexível ao "pior cenário".

Numa entrevista ao jornal britânico The Guardian, António Sales, Secretário de Estado da Saúde, sublinhou que o Governo português "tomou as medidas certas na hora certa" para evitar propagação do coronavírus. Sales afirmou que a resposta dada por Portugal foi baseada nos "melhores conselhos científicos e na experiência de outros países".

Sobre a decisão de encerrar as escolas e universidades em meados de março, esta foi crucial para evitar a maior transmissão da doença, uma medida que antecipou a "disseminação e transmissão na comunidade".

Recorde-se que Portugal declarou o Estado de Emergência seis dias após o encerramento dos estabelecimentos de ensino.

O Secretário de Estado da Saúde admitiu que o país "preparou-se para o pior".

O aumento da capacidade de ventilação invasiva e laboratorial e o aumento do número de camas em cuidados intensivos foram fatores igualmente fundamentais, segundo o Secretário de Estado da Saúde, que destacou os investimentos no SNS português realizados nos últimos anos.

Numa entrevista ao jornal britânico The Guardian, António Sales, Secretário de Estado da Saúde, sublinhou que o Governo português "tomou as medidas certas na hora certa" para evitar propagação do coronavírus. Sales afirmou que a resposta dada por Portugal foi baseada nos "melhores conselhos científicos e na experiência de outros países".

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Sobre a decisão de encerrar as escolas e universidades em meados de março, esta foi crucial para evitar a maior transmissão da doença, uma medida que antecipou a "disseminação e transmissão na comunidade".

Recorde-se que Portugal declarou o Estado de Emergência seis dias após o encerramento dos estabelecimentos de ensino.

O Secretário de Estado da Saúde admitiu que o país "preparou-se para o pior".

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"Entre dezembro de 2015 e dezembro de 2019, a força de trabalho nacional em saúde aumentou 13%, o que significa que mais de 15.000 profissionais de saúde, incluindo 3.700 médicos e 6.600 enfermeiros, estão trabalhando", concluiu.

"Assim, Portugal teve a oportunidade de observar o que outros países estavam passando, ver quais medidas estavam sendo tomadas e aprender com essas experiências. Portugal acabou implementando mais ou menos as mesmas medidas que outros países - e ao mesmo tempo - mas a epidemia aqui estava em um estágio muito anterior ao de outros países ".

No país vizinho Espanha, a assistência médica é da responsabilidade dos 17 governos regionais autónomos, o que provocou uma falta de resposta da parte do Governo central, escreve o jornal britânico.

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Em Portugal, verificou-se um consentimento geral dos vários partidos políticos sobre a importância da tomada de medidas para evitar a maior propagação do vírus. "Os partidos políticos adotaram um comportamento responsável porque todos entendiam muito bem a importância de se unirem para enfrentar uma pandemia inesperada com consequências dramáticas", afirmou Sales.

O Secretário de Estado da Saúde frisou que "estamos constantemente a aprender com o surto e com as experiências de outros países. Estaremos melhor preparados para a próxima vez, com certeza".

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