Utilização de sistema de reembolso "é uma questão de hábito"

Ministra do Ambiente e da Energia diz que "temos de criar uma cultura diferente em relação aos resíduos".
Maria da Graça Carvalho, ministra do Ambiente e da Energia
Manuel de Almeida / Lusa - EPA
Lusa 14:07

A ministra do Ambiende mostrou-se convicta de que a utilização do Sistema de Depósito e Reembolso (SDR), que a partir de agora devolve 10 cêntimos por cada embalagem de bebida depositada, "é uma questão de hábito".

"É uma questão de hábito e de logística. Nós temos de criar uma cultura diferente em relação aos resíduos. A prática que temos de ter em relação aos resíduos para já é diminuir a quantidade de resíduos que fazemos", disse a ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, na sede do Governo, no Campus XXI, em Lisboa.

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A partir de agora há embalagens de bebidas que valem 10 cêntimos se colocadas vazias em máquinas automáticas.

As máquinas do SDR, que estão em todo o país, vão receber garrafas de plástico e metal de uso único, até três litros, e imprimir o respetivo reembolso.

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A máquina esmaga a embalagem e retribui com o reembolso de 10 cêntimos.

O sistema, denominado de Volta, pretende reciclar 90% dos produtos abrangidos (plástico e metal) até 2029, segundo os responsáveis pela iniciativa.

Presente na cerimónia para marcar a entrada em vigor do sistema, o presidente do conselho de administração do SDR Portugal, Leonardo Mathias, disse que a utilização do sistema não vai dar mais trabalho aos portugueses.

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Após ser questionado sobre a necessidade de as garrafas estarem intactas para serem inseridas nas máquinas do SDR, Leonardo Mathias referiu que as embalagens não podem estar danificadas para poderem ser enviadas para a reciclagem, processo "em que uma garrafa volta a ser uma garrafa".

"Uma das enormes vantagens deste sistema é proporcionar a economia circular e para proporcionar a economia circular as garrafas têm de ter a qualidade do plástico e as latas também têm que ter a sua máxima qualidade", explicou Leonardo Mathias.

Segundo o responsável, foi ainda criada uma aplicação, a Volta, que já está disponível para "download" e que identifica as embalagens que podem ser colocadas nas máquinas do SDR, assim como a localização mais próxima dos depósitos Volta.

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Em relação à devolução dos 10 cêntimos, a máquina dá um talão que pode ser trocado por dinheiro no estabelecimento em que a embalagem foi comprada ou usá-lo como "voucher" em compras no mesmo local.

As máquinas do SDR também permitem doar os 10 cêntimos a instituições de solidariedade social, sendo estas, por enquanto: a Caritas Portuguesa, a Liga dos Bombeiros Portugueses, a Liga Para a Proteção da Natureza e a Liga Portugesa dos Direitos do Animal.

A partir agora, desde que tenham o símbolo Volta, estejam inteiras, sem líquidos, com tampa e com o código de barras, são aceites em qualquer uma das 2.500 máquinas espalhadas pelo país, mais de 8.000 pontos de recolha manual e 48 quiosques para entregas de grandes quantidades. Estarão, por exemplo, junto de supermercados.

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Em relação às embalagens compradas em restaurantes, cafés ou cantinas, os estabelecimentos só cobram os 10 cêntimos adicionais se os clientes consumirem fora do local de venda

Até 9 de agosto, o SDR está numa fase de transição e por isso é natural estarem à venda os produtos sem o logótipo, que não são aceites pelas máquinas.

O consumidor não paga os 10 cêntimos a mais por embalagens sem o logótipo Volta.

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O sistema SDR já está implementado em vários países europeus, como a Alemanha, Áustria ou Dinamarca, e recolhe anualmente mais de 35 mil milhões de embalagens, envolvendo cerca de 357 milhões de habitantes.

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